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2019-04-12T10:50:36+00:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Não era amor, era…

12 de abril de 2019
10:50
O Melhor do Seu Dinheiro
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

De todos os meus namoros que deram errado, teve um em particular que me fez entender na prática o significado do verso “Não era amor, era cilada”, do grande grupo de pagode Molejo (com ou sem ironia, dependendo de qual seja a sua praia). A ponto de os meus amigos, depois, fazerem piada com isso.

Sabe quando a pessoa parece sensacional no início, mas depois de um tempo revela um lado tão surpreendente que você nem a reconhece mais? Eu sei que você sabe. Acho que a maioria de nós já passou por isso.

Em relacionamentos amorosos isso é muito comum, mas não só. Quem nunca aceitou uma proposta de emprego que parecia superlegal e depois se mostrou uma tremenda armadilha? E aquela viagem, que gerou tanta expectativa, e no fim virou um pesadelo?

Às vezes, há sinais, às vezes não. Mas a verdade é que frequentemente, com as informações que temos disponíveis na hora da decisão, fazemos a escolha que parece a mais acertada, mas o que não sabemos ou não controlamos nos pega pelo pé.

Até porque, nem tudo depende de nós, não é mesmo? Tenho um farol tatuado no braço para me lembrar de que a vida é como navegar: você está no controle do timão e das velas, mas nunca do vento e da maré.

A vida é assim mesmo, uma montanha-russa feita de erros e acertos - um dia você está por cima, no outro, por baixo. Nos investimentos não é diferente. Até o Alexandre Mastrocinque, o Grande, teve lá as suas decepções com ações em que apostou.

Na última terça, ele nos contou a história de uma ação que o surpreendeu positivamente em 2018: a Randon. Mas hoje não é dia de cantar vitória, até porque isso aqui não é Instagram pra gente falar só dos bons momentos. O Alê traz a história de uma ação que era cilada e o decepcionou no ano passado. Recomendo muito a leitura!

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A saga das reformas, parte 2

Pressionado por líderes partidários, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), Felipe Francischini, admitiu ontem a possibilidade de pautar a emenda à Constituição do Orçamento impositivo antes de continuar com o debate da reforma da Previdência no colegiado. Segundo o deputado, o governo não vê problema na inclusão da PEC do Orçamento, “desde que agilize a Previdência”.

Enquanto isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já enviou ontem para a CCJ a proposta de emenda à Constituição que trata da reforma tributária, apresentada pelo líder do MDB, Baleia Rossi, na semana passada. Maia disse que dará prosseguimento à matéria mesmo que o governo esteja preparando uma proposta própria sobre o tema. Mais detalhes sobre o projeto você vê no Seu Dinheiro.

Mau começo

As movimentações para a compra da Liquigás, divisão de gás de cozinha da Petrobras, seguem a todo vapor. Empresas e investidores financeiros, como a Itaúsa e o grupo Ultra, estão se estruturando para formar consórcio e fazer propostas pela companhia.

Mas o dia não começou bem para a Petrobras. Os ADRs da companhia operavam em baixa de 4,68% no pré-mercado em Nova York, por conta dos sinais de interferência do governo na sua política de preços. Ontem à noite, horas depois de anunciar o aumento do preço do diesel, a estatal voltou atrás e informou que manteria "por mais alguns dias" o preço praticado desde 26 de março. Saiba mais sobre essa história.

Enfim 1 milhão!

O número de investidores na bolsa atingiu uma marca histórica em março. O mês passado fechou com mais de 1 milhão de investidores ativos, segundo a B3. Nem todos pessoas físicas, é bom frisar. Trata-se de um crescimento de impressionantes 49,4% em 12 meses. Tudo indica que foi um reflexo do rali Bolsonaro, que levou o Ibovespa a atingir os 100 mil pontos pela primeira vez. O Vinícius Pinheiro conta os detalhes dessa história. 

Driblando o leão

Em um país de carga tributária tão alta, qualquer maneira legal de reduzir um pouco o imposto de renda a pagar é mais do que bem-vinda. Existe uma série de regras no Brasil que permitem ao contribuinte pessoa física ficar isento ou pagar menos IR. Neste vídeo, eu abordo algumas delas.

Capa da série Seu Dinheiro em Dia com Julia Wiltgen

Guerra das maquininhas

A agressividade da GetNet, do Santander Brasil, no mercado de microempreendedores individuais (MEI) e pessoas físicas deve acirrar ainda mais a “guerra das maquininhas”. No fim de semana, a empresa anunciou cortes nas taxas das transações de débito e crédito e derrubou o prazo de pagamento. Agora, outros adquirentes se movimentam para anunciar, em breve, novos posicionamentos. A SafraPay é uma que já vem contra-atacando. A tendência é uma redução geral nas taxas cobradas pelas credenciadoras a MEI e pessoas físicas. Confira no Seu Dinheiro os detalhes e a análise dessa história.

A Bula do Mercado: a estrela solitária

Uma denúncia contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pode ajudar a explicar o mal-estar entre o Executivo e Legislativo que tomou conta do noticiário político nas últimas semanas. A análise do sistema de propinas da Odebrecht indica pagamentos que chegam a R$ 1,4 milhão para codinomes que se referem a Maia e seu pai.

O novo cenário mostra que a tensão em torno da Previdência não esteve relacionada somente à falta de articulação política do governo. Maia pode ter passado a fazer "jogo duro" após procurar respaldo do Palácio do Planalto e se ver sozinho. Agora, pode trabalhar para usar a agenda econômica a seu favor, o que faz as discussões sobre a reforma ganharem indefinição. O mercado financeiro tende a colocar no preço dos ativos o risco de atraso no cronograma.

O alívio nos negócios locais pode vir do exterior. O sentimento de que a economia mundial está se desacelerando cresce, e com isso ganha importância o fim das incertezas em torno da guerra comercial entre EUA e China e do Brexit. Porém, dados que mostram a melhora da balança comercial chinesa animam os investidores.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa pelo terceiro dia consecutivo, com queda de 1,25%, aos 94.754,70 pontos. O dólar encerrou com alta de 0,86%, a R$ 3,8564. Consulte a Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje.

Um abraço e uma ótima sexta!

Agenda

Índices
- IBGE divulga dados de fevereiro sobre serviços
- China divulga sua balança comercial em março
- Zona do euro divulga sua produção industrial de fevereiro

Balanços 1º trimestre
- Lá fora: JPMorgan, Wells Fargo

Política
- FMI e Banco Mundial realizam reunião de primavera com os membros do G20 nos Estados Unidos
- Ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 se reúnem nos Estados Unidos

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