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Rumo incerto

Neoenergia espera eleições para decidir se ‘coloca o pé’ na bolsa

Expectativa do mercado é de que companhia, controlada pela espanhola Ibderola, anuncie sua abertura de capital até dezembro

11 de outubro de 2018
11:33 - atualizado às 11:36
Companhia investiu R$ 4 bilhões em 2017 - Imagem: Divulgação

A companhia elétrica Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, está atenta aos desfechos das eleições para decidir se abrirá capital na bolsa. A informação é do "Broadcast", do Estadão. A empresa tem planos de negociar pelo menos 25% de suas ações no mercado.

Segundo fontes consultadas pelo "Estado de S. Paulo", os planos são de que o Banco do Brasil saia totalmente do negócio com a Oferta Pública de Ações (IPO, em inglês). O banco público tem 9,34% de participação na companhia, seguido pela Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), com 38,21%. A Iberdrola é o maior acionista e controlador, com os 52,45% restantes.

Próximo passo

No ano passado, quando a Neoenergia anunciou a fusão com a Elektro, a abertura de capital era o próximo passo da estratégia da elétrica. No entanto, o ambiente de negócios voltou a ficar mais complexo após as delações dos irmãos Batistas, em maio do ano passado, e o preço oferecido pelos investidores não animou os acionistas, que adiaram a ida da companhia à Bolsa.

No mercado, a expectativa é de que a transação ocorra até dezembro, após as eleições de segundo turno. Pessoas ligadas à empresa acreditam, contudo, que se o ambiente não estiver favorável - a depender dos resultados das urnas -, o processo poderá ficar para o ano que vem. Procurados pelo Estadão, BB e Previ não comentam. A Neoenergia afirmou que não comenta sobre o processo e que essa é uma decisão dos acionistas.

Ativo atraente

Considerado um negócio atraente no mercado, a Neoenergia controla as distribuidoras Elektro (SP), Celpe (PE), Cosern (RN) e Coelba (BA), usinas de energia, como Teles Pires, e ainda atua na transmissão de energia. A companhia investiu R$ 4 bilhões em 2017, valor 39,19% maior que em 2016, quando fez aporte de R$ 2,86 bilhões. As receitas somaram R$ 20,5 bilhões, crescimento de 38,2% sobre o ano anterior.

*Com Estadão Conteúdo

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