Menu
2019-07-15T14:33:37+00:00
Não é perfeita, mas já é um avanço

Mourão diz que previdência terá que ser discutida novamente em até seis anos

“A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos, mas existe um velho aforismo no meio militar que diz que o ótimo é inimigo do bom. Então, vamos ter uma reforma boa, não uma ótima”, destacou o vice-presidente

15 de julho de 2019
14:33
hamilton-mourao
Hamilton Mourão - Imagem: Shutterstock

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que em até seis anos a Previdência terá que voltar a ser discutida, uma vez que a reforma previdenciária que agora tramita no Congresso está encaminhada, mas "não da forma como nós, governo, gostaríamos". A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira, 15, em evento no Rio.

"Qual era a primeira coisa para buscar o equilíbrio fiscal? A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos, mas existe um velho aforismo no meio militar que diz que o ótimo é inimigo do bom. Então, vamos ter uma reforma boa, não uma ótima. Daqui a cinco, seis anos, nós vamos estar novamente discutindo isso aí", disse o vice-presidente, segundo informações da Agência Brasil.

A fala de Mourão, feita no II Rio Money Forum, foi fechada à imprensa. Segundo a assessoria de comunicação da vice-presidência, a imprensa foi barrada por "questão de segurança institucional". No entanto, as declarações de Mourão foram reproduzidas pela Agência Brasil.

Os jornalistas foram informados durante o credenciamento que só poderiam entrar no auditório após a fala do general na abertura do seminário, às 9h30, segundo a FGV atendendo a uma orientação da Presidência.

Mourão também saiu em defesa da venda de estatais como maneira de resolver problemas fiscais - "se a empresa está dando prejuízo, e o governo não tem condições de arcar com aquilo, tem que vender". O vice também declarou que o governo não deve expandir o número de funcionários públicos. "Não vamos contratar ninguém pelos próximos anos. Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda", disse Mourão.

O vice-presidente ainda defendeu que o Congresso abrace a pauta da reforma política tão logo sejam concluídas as votações da reforma previdenciária. Mourão argumentou que a fragmentação do Congresso fez com que os partidos políticos deixassem "de representar o pensamento da sociedade como um todo". "O ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete", disse o vice-presidente.

Após a participação no evento na FGV, Mourão seguiu para a sede carioca da Confederação Nacional do Comércio (CNC), onde estava prevista uma entrevista coletiva para correspondentes estrangeiros.

Exposição

O vice-presidente tem reduzido a frequência de suas declarações à imprensa. A excessiva exposição vinha gerando críticas e mal-estar no governo. Na quinta-feira passada o presidente Jair Bolsonaro parabenizou Mourão por estar completando uma semana sem dar declarações a repórteres.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Seu Dinheiro no domingo

Liberais não fazem pacotes

Dentro de mais alguns dias conheceremos o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. O resultado será magro e há quem fale em recessão técnica. Na sequência veremos uma nova onda de críticas e demandas na linha: “o governo tem quem fazer alguma coisa! Tem que impulsionar a demanda! Esse BC está errado!”. Sinto desapontar […]

Trilhando caminhos

Jovens precisam ter resiliência e iniciativa, dizem executivos sobre ser um novo empresário

Executivos falam sobre os comportamentos que um jovem ingressante numa grande empresa deve ter para trilhar um caminho profissional de sucesso

Crise partidária

Pedro Simon, ex-governador do RS: ‘existe o risco de o MDB desaparecer’

Em entrevista ao Estadão, o filiado ao MDB desde 1965 diz que seu partido precisa fazer uma “profunda reflexão”

Barrado na embaixada?

Consultoria do Senado diz que indicação de Eduardo Bolsonaro configura nepotismo e senadores se articulam para rejeitar seu nome

Parecer foi embasado no entendimento da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal, que trata sobre nepotismo

Analisando a situação dos hermanos

Crise Argentina, feitiço do tempo

Os grandes desafios econômicos de Maurício Macri também parecem reimpressões de velhos e bem conhecidos problemas argentinos

O HOMEM MAIS RICO

Jeff Bezos: paciência para esperar o lucro da Amazon fez o maior bilionário do mundo

Como o empresário transformou uma pequena livraria online em uma das maiores varejistas do mundo e desbancou Bill Gates da lista da Forbes com uma fortuna estimada em US$ 148 bilhões.

Demissão anunciada

Ministro da Fazenda da Argentina renuncia ao cargo e traz novas turbulências ao mercado internacional

Anúncio foi feito por meio de uma carta enviada a Mauricio Macri em que Nicolás Dujóvne justifica a necessidade de uma renovação na área econômica

Bandeira branca no radar?

EUA devem estender licença da chinesa Huawei para atender clientes do país

Movimento dos EUA pode ser visto como positivo para o fim da guerra comercial com a China já que a companhia foi um dos focos de tensões entre os gigantes

Governador de Minas

‘Governo entra em pautas minúsculas’, avalia Romeu Zema

Em entrevista, governador de MG nega que esteja sendo “tutelado” pelo partido Novo e avaliou que o presidente Jair Bolsonaro deveria “focar em coisas maiores, grandiosas”

Corrida contra o tempo

Tarifa de importação do Mercosul pode cair já em 2020

Com receio de que o grupo político da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner volte ao poder, o governo brasileiro tem pressa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements