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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Eleições 2018

Resultados para Senado e Estados dão favoritismo a Bolsonaro, diz Tony Volpon do UBS

Eleições mostram uma renovação conservadora e mais à direita e reação do mercado deve continuar positiva

7 de outubro de 2018
21:14 - atualizado às 21:28
Montagem com os rostos dos candidatos Fernando Haddad e Jair Bolsonaro - Imagem: Seu Dinheiro com Agência Brasil

A grande novidade na eleição não foi o segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. A surpresa mesmo foram os resultados para o Senado e para governador. A avaliação é do o economista-chefe do UBS para o Brasil, Tony Volpon.

“Teve uma guinada de renovação à direita, mais conservadora e que coloca o Bolsonaro como franco favorito”, afirma.

Segundo Volpon, todos esses candidatos que surpreenderam ou são explicitamente ligados ou representam alguma ligação com a candidatura de Bolsonaro.

“Configura não só uma renovação, mas uma renovação mais conservadora e isso pacifica um pouco mais a dúvida sobre qual base Bolsonaro poderia ter no Congresso. Esse resultado configura uma base mais pró-Bolsonaro em Brasília”, diz o economista.

Assim, acredita Volpon, a reação do mercado, que já tem uma preferência expressada por Bolsonaro, ainda deve ser positiva. Os pontos em aberto são as alianças e se Ciro Gomes vai apoiar Haddad ou não.

Entre as candidaturas que surpreenderam estão a de Romeu Zema, do partido Novo, em Minas Gerais, e Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro.

Para Volpon, em diversos Estados que terão segundo turno, Bolsonaro surge como um cabo eleitoral importante. E alguns vitoriosos já são devedores políticos dele. Em São Paulo, por exemplo, será importante ver qual será a movimentação de João Dória e do PSDB.

 

 

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