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Defesa do colchão

Para Guardia, reduzir reservas internacionais só será possível quando a casa estiver em ordem

Pela métrica do FMI, Guardia disse que as reservas poderiam ser de US$ 260 bilhões a US$ 280 bilhões

Guardia: "enquanto não tiver a questão fiscal em ordem, é bom ter reservas internacionais”Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, defendeu a manutenção das reservas internacionais. Para ele, a discussão sobre eventual redução das reservas ou não, pode ser feita apenas quando o fiscal estiver em ordem, com retomada do crescimento. “Enquanto isso é bom ter reservas internacionais”, disse Guardia.

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O ministro respondia a um questionamento sobre o tema em evento promovido pelo BTG Pactual. Recentemente o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, falou em eventual venda das reservas em caso de ataque especulativo.

Guardia disse que nos últimos anos o custo fiscal das reservas foi positivo, o que ajudou o governo a postergar os problemas com o cumprimento da “regra de ouro” das finanças públicas.

Pela métrica do Fundo Monetário Internacional (FMI), Guardia disse que as reservas poderiam ser de US$ 260 bilhões a US$ 280 bilhões. “Mas sabemos, também, que o Brasil é um país complexo” e que muito recentemente vimos a utilidade dessas reservas e do colchão de liquidez do Tesouro.

Em 2002, lembrou o ministro, não tinham reservas internacionais nem colchão de liquidez, por isso a transição de governo foi mais difícil naquele ano em termos de política cambial e de dívida pública.

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