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2019-10-16T16:17:12+00:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Foi editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo e do portal IG.
O MERCADO TEM MEMÓRIA

O retorno passado merece atenção, sim

O histórico de preços explica boa parte das ordens de compra e venda na bolsa. Mesmo que você não concorde com a massa, você pode ganhar junto com ela.

15 de outubro de 2019
16:05 - atualizado às 16:17
Passado e futuro
Imagem: Shutterstock

Uma das frases mais clássicas sobre investimentos é de que “retorno passado não garante ganhos futuros”. É a mais pura verdade, meu caro. Nada garante que aquela ação que valorizou um monte vai continuar a subir ou mesmo que aquele fundo que lidera o ranking de rendimentos vai continuar entregando uma bolada. Mas isso não significa que você deva ignorar o passado na hora de investir.

O histórico dos ativos merece sua atenção, sim. Esta é a segunda lição que aprendi com o Fausto Botelho no curso sobre análise técnica oferecido aos leitores do Dinheiro. Para quem perdeu os textos anteriores, eu estou na primeira turma e conto por aqui alguns dos meus aprendizados.

A memória do mercado

Imagine a seguinte situação: você compra uma ação a R$ 20. Você aprendeu que o passado não importa e investiu no papel porque viu que a sua corretora colocou um preço-alvo de R$ 30. Hum, 50% de alta... Parece um excelente investimento e você põe uma boa grana.

Mas, dias depois, o Donald Trump dá uma alfinetada na China no Twitter e o mercado fica nervoso. A bolsa vira um Deus nos acuda. Ninguém mais quer saber de fundamento nenhum e os grandes investidores começam a se desfazer dos papéis dos países emergentes.

A sua ação vai a R$ 19, R$ 18 até que chega a R$ 10 em menos de um mês. Você se recusa a vender na baixa e aguenta o tranco. É difícil segurar a emoção, afinal, você queria ganhar 50%, mas chegou a perder metade do que investiu. Haja coração, como diz o Galvão Bueno.

A partir de então, você acompanha a cotação todos os dias. E percebe que o papel fica oscilando. Quando ele cai perto de R$ 10, logo volta a subir. Chega nos R$ 20 de novo… Agora vai! #sóquenão. Quando ele bate nesse valor, faz a meia-volta e segue ladeira abaixo. Isso aconteceu mais de uma vez.

O que você faria quando, meses depois, o papel encostasse em R$ 20 de novo? Lembre que sempre que ele chegou nesse número, o mercado caiu na sequência até perto de R$ 10... Eu te entendo, cara, se você decidir vender e partir para outra. É psicológico: ninguém gosta de perder dinheiro.

Agora pode ser que você pense: “não, eu não iria vender, afinal, a corretora falou que ele vale R$ 30”. Talvez valha mesmo e um dia ele chegue lá. A questão é: você está sozinho na bolsa? Você pode não vender a R$ 20, mas isso não impedirá que outros vendam e derrubem a cotação do papel. E, por causa do comportamento de uma massa de traders, você perde dinheiro. Simples assim.

No exemplo acima, R$ 20 é um nível de “resistência” da ação, enquanto R$ 10 é um “suporte”. É como se fossem linhas psicológicas que limitam o avanço e a queda de um papel. Saiba que milhares de traders estão olhando para isso e montando posições de compra e venda no mercado.

O que os analistas técnicos fazem, do alto do seu mirante de observação, é estudar esses movimentos. E tentar montar suas operações para ganhar com o comportamento das massas. É uma tentativa de ganhar sempre, seja na alta ou na baixa.

No situação hipotética que falamos hoje, você poderia ficar a espreita esperando o papel bater em R$ 10 para comprar. E, quando ele chegar a R$ 20, você vende. Já imaginou quanto dinheiro dá para ganhar fazendo isso?

Basta aprender a ler os movimentos dos gráficos.

Quer saber mais sobre o assunto? Te convido a participar da segunda turma do curso do Fausto Botelho.

>>>>MAIS INFORMAÇÕES AQUI>>>>

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