Menu
2019-10-08T15:05:38+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
divergências

Maia critica monopólio da Caixa na gestão do FGTS

Presidente da Câmara sinalizou que a negativa do Executivo de se alterar essa gestão vai contra o discurso liberal do governo

8 de outubro de 2019
15:04 - atualizado às 15:05
Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. - Imagem: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez críticas ao monopólio da Caixa sobre a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ele sinalizou que a negativa do Executivo de se alterar essa gestão vai contra o discurso liberal do governo. Maia disse ainda que a Câmara tem o direito de fazer o debate, manter ou modificar o texto do governo da medida provisória que liberou saques do fundo.

"O que eu acho estranho é que a Caixa diz que vai ter um recorde, maior que o lucro do Bradesco, e quer se apegar a R$ 7 bilhões ou R$ 8 bilhões que vem tomando dos trabalhadores há muitos anos para administrar esse recurso", afirmou Maia.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Divisão

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que ele, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, são contrários a dividir a gestão do fundo.

Atualmente, a gestão é monopólio da Caixa, que recebe taxa de 1% para administrar os quase R$ 550 bilhões do Fundo.

"Significa que o dinheiro do trabalhador nunca vai render muito, porque se o juro real está na faixa de 1% e 1,5%, significa que na melhor das hipóteses, você vai conseguir remunerar o fundo pela inflação", afirmou Maia.

Para ele, o dinheiro do FGTS precisa ser administrado da melhor forma possível para que ele dê rentabilidade ao trabalhador.

"O que nós queremos discutir é um monopólio da Caixa que gera prejuízo ao trabalhador, vem gerando nos últimos 10 ou 12 anos no mínimo. Queremos abrir o debate, esse monopólio gera um bom resultado para o trabalhador ou não?", questionou.

Maia criticou ainda a postura do governo. "Todo mundo é liberal, até a hora que mexe na sua ilha. Na hora que você começa a mexer na ilha do FGTS, onde alguns comandam esse orçamento há muitos anos, onde a Caixa se beneficia, aí não pode mexer", afirmou.

"Aliás, o governo assumiu com a tese de que os bancos públicos pudessem reduzir de tamanho, as coisas ao longo do tempo mudam muito rápido. Hoje, o trabalho é muito mais de ampliar o papel da Caixa do que restringir", disse.

Para Maia, o Brasil precisa conhecer a gestão do FGTS.

A discussão para ele é ter concorrência para, no mínimo, obrigar a Caixa a reduzir os custos de administração em relação ao fundo.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Vitória do governo

Câmara aprova texto-base da MP que reformula estrutura do Executivo

No início da votação, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro que vive uma crise interna, obstruiu a tramitação e tentou esvaziar o quórum do plenário

Investigação

CVM aplica R$ 82 milhões em multas em esquema intermediado por Cruzeiro do Sul

Inquérito aberto em 2010 pela xerife do mercado de capitais identificou prejuízos milionários a fundos de pensão de estatais como Copel, Eletronuclear, Correios e Cedae

Em meio à crise

Líder do PSL na Câmara diz que partido não vai expulsar nenhum parlamentar

Delegado Waldir negou também que vá haver qualquer retaliação do partido em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro

Perto do fim

CCJ do Senado marca reunião para analisar emendas do 2º turno da reforma da Previdência

Até o momento, senadores apresentaram nove sugestões de alteração, que mexem na redação da proposta

Seu Dinheiro na sua noite

Quando a realidade se impõe

Groucho Marx dizia que jamais faria parte de um clube que o aceitasse como sócio. Durante muito tempo os brasileiros trataram erroneamente a bolsa de valores como o tipo de clube desprezado pelo lendário comediante. Mas essa realidade começa a mudar. Quem decidiu ingressar no clube da renda variável no início do ano obteve um […]

De olho no gráfico

S&P vai, não vai, fez que vai…

Apesar da recente alta em um dos principais índices da bolsa de Nova York, Fausto Botelho ainda projeta um ciclo de queda

Dados do Tesouro

União honra R$ 442,6 milhões e dívidas de governos estaduais em setembro

Nos primeiros nove meses de 2019, o governo federal precisou desembolsar R$ 5,695 bilhões para honrar dívidas garantidas pela União de quatro Estados

Papo reto

Para Sabesp, metas definidas pelo relator no marco do saneamento são difíceis de atender

Entre os pontos tidos como difíceis de cumprir está o limite de 25% para subdelegações pelo prestador de serviços

Falando em projetos...

Na reforma da Previdência dos militares, contribuições devem aumentar mais rápido que o proposto pelo governo

Segundo relatório da Câmara, a cobrança que hoje é de 7,5% passará a 9,5% já no ano que vem, chegando a 10,5% em 2021

Gestoras

JGP lista 6 fatores que devem impulsionar a economia e empurrar a bolsa para cima em 2020

Gestora acredita que migração de renda fixa para ações vai continuar dando força ao Ibovespa. Carta de setembro também faz uma defesa do teto de gastos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements