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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Bancos

Os planos do Banco BS2 para chegar aos 200 mil clientes da conta digital

O banco mineiro lançou nesta semana o seu aplicativo, que traz os principais produtos de conta corrente e até o fim do ano contará com plataforma de investimentos

23 de novembro de 2018
14:19 - atualizado às 16:58
Juliana Guimarães, diretora do BS2, aposta no modelo "open banking" -Imagem: Divulgação/BS2

A minha entrevista com Juliana Pentagna Guimarães foi adiada por duas vezes. Já estávamos no fim da tarde de ontem, bem na hora em que eu escrevo a newsletter que mandamos todas as noites para os leitores do Seu Dinheiro, quando a diretora-executiva do Banco BS2 conseguiu me atender.

O atraso é mais que compreensível. Afinal, foi o primeiro dia de operação em "mar aberto" da conta digital do banco, justamente a pauta da entrevista.

Até o momento da nossa conversa pelo telefone, 1.500 pessoas haviam passado pelo processo de baixar o aplicativo no celular, preencher os dados cadastrais e tirar foto dos documentos e uma "selfie" – os passos necessários para se tornarem correntistas do banco.

Faltavam, portanto, 198.500 contas para o BS2 atingir a meta de chegar aos 200 mil clientes no primeiro ano de operação.

Pode parecer muito, mas a diretora do BS2 está otimista. Digo isso porque o objetivo representa o dobro da projeção inicial que ela própria me deu quando falou pela primeira vez sobre a criação da plataforma digital, em novembro do ano passado.

O projeto levou a uma verdadeira transformação no banco mineiro. Inclusive no nome, que até o ano passado se chamava Bonsucesso. A nova marca faz uma referência à representação do coração (S2) em mensagens na internet. O aplicativo já estava em fase de testes desde julho e agora está disponível para download para o público em geral.

O que o banco oferece?

A plataforma do BS2 oferece hoje os principais produtos de conta corrente, como transferências, pagamentos e saques. O aplicativo também permite a emissão de boletos por pessoas físicas, uma solução que deve agradar aos clientes que são profissionais liberais.

O pacote gratuito permite duas TEDs e quatro saques por mês e uso sem restrições do cartão de débito, com bandeira Visa. Quem quiser serviços ilimitados tem três opções: pagar uma tarifa mensal de R$ 19,90, manter pelo menos R$ 25 mil aplicados ou fazer a portabilidade do salário (de qualquer valor) para o banco.

O aplicativo também contará com uma plataforma de investimentos, que entra no ar até o fim do ano. A ideia é oferecer até 40 produtos na prateleira, que será aberta para produtos de terceiros, inclusive certificados de depósito bancário (CDB) e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) de outros bancos. Em janeiro, o banco deve lançar o sistema de negociação de ações (home broker).

O projeto do BS2 prevê ainda o lançamento do cartão de crédito no fim do primeiro trimestre do ano que vem. Mas Juliana diz que o banco quer ser conservador na concessão de crédito.

'Open banking'

Até aí, trata-se de uma oferta não muito diferente de outros bancos digitais. Por isso, a diretora do BS2 aposta que o crescimento da plataforma virá de outra frente: os serviços oferecidos para pessoas jurídicas.

Um dos trunfos para atender as empresas é o modelo de "open banking" adotado pelo banco desde o nascimento. Essa  tecnologia permite que sistemas de terceiros acessem os dados dos clientes, desde que com autorização. Juliana me deu um exemplo de aplicação prática do open banking:

"As empresas poderão oferecer produtos financeiros aos seus clientes com a marca delas, usando a plataforma do BS2", disse.

IPO?

Perguntei a Juliana se o BS2 pretende aproveitar o interesse dos investidores pelas novas empresas de tecnologia financeira, mais conhecidas como "fintechs", para fazer uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco.

O Banco Inter abriu o caminho com a oferta realizada em abril deste ano, e o gaúcho Agibank também deve testar em breve as águas da bolsa.

A diretora do BS2 respondeu que o banco ainda vai precisar de tempo para conquistar os clientes e mostrar que tem um modelo consistente de negócios antes de buscar sócios no mercado.

"O IPO é uma consequência, não um projeto", ela disse.

Ou seja, nada de S2 para o mercado, pelo menos por enquanto.

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