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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Tudo parado

‘Tango’ de Macri não impressiona e Argentina para mais uma vez

Transporte de caminhões, bancos e comércios pararam de funcionar em Buenos Aires; Companhias aéreas cancelam voos

25 de setembro de 2018
9:23 - atualizado às 15:23
Grevistas discordam dos ajustes propostos implementados pelo governo de Mauricio MacriImagem: Shutterstock

A principal central sindical da Argentina convocou uma greve geral que afeta transportes e serviços do país nesta terça-feira, 25.

Os grevistas discordam dos ajustes propostos e implementados pelo governo de Mauricio Macri, que se viu obrigado a subir a taxa de juros.

Para conter a forte desvalorização do peso frente ao dólar norte-americano, o governo consumiu grande parte de suas reservas em dólares e acabou tendo de buscar ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar uma nova corrida cambial. Macri já havia fechado um acordo de US$ 50 bilhões com o fundo, mas por conta dos novos estresses cambiais, vem tentando renegocia os termos.

Tá longe

Macri está em Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU. À Bloomberg ontem, o mandatário lamentou a greve e disse que estava prestes a atingir um acordo com o FMI. Macri também disse que há "chance zero" de a Argentina dar default na dívida externa em 2019.

Parou tudo

Ao menos 15 milhões de pessoas já foram afetadas pela greve. O transporte de caminhões foi paralisado além de seis linhas de metrô em Buenos Aires terem serviços suspensos desde ontem, segundo o jornal argentino "Clarín".

Universidades e escolas cancelaram as aulas. Bancos, comércios e repartições públicas foram fechadas.

Várias funcionários de companhias aéreas, como a Latam e Aerolíneas Argentinas, também aderiram à paralisação,obrigando as empresas a cancelarem voos.

Para Piorar

O presidente do Banco Central da Argentina, Luis Caputo, pediu demissão do cargo nesta manhã, ainda de acordo com o jornal Clarín. Caputo disse que a decisão é pessoal e afirma na nota que o novo acordo com o FMI deve restabelecer a confiança sobre a situação fiscal, financeira, cambial e monetária do país. Além disso, agradece Macri pela confiança em vários cargos no governo, entre eles o de ministro das Finanças.

*Com Estadão Conteúdo

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