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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Após tragédia

Samarco deve voltar a operar em 2020

Segundo presidente da Vale, gastos com indenizações da tragédia de Mariana já somam R$ 5,3 bilhões

16 de outubro de 2018
13:42 - atualizado às 13:48
Imagem: shutterstock

A Samarco voltará a operar em 2020 com um terço de sua capacidade de produção, disse o presidente da Vale, Fabio Schvartsman nesta terça-feira, 16.  Schvartsman participa do evento FT Commodities, no Rio de Janeiro.

"Falta licença de operação (para Samarco), mas todos os indícios são de que não existirão problemas e, no início de 2020, será possível reiniciar a operação", completou.

Durante o evento, o presidente da Vale informou ainda que os gastos com indenizações já somam R$ 5,3 bilhões, valor este que "não representa nem a metade" do que deve ser endereçado para compensar as pessoas prejudicadas pelo acidente provocado pela mineradora. Schvartsman também afirmou que negocia com a sócia BHP a composição da Samarco para retomar a operação.

"É muito mais importante ter esse recomeço do que saber quem vai administrar a empresa", completou.

Na esperança

Sobre as eleições presidenciais, Schvartsman disse esperar que, se eleito, Bolsonaro não adote uma política externa que mexa nas relações Brasil-China. "Para a Vale, a preocupação é muito pequena tendo em vista nossa mútua dependência (China e Vale). Mas não é bom para ninguém. Disputas não trazem benefício e, se não é bom para ninguém, não é bom para a Vale", disse.

Para o presidente da Vale, o setor de mineração precisa ser mais conhecido pela sociedade brasileira para que os futuros governos deem maior atenção a seus pleitos. "O ponto que perdemos nos últimos anos foi a oportunidade de mostrar para a sociedade o quanto a atividade de mineração é criadora de valor.

 

*Com Estadão Conteúdo 

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