O que esperar de Roberto Campos Neto no Banco Central de Bolsonaro
Economista e diretor do Santander, responsável pela tesouraria do banco, foi confirmado no comando da autoridade monetária

O economista do Santander, Roberto Campos Neto, foi confirmado na tarde desta quinta-feira como novo presidente do Banco Central (BC). Junto com ele, a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a permanência de Mansueto Almeida no cargo de secretário do Tesouro Nacional.
Campos Neto tem 49 anos é formado em economia com foco em finanças pela Universidade da Califórnia (UCLA). Ele já trabalhou no banco Bozano Simonsen, entre 1996 e 1999, como operador de derivativos, juros e câmbio. Entre 2000 e 2003 foi chefe da área internacional de renda fixa do Santander. Em 2004 foi gerente de portfólio na gestora Claritas. Em 2005, voltou ao Santander como operador, depois virou chefe da mesa de operações e atualmente é tesoureiro do banco.
O economista e sócio da GO Associados, Eduardo Velho, avalia que Campos Neto é uma ótima escolha de Paulo Guedes para o BC.
“O presidente do BC tem que ser aliado ao ministro da Economia, mas atuar com autonomia. Além disso, Campos Neto conta com elevada experiência na área monetária e cambial e é bem reconhecido no mercado financeiro”, diz Velho.
Para um economista estrangeiro que acompanha a economia brasileira, a primeira impressão é que faltaria qualificação acadêmica ao indicado para comandar o BC, pois em comparação com os demais presidentes, Campos Neto não tem bagagem de estudo em política monetária. “Ele é basicamente um trader, não um economista”, diz.
Sobre a falta de experiência acadêmica, Eduardo Velho diz não ver problema e lembra que Henrique Meirelles e Armínio Fraga, por exemplo, também não tinham passagens pela academia. "O Armínio Fraga mesmo era um trader do fundo Quantum, do George Soros", diz Velho.
Para um ex-tesoureiro de bancos nacionais e estrangeiros, é preciso esperar a reação do mercado à indicação de Roberto Campos Neto. Para ele, a falta de experiência acadêmica em política monetária tem menos importância que no passado. Essa questão pode ser resolvida com a composição da diretoria do BC, que passa a ser o grande ponto de interrogação de agora em diante.
Leia Também
O atual presidente Ilan Goldfajn é doutor em economia pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT). Ilan era economista-chefe do Itaú Unibanco até assumir o BC em junho de 2016. Entre 2000 e 2003 tinha sido diretor de Política Econômica.
A menor experiência acadêmica de Roberto Campos Neto na comparação com o antecessor é mais que compensada com a habilidade nas mesas de operação.
Na tesouraria do Santander, o diretor é apontado como um dos principais responsáveis pelos resultados excepcionais que o banco espanhol tem registrado no país nos últimos anos.
Comunicado oficial
Leia a íntegra da nota à imprensa divulgada pela assessoria de Paulo Guedes:
NOTA À IMPRENSA
O futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, confirma nesta quinta-feira (15/11) a indicação de dois novos integrantes da equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro:
O economista Roberto Campos Neto aceitou o convite e terá seu nome indicado ao Senado Federal para presidir o Banco Central. Com extensa experiência na área financeira, pós-graduado em economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Campos Neto deixa diretoria do Banco Santander, onde ingressou em 2000.
O economista Mansueto Almeida será indicado para permanecer no cargo de Secretário do Tesouro Nacional, que ocupa desde abril de 2018. Com extensa experiência no setor público, tendo passado pelo IPEA e ocupado outros cargos importantes no Ministério da Fazenda, é mestre em Economia pela USP e cursou doutorado em Políticas Públicas no MIT.
Conteúdo Empiricus
América Latina perde ritmo em M&As, mas o Brasil movimenta 62% do capital desse mercado. Sua empresa está pronta para as próximas oportunidades?
5 de novembro de 2026 - 14:00VEJA DETALHES
Lucro menor, margens sob pressão e risco de inadimplência: por que a Tenda (TEND3) lidera as quedas do Ibovespa após o balanço do 3T26?
5 de novembro de 2026 - 12:15CTRL+A
Loterias, cigarros, bebidas, carros e mais: confira as alíquotas do ‘Imposto do Pecado’ e veja quando elas começam a valer
5 de novembro de 2026 - 11:24DADOS VAZADOS
FGC sob ataque: instituição reporta incidente de segurança e vazamento de dados
5 de novembro de 2026 - 11:08OPERAÇÃO REMOTA
Aposta feita pela internet fatura sozinha prêmio de quase R$ 12 milhões na Quina; Mega-Sena, Lotofácil e outras loterias acumulam
5 de novembro de 2026 - 5:56POLÍTICA MONETÁRIA
Copom segura Selic em 13,75% e interrompe ciclo de cortes iniciado há cinco reuniões
4 de novembro de 2026 - 18:48CALMA MERCADO
Chegou a hora: Lula fará pronunciamento neste domingo para anunciar medidas de ajuste fiscal
4 de novembro de 2026 - 17:43FREIO NOS CORTES
Há uma pedra no caminho da Selic — e o próximo corte de juros pode depender de Lula
4 de novembro de 2026 - 6:43SAIU DO ATOLEIRO
Lotofácil 3820 tem 41 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Mega-Sena promete R$ 46 milhões hoje, mas tem loteria pagando mais
4 de novembro de 2026 - 5:56NOVA ECONOMIA?
Análise: o que o ‘acusador’ André Lara Resende colocou em debate e vale mais do que a proposta em si
3 de novembro de 2026 - 14:33INSTABILIDADE
Banco do Brasil enfrenta instabilidade em aplicativos e clientes relatam dificuldades em usar Pix
3 de novembro de 2026 - 12:30NOVIDADES NO RADAR
Caixa abre apostas para a Mega da Virada 2026 com prêmio bilionário e mudança na data e no horário do sorteio
3 de novembro de 2026 - 9:42RESSACA ELEITORAL
Menos cortes nos juros, mais inflação: Focus muda de cara às vésperas do Copom
3 de novembro de 2026 - 9:10Conteúdo Empiricus
Pote de ouro? Esse setor pode ser a chave para proteger sistemas de ataques de IA; ativos ligados a ele podem se valorizar até 42 vezes, segundo analistas
3 de novembro de 2026 - 9:00POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA