Menu
2019-10-14T14:12:27+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Relação abalada

Maia volta a disparar contra Bolsonaro e diz que país vive ‘quase um Estado autoritário’, inclusive no Meio Ambiente

Presidente da Câmara também classificou como desculpa as ameaças da Europa sobre a questão das queimadas na Amazônia

23 de agosto de 2019
17:58 - atualizado às 14:12
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Numa semana em que a questão da Amazônia se tornou uma crise internacional, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 23, que o Brasil vive "quase um estado autoritário", inclusive na área do meio ambiente.

"Vivemos quase num Estado autoritário, pelo poder que muitos setores, eu não digo só não área da segurança pública, no Judiciário, mas os setores como um todo, inclusive no meio ambiente, em relação à vida da sociedade brasileira", disse o parlamentar.

O comentário de Maia foi feito enquanto ele participava de evento da Associação dos Advogados de São Paulo, que entregou ao presidente da Câmara um relatório crítico ao projeto anticrime do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

"O projeto tem pontos positivos, mas parte dele precisa se revisto, analisado, para que um lado da sociedade tenha uma preocupação por parte do Parlamento", disse o deputado.

Ameaça europeia é desculpa

Após França e Irlanda sinalizarem que querem voltar atrás no acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, em razão da crise envolvendo a Amazônia, Maia afirmou que a ameaça foi uma "desculpa" para que o acordo não avance, em função de supostos interesses econômicos desses países.

"Eu acho que utilizar isso (a Amazônia) para falar que não vai avançar com o acordo é querer usar uma desculpa para proteção da economia de algum país, como é o caso da França", disse, após evento com advogados em São Paulo. "Tudo bem, é direito deles, mas o Brasil não tomou nenhuma atitude concreta, de leis, de ação do governo, para, meses depois (do anúncio do acordo), eles não quererem cumprir o acordo", acrescentou.

Em seguida, Maia disse que há um "certo exagero" e "algum excesso" em fazer essa ameaça e insistiu na tese de que há interesses econômicos por trás do movimento da França e da Irlanda, apesar de reconhecer que a crítica é válida. "Depois de tantos meses e anos de diálogo para chegar ao acordo, anunciar rapidamente que não vai cumprir é porque tem algum interesse econômico por trás que não estamos vendo", disse.

Na avaliação de Maia, se os países da Europa estão mesmo preocupados com a Amazônia, precisam entender que o acordo com o Mercosul vai ajudar, por causa do diálogo constante, da troca de informações, de recursos e de tecnologia.

"Só dois países ajudavam. A França, por exemplo, nunca ajudou. Então, podem todos ajudar", disse. "Todos os recursos para proteger a região é bem-vindo. A gente precisa compreender que essa é uma solução que precisa ser dada pelos brasileiros, no diálogo com países europeus e da região da América do Sul", afirmou.

Na visão de Maia, o Brasil não oferece motivos "ainda" para que seja dito que o governo brasileiro avançou numa política de desmatar, em vez de proteger.

O presidente da Câmara garantiu que, da parte do Parlamento, não haverá a aprovação de nenhuma lei que sinalize contra a preservação da floresta amazônica. "O que pudermos fazer no diálogo com outros parlamentos na região do Mercosul e na Europa nós faremos, e esperamos que a Europa compreenda que o acordo precisa ser cumprido", disse.

Maia declarou também que vai visitar países que fazem parte da região amazônica e, num segundo momento, quer ir à Europa. "Acho que a diplomacia parlamentar, que muitas vezes é criticada por parte da sociedade e da imprensa, é um instrumento importante", disse.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Novidades

Fusão entre Boeing e Embraer consegue aprovação em grande mercado

O acordo entre ambas aparece na lista de transações que data de 19 de novembro. No documento, as transações são colocadas como “aprovadas sem condicionantes”

Seu Dinheiro na sua noite

126…144…197 mil pontos para o Ibovespa

Eu vou, sem saber pra onde nem quando vou parar. O clássico de Roberto Carlos “120… 150… 200 Km Por Hora” podia muito bem embalar a leitura desta newsletter. Assim como o velocímetro do carro na canção do Rei (uma das minhas favoritas), as projeções dos analistas para a bolsa no ano que vem apontam para cima. […]

Quanto vale o show?

Plataforma de investimentos do BTG Pactual pode valer até R$ 10 bilhões, calcula UBS

Banco suíço iniciou a cobertura das ações do BTG Pactual, que já triplicaram de valor neste ano, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 82,00

Emprego

Mercado de trabalho cria 70.852 empregos com carteira assinada em outubro

Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2017, quando foram criadas 76.599 vagas no décimo mês do ano. Em outubro do ano passado, houve abertura líquida de 57.733 vagas, na série sem ajustes

De olho nos papéis

BTG reitera compra de Klabin e Suzano e aumenta preço-alvo das ações

Em relatório, analistas do banco expandiram o preço-alvo dos papéis da Suzano para R$ 44 (o valor anterior era de R$ 40), e da Klabin para R$ 20, ante R$ 18

Otimismo

Para o Credit Suisse, 2020 é o ano dos emergentes — e o Brasil tende a ser um dos destaques

A equipe de análise do Credit Suisse aposta nos mercados emergentes para 2020. E, nesse grupo, as ações e ativos do Brasil aparecem entre as principais recomendações

Perspectivas 2020

Para Goldman Sachs cenário é desafiador para o Brasil, mas mais esperançoso

Preocupação não é com a direção da política econômica, mas sim com a capacidade de implementar agenda de reformas fiscais

Mercado de capitais

Ações da Cogna sobem com notícia de IPO de unidade nos EUA

A Cogna espera uma avaliação de até R$ 8 bilhões pela Vasta, plataforma de serviços digitais para escolas privadas, na oferta pública inicial de ações, que deve acontecer em 2020, de acordo o site Brazil Journal

um olho aqui e nos vizinhos

Política impede avanço de reformas na América Latina, mas Brasil é notável exceção, diz Moody’s

Para 2020, a visão dos analistas é de que o ambiente para a região e os emergentes como um todo é negativo, por conta do aumento de riscos políticos e geopolíticos

na ponta do lápis

BNDES perdeu tempo na venda de fatia da JBS, diz presidente do conselho de administração do banco

Em evento no Rio de Janeiro, Carlos Thadeu de Freitas estimou o impacto financeiro dessa demora em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements