Menu
2019-07-09T12:10:37+00:00
O BANQUEIRO DE 93 ANOS

Lázaro Brandão: A receita de quem já viu de tudo

Aos 93 anos, ex-presidente do conselho do Bradesco, bate o ponto todo dia na sede do banco na Cidade de Deus, em Osasco.

9 de julho de 2019
12:07 - atualizado às 12:10
Lázaro de Mello Brandão, ex-presidente do Conselho do Bradesco.
Lázaro de Mello Brandão, ex-presidente do Conselho do Bradesco. - Imagem: IARA MORSELLI/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Aos 93 anos, dos quais 76 deles dedicados ao Bradesco, Lázaro de Mello Brandão bate o ponto todo dia na sede do banco na Cidade de Deus, em Osasco. Chega às 7h30 e fica até um pouco mais de 5h da tarde.

Com toda essa experiência, já viu praticamente de tudo. À frente de uma das maiores instituições financeiras do País, passou pelo período de hiperinflação do governo José Sarney, presenciou a abertura da economia e o impeachment de Fernando Collor de Mello e a estabilização da moeda. Exatamente por isso, pouca coisa o assusta no mercado financeiro.

Para ele, por exemplo, os bancos estão longe de estar na rota rumo à extinção, como muitos pregam. O avanço das fintechs, diz, é natural, mas não vai tirar o papel dos bancos. Mesmo assim, considera o futuro do setor incerto. “Há uma expectativa geral de como serão as incursões legítimas (de novos agentes)”, afirmou Brandão ao Estado na semana passada, quando recebeu uma homenagem da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Mas certamente haverá um entrosamento e os bancos tradicionais vão absorver o que for mais inovador.”

De acordo com Brandão, é um movimento que está acontecendo rapidamente. “Essa mudança é decorrente das fases que o próprio mundo vive”, diz.

Trajetória

Economista e administrador, Brandão assumiu a presidência do Bradesco em 1981, sucedendo ao banqueiro Amador Aguiar, fundador do Bradesco e morto em 1991. Deixou o cargo em 1999.

No início dos anos 1990, também passou a acumular a presidência do conselho de administração do banco. Saiu da função em 2017, função que passou a ser exercida por Luiz Carlos Trabuco Cappi. Trabuco passou a presidência executiva para Octávio De Lazari Júnior.

Nascido em Itápolis (SP), Brandão começou como escriturário ainda na Casa Bancária Irmãos Almeida, em 1942. Um ano depois, a instituição foi comprada pelo Bradesco.

Mesmo fora do dia a dia, Brandão vai à Cidade de Deus de segunda à sexta. Em sua agenda estão as decisões dos conselhos de administração da Fundação Bradesco e da holding que controla as empresas do banco.

Acostumado a acompanhar as mudanças no poder e na economia, tem prestado atenção às negociações entre governo e Congresso para aprovação da reforma da Previdência, que considera vital para a retomada do crescimento do País. “O governo tem todas as condições para aprovar (a reforma)”, disse. “Ela trará a estabilidade que o Brasil tanto precisa.”

Segundo ele, a alta na economia este ano deve ser pequena. “O País vai crescer modestamente, mas voltará a crescer”, disse. “Já há uma confiança se restabelecendo, o que cria uma força natural. Indiscutivelmente, o Brasil vai ter proeminência.”

Brandão diz que, agora, governo Jair Bolsonaro precisa preparar o terreno para dar saltos. “Uma vez aprovada a reforma da Previdência, o governo tem de criar condições e regras bem definidas em todas as áreas de atuação”, disse. Palavra de quem já viu de tudo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

a bula do mercado

Ativos preparam-se para encerrar semana no azul

Confusão sobre fala de presidente do Fed de NY pode induzir a ajustes

Na expectativa

Modelo de capitalização da Eletrobras será apresentado até agosto

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a privatização de holdings, caso da Eletrobras, precisa passar pelo Congresso

Temporada de balanços

O que esperar para o lucro dos grandes bancos no segundo trimestre?

O resultado combinado de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco ou Santander Brasil deve atingir R$ 20,9 bilhões no segundo trimestre, um avanço de 17,6%. Parece um filme repetido, mas a história pode reservar surpresas. Saiba o que esperar dos balanços

Vem que vem!

Banco N26, o “Nubank alemão”, levanta mais US$ 170 mi e diz que o seu próximo destino pode ser o Brasil

Com isso, ele elevou o seu valor de mercado para US$ 3,5 milhões e passou a figurar entre as startups europeias mais valiosas e entre as dez principais fintechs do mundo

De volta para o dono

Lava Jato recupera mais R$ 67 mi no exterior

Os valores foram transferidos para contas judiciais vinculadas ao processo e integram os mais de R$ 13 bilhões que são alvo de recuperação pela Lava Jato ao longo de cinco anos de operação, destaca a Procuradoria

Seu Dinheiro na sua noite

O herói improvável

As histórias que mexeram com o Seu Dinheiro hoje

De olho nos valores

Preço médio dos imóveis residenciais sobe 0,36% em junho em dez capitais

A pesquisa mostrou que, no mês, todas as dez capitais pesquisadas tiveram alta nos preços médios: Brasília (0,04%), Fortaleza (0,06%), Salvador (0,08%), Porto Alegre (0,16%), Rio de Janeiro (0,18%), Belo Horizonte (0,19%), Curitiba (0,19%), Goiânia (0,22%), Recife (0,38%) e São Paulo (0,68%)

DE OLHO NO GRÁFICO

Bitcoin em nova alta e S&P no sinal amarelo

Fausto Botelho está estupidamente otimista com o bitcoin, que pode ter uma nova onda de valorização. Já o S&P, principal índice americano, pode trazer um terremoto para o resto do mundo

De olho nos próximos recebidos

Preparação de atendimento pela Caixa contribuiu para adiamento de saque do FGTS

Em 2017, para que 25,9 milhões de trabalhadores retirassem R$ 44 bilhões das contas inativas (de contratos anteriores) do FGTS, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período, que foi de 10 de março a 31 de julho

Entenda o caso

Depois de fixar o preço dos papéis em R$ 1,10 no follow-on, ações da Tecnisa despencam mais de 9%

O mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements