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Trump propõe solução para ‘shutdown’, mas democratas não ficam contentes

Presidente americano propôs proteção a jovens imigrantes contra deportação por três anos, em troca de liberação de recursos para construção do muro na fronteira com o México

20 de janeiro de 2019
12:18 - atualizado às 17:16
Donald Trump
Queda de braço entre republicanos e democratas acerca de muro motivou shutdown mais longo do governo americano. - Imagem: Giphy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma proposta, no último sábado (19), que poderia pôr fim ao shutdown do governo americano, paralisação parcial das atividades governamentais durante a qual alguns funcionários ficam sem receber.

Trump defendeu, em rede de televisão, a liberação dos US$ 5,7 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México em troca da proteção contra deportação, por três anos, de milhares de jovens que migraram quando crianças para os EUA com seus pais, sem status legal.

“Este é um compromisso de bom senso que ambos os partidos devem abraçar”, disse Trump, ao ressaltar que sua proposta pode ser levada a votação no Senado ainda nesta semana.

A queda de braço entre republicanos e democratas em torno da questão do muro com o México é o motivo do atual shutdown do governo, que completa hoje 30 dias, tornando-se o maior da história.

Trump se recusa a aprovar parte do orçamento federal porque este não incluiu os recursos para a construção do muro, uma das suas principais promessas de campanha.

O longo shutdown americano vem preocupando os mercados globais, pondo mais lenha na fogueira de um cenário internacional incerto para 2019, que envolve questões espinhosas como a indefinição sobre o Brexit, a guerra comercial EUA-China e as previsões de redução do crescimento global.

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Crise humanitária

De acordo com Trump, o sistema de imigração nos Estados Unidos é disfuncional há vários anos, devido a “impasse político” e “negligência”.

O presidente voltou a dizer, ontem, que o país enfrenta uma crise humanitária na fronteira com o México, e que a falta de controle na região permite a entrada de criminosos e membros de gangues.

Em seu anúncio, o presidente também defendeu a liberação de US$ 800 milhões para ajuda humanitária, US$ 805 milhões para sistemas de tecnologia para detectar o ingresso de drogas no país, a contratação de 2.750 agentes de fronteira e a agregação de 75 equipes de juízes especializados em questões de imigração.

Além disso, Trump propôs que menores da América Central possam pedir, de dentro dos seus países, asilo nos EUA. Segundo o presidente, suas sugestões visam a iniciar uma boa reforma do sistema de imigração no país.

Democratas não ficaram contentes, e shutdown deve continuar

Antes mesmo do pronunciamento de Trump, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, criticou, em comunicado, a proposta do presidente.

A democrata disse que a proposta esperada não é “um esforço de boa-fé” para ajudar os imigrantes e que sua aprovação na Câmara dos Representantes, onde os democratas são maioria, é improvável.

Depois do pronunciamento, Pelosi voltou a criticar a proposta de Trump, na sua conta no Twitter:

"O que é original na proposta do presidente não é bom. O que é bom na proposta não é original. Os Democratas votarão na semana que vem para adicionar recursos para segurança nas fronteiras em pontos de entrada, tecnologia avançada para o rastreamento de drogas em veículos e juízes de imigração."

Já o líder democrata no Senado, Chuck Shumer, disse que a proposta de Trump oferece “remédios unilaterais e ineficazes”. Para ele, assim que Trump assinar propostas para reabrir o governo, as negociações serão possíveis.

Pouca novidade

Os líderes democratas chamaram atenção também para o fato de que o anúncio de Trump trouxe pouca novidade.

"Infelizmente, reportes iniciais deixam claro que a proposta dele [Trump] é uma compilação de várias iniciativas anteriormente rejeitadas, cada uma das quais é inaceitável", disse Pelosi em comunicado antes do pronunciamento.

Chuck Shumer afirmou, ainda, que as proteções para imigrantes que Trump está propondo reviver temporariamente são escudos legais que o próprio presidente havia removido.

Para Shumer, se oferecer para renovar essas proteções em troca de recursos para o muro é “fazer reféns”.

*Com Estadão Conteúdo

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