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Empresas estatais

O raio privatizador de Bolsonaro

Assessor econômico do presidenciável disse que, se eleito, Bolsonaro vai executar rapidamente um programa de privatizações

17 de setembro de 2018
17:32 - atualizado às 16:08
Bolsonaro: assessor do candidato à Presidência defendeu privatizações - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O assessor econômico do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Alexandre Da Costa, disse nesta segunda-feira, 17, que, se eleito em outubro, o capitão da reserva vai entrar "rapidamente" com um programa de desestatização para redução da dívida pública.

"Não podemos pagar R$ 400 bilhões de juros por ano. Vamos entrar rapidamente com o programa de desestatização", comentou o economista ao participar de debate em congresso da Abimaq, entidade que representa a indústria de máquinas e equipamentos.

Durante o debate, Costa disse que, ao diminuir a conta dos juros, o governo, em conjunto com cortes "drásticos" de gastos públicos, terá espaço para reduzir gradualmente a carga tributária brasileira dos atuais 35% para porcentual mais próximo dos países desenvolvidos: 25%.

Depois de reiterar a promessa de retomada do superávit primário das contas públicas no primeiro ano de governo, o economista assinalou que Bolsonaro pretende fazer uma reforma da gestão pública, com a revisão, por exemplo, das 263 carreiras do governo federal.

Ele manifestou ainda o compromisso do candidato, líder nas pesquisas de intenção de voto, com a reforma da Previdência - com alternativa de capitalização a novos entrantes -, e revisão de programas de incentivo e renúncias fiscais. "Aquilo que não tem impacto, temos que eliminar", comentou.

Teto de gastos à salvo

Além da agenda de reformas, Costa também sinalizou que Bolsonaro pretende manter o regime de teto de gastos públicos aprovado no governo de Michel Temer.

Ele acrescentou que, além de buscar uma acomodação aos investimentos no Orçamento, a recuperação da confiança no governo, em conjunto com estímulos ao mercado de capitais, vai liberar recursos de um mercado que, conforme o economista, está "ávido a investir no Brasil".

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