Menu
2019-07-29T14:25:14-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
muito mais que a reforma

Para FMI, Brasil precisa reduzir déficit do orçamento

Entidade ainda diz que o o Brasil deve elevar o ritmo de crescimento de 0,8% em 2019 para 2,4% em 2020, ao considerar que “uma robusta” reforma da Previdência Social será aprovada pelo Congresso

29 de julho de 2019
14:25
Contas
Contas - Imagem: Shutterstock

Além da reforma da Previdência, o Brasil precisa reduzir o déficit do Orçamento nos próximos anos para assegurar a sustentabilidade de dívida pública. É como avalia o Fundo Monetário Internacional (FMI) a atual situação do País.

O FMI diz que o o Brasil deve elevar o ritmo de crescimento de 0,8% em 2019 para 2,4% em 2020, ao considerar que "uma robusta" reforma da Previdência Social será aprovada pelo Congresso. Além do retorno da confiança de empresários e famílias, recuperação de investimentos e manutenção da política monetária acomodatícia.

De acordo com Alejandro Werner, diretor do FMI para o Departamento do Hemisfério Ocidental, em texto breve que trata das perspectivas econômicas para a América Latina, elevadas incertezas sobre políticas adotadas por governos de países grandes da América Latina contribuíram para o fraco desempenho do crescimento da região de janeiro a junho.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

No caso do Brasil, preocupações com o prazo e a magnitude da reforma da Previdência mantiveram dúvidas sobre medidas da administração federal "acima de médias históricas." Ele também apontou que, em relação ao setor de mineração do País, a atividade apresentou moderação no primeiro semestre devido à tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais, no começo do ano.

O FMI diminuiu a previsão de alta do PIB do Brasil de 2,1% para 0,8% para este ano, a maior para países analisados pela atualização de julho do documento Perspectivas Econômicas Mundiais. Em relação a 2020, a projeção foi levemente reduzida, de 2,5% para 2,4%.

O desempenho mais fraco da economia do Brasil e do México foram importantes fatores que levaram o Fundo a reduzir a projeção do crescimento da América Latina de 1,4% para 0,6% em 2019 e de 2,4% para 2,3% em 2020.

O Fundo cortou a estimativa de expansão do PIB do México de 1,6% para 0,9% para este ano devido a muitas incertezas sobre políticas do governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, mas manteve a previsão de alta de 1,9% em 2020 com a normalização das condições da economia.

Segundo Werner, o México enfrenta incertezas elevadas devido à reversão de algumas políticas oficiais, como a relacionada às reformas nos setores de energia e educação. "Há também continuas preocupações sobre a saúde financeira e perspectivas da Pemex."

Para o diretor do FMI, o cumprimento da meta do déficit fiscal deste ano e a aprovação de um orçamento "prudente" para 2020 serão importantes para provar o compromisso da gestão de López Obrador de responsabilidade na administração das contas públicas e de não elevar a dívida oficial como proporção do Produto Interno Bruto. "Avançar reformas estruturais para reforçar a produtividade continua fundamental para fortalecer o potencial de crescimento do México no médio prazo", destacou o diretor do Fundo.

Para a Argentina, o Fundo estima que a recessão deve reduzir sua força neste ano, pois depois de o PIB cair 2,5% em 2018 deve registrar uma retração de 1,3% em 2019, com um declínio recente da inflação e melhora do nível de atividade.

Contudo, o FMI reduziu pela metade a previsão de crescimento da Argentina de 2,2% para 1,1% em 2020 sobretudo porque os juros reais precisarão continuar elevados por um bom período porque deve persistir a inflação alta. Por outro lado, o país deve registrar uma recuperação da produção agrícola e gradual retomada do poder de compra de consumidores, depois da vigorosa compressão dos salários reais no ano passado.

Em relação à Venezuela, o Fundo ampliou sua projeção de queda do PIB para este ano de -25% para -35% e manteve a previsão de retração de 10% em 2020. Devido à profunda crise econômica e humanitária no país, o FMI prevê que o Produto Interno Bruto deve registrar uma queda de 60% de 2013 a 2019. "A hiperinflação também é prevista para continuar e imigração a intensificar", apontou Werner, ressaltando que o total de pessoas que deixarão aquela nação deve superar 5 milhões até o final deste ano.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

E o ano nem acabou!

Fundos imobiliários e ações já têm captação recorde em 2019

Volumes captados por fundos imobiliários e ofertas de ações até novembro deste ano já são os maiores das suas séries históricas, segundo dados da Anbima

DE OLHO NA CARNE

Ministério da Agricultura diz que preço da carne caiu 9% desde início do mês

A ministra Tereza Cristina ressaltou que o preço da proteína está se ajustando e que deve se estabilizar

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

A segunda vida da bolsa

Entre as muitas histórias geniais de Machado de Assis, uma das minhas favoritas é um conto chamado “A Segunda Vida”, sobre um homem que diz ter morrido e voltado para uma nova existência aqui na Terra. O escritor se vale de uma premissa que parece sobrenatural para tratar de um tema bem próximo de todos […]

MARCO DO SANEAMENTO

Para BNDES, não faltam recursos para o Brasil investir no setor de saneamento

Montezano afirmou que o novo marco regulatório do saneamento, que está tramitando no Congresso, vai abrir uma nova fase no banco

Nadando no dinheiro

Ibovespa nas máximas e dólar a R$ 4,14: o retrato de uma semana quase perfeita para os mercados

O Ibovespa cravou a quinta alta consecutiva nesta sexta-feira e chegou a mais um recorde de fechamento, aso 111.125,75 pontos. O dólar à vista acumulou perdas de mais de 2% na semana, voltando a R$ 4,14

Ouça o que bombou na semana

Podcast Touros e Ursos: Sinais de força da economia brasileira

Repórteres do Seu Dinheiro trazem em podcast semanal um panorama sobre tudo o que movimentou os seus investimentos nesta semana

SAQUES DO FGTS

Caixa libera saque do FGTS para não correntistas nascidos em setembro e outubro

Serão pagos R$ 3,3 bilhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas

CAPITALIZAÇÃO DA ELETROBRAS

Eletrobras está condenada à morte, diz Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a falta de recursos para investimentos está condenando a Eletrobras à morte. Ele destacou que a estatal tem feito somente um terço do necessário para manter sua posição o mercado. “A Eletrobras precisava investir R$ 16,5 bilhões todo ano para manter a fatia de mercado, Hoje ela […]

Altas e baixas

Via Varejo, Cyrela e MRV: os destaques do Ibovespa nesta sexta-feira

A perspectiva de manutenção dos juros em níveis baixos deu forças às ações de varejistas, como a Via Varejo, e de construtoras, como MRV e Cyrela

novo unicórnio na área

Estúdio de games brasileiro recebe aporte do Benchmark e é avaliado em US$ 1 bi

Wildlife Studios anunciou um aporte de US$ 60 milhões; empresa foi criada em 2011 com o investimento inicial de US$ 100

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements