BC limita “trava bancária” das maquininhas de cartão e aumenta concorrência
Com mudança, lojistas não serão mais obrigados a fazer operações de antecipação de recebíveis apenas com uma única instituição financeira

Uma resolução aprovada hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) abre espaço para o aumento da concorrência entre instituições financeiras e credenciadoras de cartões no mercado de antecipação de recebíveis. As novas regras reduzem a chamada "trava bancária", em que lojistas eram obrigados a fazer operações de antecipação de recebíveis com uma única instituição financeira.
De acordo com o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Ribeiro Damaso, a resolução, ao avançar na questão da trava bancária, aumenta a eficiência e a concorrência no setor de cartões.
Damaso explicou que, atualmente, se um lojista realizar uma venda por cartão de crédito, ele pode eventualmente fazer a antecipação deste recebível com a instituição financeira ligada à credenciadora do cartão. Só que, ao fazer isso, ele trava toda a agenda de recebíveis do lojista - ou seja, tudo aquilo que ele ainda receberá, e não apenas o que foi antecipado. Na prática, ele fica "travado" com a instituição financeira, obrigando-se a realizar outras operações de recebíveis apenas com ela.
"Se o lojista tem uma operação de R$ 100 e uma agenda de R$ 1.000, toda a agenda de R$ 1.000 fica travada com uma instituição", exemplificou Dâmaso.
Com a mudança anunciada hoje, a trava recairá apenas sobre o montante antecipado - no exemplo, os R$ 100. No caso dos R$ 900 restantes, o lojista poderá fazer novas operações de antecipação de recebíveis, seja com a credenciadora de sua maquininha de cartões, seja com outras instituições financeiras.
Ao abrir o leque de opções para o lojista, a expectativa é de que a concorrência entre credenciadoras e instituições financeiras aumente. As novas regras passam a valer em 31 de janeiro de 2019. "Um dos pontos da resolução é dar maior eficiência", disse Damaso. "Ela limita a trava bancária ao que é efetivamente devido à instituição. Fora da trava, o lojista pode fazer a antecipação com a credenciadora ou com outra instituição."
Leia Também
Damaso esclareceu ainda que as mudanças anunciadas hoje não substituem o modelo que está sendo planejado para o futuro, em que os recebíveis do cartão de débito e crédito terão que ser registrados em uma estrutura do mercado financeiro. "Temos uma consulta pública em andamento, mas a implementação dessa consulta demora mais. O que fazemos agora é uma regra já alinhada ao modelo da consulta pública, uma regra de transição".
De acordo com o diretor do BC, a expectativa é de que ainda no primeiro semestre de 2019 a regra definitiva para o setor de cartões seja divulgada. Doze meses após a publicação da regra, as infraestruturas de mercado já teriam se habilitado ao sistema, conforme Damaso.
"No futuro, garanto que isso vai acontecer (a redução de custo para os lojistas). Neste momento, (atuamos) para assegurar que o mercado continue funcionando", acrescentou.
A questão da trava bancária era um dos pontos de disputa entre players que atuam no mercado de cartões. Uma das críticas de credenciadoras menores era que os bancos travavam inclusive a projeção futura de recebíveis - e não apenas o que foi objeto de antecipação.
O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA