Menu
2019-07-08T18:18:11+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
UM GIGANTE EM CRISE

Plano de reestruturação do Deutsche Bank prevê demissão de 18 mil pessoas e redução drástica de custos

Para crescer e tentar competir com bancos americanos, o alemão assumiu riscos demais e até mesmo se envolveu em escândalos como manipulação de taxas de juros e lavagem financeira que mancharam a sua reputação.

8 de julho de 2019
18:18
Pessoas caminham em frente à agência do Deutsche Bank em Berlin
Deutsche Bank é um dos maiores bancos da Alemanha - Imagem: Shutterstock

O banco alemão Deutsche Bank anunciou um plano de reestruturação neste domingo (7) que prevê troca de comando, cortes de custos, demissões e mudanças na estratégia de negócios. O banco ainda sofre as consequências da crise de 2008. Para crescer e tentar competir com bancos americanos, o alemão assumiu riscos demais e até mesmo se envolveu em escândalos como manipulação de taxas de juros e lavagem financeira que mancharam a sua reputação.

Considerando os custos de reestruturação, o banco informou que estima um prejuízo líquido de 2,8 bilhões de euros no segundo semestre. Os números serão apresentados no próximo dia 24.

Veja as principais ações previstas pelo Deutsche Bank no seu plano de reestruturação:

  • Reduzir seu custo anual de 17 bilhões de euros para 6 bilhões até 2022;
  • Cortar 18 mil funcionários para um quadro de 74 mil pessoas em  2022;
  • Criar uma nova divisão de negócios batizada de "Corporate Bank" para abarcar a divisão que atende empresas na Alemanha e suas transações internacionais;
  • Fim da operação de negociação de ações;
  • Transferência de 74 bilhões de euros em ativos de alto risco para uma nova unidade, que ficará encarregada em vender parte desse montante;
  • O banco decidiu não pagar dividendos aos acionistas em 2019 e 2020;
  • O banco reafirmou que pretende devolver US$ 5 bilhões aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos a partir de 2022, após a venda de ativos;
  • Investir 13 bilhões de euros em tecnologia até 2022 para dar mais eficiência ao banco e melhorar seus produtos e serviços.

Nova direção, no duplo sentido

Quem está à frente da reestruturação é o CEO, Christian Sewing, especialista em gestão de crises que assumiu a liderança do banco em abril do ano passado. Junto com a revisão de planos, ele anunciou a saída de três diretores e uma reorganização de funções.

"Hoje anunciamos a transformação mais fundamental do Deutsche Bank em décadas. Estamos lidando com o que é necessário para liberar nosso verdadeiro potencial: nosso modelo de negócios, custos, capital e equipe de gerenciamento. Estamos construindo nossas forças. Este é um recomeço para o Deutsche Bank - para o benefício a longo prazo de nossos clientes, funcionários, investidores e sociedade”, disse, em comunicado.

Na prática, as mudanças significam que o Deutsche Bank tentará ser um banco menor, porém mais saudável. O banco cresceu muito no passado com a sua divisão de investimentos, que operou com ativos de riscos, como os derivativos, e agora dá um passo atrás. O banco também manteve a oferta de crédito a clientes considerados muito arriscados pelos seus concorrentes, como as empresas de Donald Trump.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

a bula do mercado

Ativos preparam-se para encerrar semana no azul

Confusão sobre fala de presidente do Fed de NY pode induzir a ajustes

Na expectativa

Modelo de capitalização da Eletrobras será apresentado até agosto

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a privatização de holdings, caso da Eletrobras, precisa passar pelo Congresso

Temporada de balanços

O que esperar para o lucro dos grandes bancos no segundo trimestre?

O resultado combinado de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco ou Santander Brasil deve atingir R$ 20,9 bilhões no segundo trimestre, um avanço de 17,6%. Parece um filme repetido, mas a história pode reservar surpresas. Saiba o que esperar dos balanços

Vem que vem!

Banco N26, o “Nubank alemão”, levanta mais US$ 170 mi e diz que o seu próximo destino pode ser o Brasil

Com isso, ele elevou o seu valor de mercado para US$ 3,5 milhões e passou a figurar entre as startups europeias mais valiosas e entre as dez principais fintechs do mundo

De volta para o dono

Lava Jato recupera mais R$ 67 mi no exterior

Os valores foram transferidos para contas judiciais vinculadas ao processo e integram os mais de R$ 13 bilhões que são alvo de recuperação pela Lava Jato ao longo de cinco anos de operação, destaca a Procuradoria

Seu Dinheiro na sua noite

O herói improvável

As histórias que mexeram com o Seu Dinheiro hoje

De olho nos valores

Preço médio dos imóveis residenciais sobe 0,36% em junho em dez capitais

A pesquisa mostrou que, no mês, todas as dez capitais pesquisadas tiveram alta nos preços médios: Brasília (0,04%), Fortaleza (0,06%), Salvador (0,08%), Porto Alegre (0,16%), Rio de Janeiro (0,18%), Belo Horizonte (0,19%), Curitiba (0,19%), Goiânia (0,22%), Recife (0,38%) e São Paulo (0,68%)

DE OLHO NO GRÁFICO

Bitcoin em nova alta e S&P no sinal amarelo

Fausto Botelho está estupidamente otimista com o bitcoin, que pode ter uma nova onda de valorização. Já o S&P, principal índice americano, pode trazer um terremoto para o resto do mundo

De olho nos próximos recebidos

Preparação de atendimento pela Caixa contribuiu para adiamento de saque do FGTS

Em 2017, para que 25,9 milhões de trabalhadores retirassem R$ 44 bilhões das contas inativas (de contratos anteriores) do FGTS, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período, que foi de 10 de março a 31 de julho

Entenda o caso

Depois de fixar o preço dos papéis em R$ 1,10 no follow-on, ações da Tecnisa despencam mais de 9%

O mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements