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Novo govenro

“Com os EUA, o céu é o limite”, diz novo chanceler

Para Ernesto Araújo, Itamaraty terá de mudar para facilitar relações com os EUA, que podem ajudar o país a entrar na OCDE

Ernesto Araujo, ministro das Relações Exteriores
Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

A estrutura do Itamaraty precisa mudar para facilitar as relações bilaterais que pautarão a política externa do governo de Jair Bolsonaro. A afirmação foi feita pelo futuro chanceler, Ernesto Araújo, em reunião do Conselho Empresarial Brasil - Estados Unidos, segundo relatos de participantes.

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Ele disse ainda que “o céu é o limite” no futuro da relação entre os dois países e que seria “fundamental” obter apoio dos norte-americanos para o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O governo norte-americano estava representado por Landon Loomis, assessor especial do gabinete do vice-presidente.

A reunião foi marcada pelo otimismo do empresariado dos dois países, que esperam ver removidas barreiras aos negócios. A avaliação geral é que o comércio bilateral, da ordem de US$ 5o bilhões ao ano, não está à altura do potencial da parceria e pode ser fortemente expandido. Segundo afirmou, o momento apresenta uma oportunidade em uma geração de levar o relacionamento da patamares impensáveis.

Araújo comentou que a relação do Brasil com os Estados Unidos tinha um “teto”, por isso só foi possível até hoje concretizar 10% do desejado.

A máquina negociadora brasileira, disse o chanceler, é atrasada. Segundo o chanceler, o Itamaraty divide os temas em áreas temáticas desconectadas uma das outras, o que dificulta o desenvolvimento das relações bilaterais - onde, no seu entender, está o dinamismo do mundo atual. Ele prometeu mudanças. Nas relações bilaterais, disse ele, o foco estará no setor privado.

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*Com Estadão Conteúdo 

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