Menu
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Às margens do G20

Xi Jinping refuta protecionismo e Putin pede menos sanções comerciais em reunião informal do Brics

Presidente chinês fez crítica indireta aos EUA sobre “unilateralismo” enquanto presidente russo pediu menos sanções e mais diálogo

30 de novembro de 2018
14:46 - atualizado às 15:08
Reuião informal do Brics - Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta sexta-feira,30, durante discurso em uma sessão de trabalho dos Brics às margens da cúpula do G20, que cabe ao grupo de países afirmar o multilateralismo e refutar o unilateralismo e o protecionismo. A fala foi acompanhada pelos presidentes do Brasil, Michel Temer, da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e pelo premiê da Índia, Narendra Modi.

"Cabe aos Brics fortalecer sua solidariedade e fortalecer a articulação. Cabe a nós, Brics, intensificar a cooperação no G20, na ONU e na OMC [Organização Mundial do Comércio]", declarou o chinês.

Sem mencionar diretamente os Estados Unidos e a sua política de "América primeiro", ele alertou sobre como o "unilateralismo" vem ganhando força e minando os laços de cooperação econômica, em um "desserviço" ao comércio global.

Para Xi, as reformas da OMC atualmente debatidas por Washington em conjunto com a União Europeia e o Japão não podem acabar por descartar os "valores norteadores" da instituição. "As condições usufruídas por países em desenvolvimento na OMC devem ser preservadas", pediu.

Não por acaso - o presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades econômicas na Casa Branca vêm intensificando as críticas à China por gozar do status de economia em desenvolvimento na OMC.

Brasil em 2019

Xi reservou o final do seu discurso para fazer um "agradecimento especial" a Temer pela relação de trabalho "estreita" e os "laços de amizade" criados entre os dois presidentes, declarando apoiar plenamente o Brasil ao assumir a presidência dos Brics em 2019.

Menos sanções, por favor

Já o presidente russo disse que medidas como sanções levam à "contração de laços econômicos" e que a solução para questões comerciais deve ser alcançada por meio do diálogo.

Além disso, Putin destacou que "gostaríamos de ver avanço rumo ao desarmamento nuclear na Coreia do Norte" e defendeu que os Brics podem desempenhar um papel mais amplo no sistema financeiro internacional, ao acrescentar que "esperamos lançar títulos denominados em 'moeda Brics' em 2019". Ele ressaltou, porém, que "é importante cumprir o conjunto de regras para a implementação do Acordo de Paris".

O presidente russo desejou, ainda, êxito ao Brasil na liderança dos Brics em 2019. "Posso dizer que o presidente [Michel] Temer fez muito para fortalecer a parceria brasileira com a Rússia", destacou. O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Macri pede soluções globais

Já dentro da abertura das reuniões oficiais do G20, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, fez um discurso em prol do diálogo. "A essência do G20 é promover o diálogo sobre as diferenças", afirmou.

Destacando que as mudanças sociais e econômicas ocorridas nos últimos tempos levaram a um aumento dos questionamentos sobre os organismos multilaterais, Macri ressaltou a importância de se buscar consensos.

"Temos a obrigação de mostrar que desafios globais se resolvem com soluções globais", Mauricio Macri, presidente de Argentina.

O líder argentino também disse que as negociações que ocorrerão no G20 deverão prosseguir após o término do evento. Entre os assuntos que serão discutidos estão: mercado de trabalho, infraestrutura, clima e comércio internacional. Participam dessas conversas o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que devem negociar o comércio entre os dois países - fonte de grande expectativa em todo o mundo.

*Com Estadão Conteúdo 

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
Conteúdo patrocinado por Startse

Milionária sem sair da cama

O caso da inglesa que ficou milionária trabalhando de pijama no quarto – e o número de brasileiros que querem enriquecer da mesma forma.

GUIA

Ebook sobre como declarar investimentos no Imposto de Renda 2019

Saiba como declarar rendimentos e saldos em ações, títulos do Tesouro Direto, fundos de investimento, fundos imobiliários, imóveis, COE, poupança e outras aplicações financeiras.

Tretas à vista?

Maia diz que Guedes tenta intervir na escolha do relator da Previdência

O ataque a Guedes tinha outro alvo, o presidente da República, Jair Bolsonaro

Em viagem a São Paulo

Maia se encontra com Doria e diz que nova Previdência permitirá melhor ambiente fiscal nos Estados

Segundo Maia, seu diálogo com os governadores acontece desde que foi reeleito, mas no caso específico de São Paulo, “Doria se mostra preocupado com a reforma da Previdência”, reforçou.

Hora de receber o dinheiro de volta

Em rede social, Bolsonaro diz que quer endurecer cobrança de dívidas e recuperar R$ 4 bilhões ao ano

Ontem, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) detalhou as medidas previstas no referido projeto de Lei 1.646/2019

Clima está tenso

“O governo é um deserto de ideias”, afirma Maia

Na avaliação do presidente da Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é “uma ilha” dentro do Executivo

Um toma lá da cá

Em discurso, Bolsonaro diz que responsabilidade sobre a previdência está com o Parlamento

“Não é uma questão de governo, e sim de estado, para que nós do Brasil não experimentemos situações que outros países enfrentaram, como na Europa”, disse o presidente

Aliados

Partidos saem em defesa de Maia após crise com governo

Em um gesto de apoio a Maia, o PPS recebeu o presidente da Câmara em sua convenção nacional realizada hoje em Brasília

Águas passadas?

Maia diz que atrito com governo em relação à Previdência é “página virada”

Ele falou com jornalistas antes de uma breve participação em congresso do PPS, em Brasília

Bon Vivant

Saiba quais são as maratonas preferidas de quem trabalha no mercado financeiro

Boston, Chicago, Nova York e Berlim estão entre as competições preferidas, mas a lista inclui também provas exóticas

Tempos ruins para a empresa

Dívida da Avianca dá “salto” e agora é de R$ 2,7 bilhões

A alteração no valor da dívida ocorreu em dois momentos. Em janeiro, a companhia atualizou a primeira lista para R$ 1,3 bilhão por conta própria. Protocolada ontem na Justiça, a segunda modificação, para R$ 2,7 bilhões, veio depois de pedido dos credores

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu