Menu
2019-12-03T16:51:17-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).

Itaú BBA espera que privatizações atinjam R$ 100 bilhões em média por ano até 2022

3 de dezembro de 2019
16:27 - atualizado às 16:51
itaú bba
Sede do Itaú BBA na Avenida Faria Lima, em São Paulo -

As privatizações e vendas de participações em empresas estatais pelo governo devem atingir R$ 100 bilhões por ano em média até 2022. A estimativa é do Itaú BBA, unidade de atacado do maior banco privado brasileiro.

O programa de venda de ativos pelo governo e a perspectiva de crescimento maior da economia no ano que vem devem ajudar a atrair o investidor estrangeiro, segundo Caio David, presidente do Itaú BBA, que reuniu a imprensa para um encontro na sede do banco hoje.

Havia uma expectativa de que o capital externo voltasse com mais força ao país após a aprovação da reforma da Previdência, mas isso ainda não aconteceu.

Para João de Biase, diretor-executivo do Itaú BBA, o investidor de fora do país tem participado de operações no mercado local, mas de forma mais seletiva e em negócios de maior porte.

“A maior operação do ano, que foi a venda da TAG [Transportadora Associada de Gás] pela Petrobras, foi para estrangeiros, o grupo franco-belga Engie e o fundo canadense CDPQ”, afirmou.

Mais ofertas

O Itaú BBA espera mais um grande ano para as ofertas de ações e renda fixa no mercado de capitais em 2020. As emissões títulos de dívida, como debêntures, devem crescer entre 10% e 15% em relação a este ano, apesar dos problemas vividos recentemente por esse mercado. Em 2019, o volume de operações debêntures e outros títulos aos investidores deve alcançar os R$ 140 bilhões.

As ofertas de ações devem apresentar uma expansão ainda maior, de até 20% no ano que vem, segundo o banco. Aqui tivemos duas realidades bem distintas. Enquanto as emissões de empresas já listadas na B3 tiveram forte crescimento, as ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) apresentaram mais um ano abaixo do esperado, com apenas cinco operações.

“A proporção de IPOs vai ser maior em 2020”, afirmou De Biase, que vê hoje um número maior de empresas preparadas para abrir o capital.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Exile on Wall Street

Nota triste — a XP quer mesmo democratizar os investimentos no Brasil?

A XP seguiu os mesmos passos da Vitreo e lançou, depois, dois fundos próprios para investir em suas ações, com direito a matéria no InfoMoney. Matéria da XP, sobre fundos da XP, para comprar ações da XP.

Injeção de otimismo

Ibovespa abre em alta e dólar cai; mercados reagem bem ao Copom e à S&P

O Ibovespa sobe e recupera os 111 mil pontos, impulsionado pelos sinais do BC em relação à Selic e à visão positiva da S&P Global quanto ao Brasil

Mercado de capitais

IPO de empresas brasileiras no exterior deixa gosto amargo, diz presidente da B3

Com o avanço da tecnologia, o Brasil precisa ter uma regulação flexível senão corre o risco de perder o bonde, segundo Gilson Finkelsztain

sem negócio fechado?

Venda de ativos de dona da Ambev na Austrália é questionada por regulador

Órgão avaliou de maneira preliminar que a venda vai reduzir a concorrência no mercado de cidra e, possivelmente, no de cerveja

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

em busca de recursos

Eneva emite R$ 650 milhões em debêntures

Os recursos obtidos pela empresa vão ser usados para investimento, pagamento futuro ou reembolso relacionados ao projeto Parque dos Gaviões

arrumando as contas

País paga dívida com ONU e banco do Brics

Não pagamento à ONU poderia fazer com que o Brasil, pela primeira vez, perdesse o direito a voto no órgão a partir de 1.º de janeiro

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Selic a 4,5%: como ficam seus investimentos?

O Banco Central derrubou a taxa básica de juros brasileira para 4,5% ao ano, a nova mínima histórica. Isso mexe com a rentabilidade de aplicações da renda fixa e favorece os investimentos em ações, imóveis e fundos imobiliários. O que você precisa saber hoje: Mercados • A taxa básica de juro brasileiro renovou sua mínima histórica […]

fim do impasse?

Câmara aprova MP que transfere Coaf para o BC; texto segue para Senado

Outra mudança foi a retirada, com a aprovação de um destaque, da atribuição do Coaf de produzir informação para combate ao financiamento do terrorismo

Dinheiro no bolso do acionista

CVC paga R$ 62 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas

Para o pagamento, que será realizado no dia 8 de janeiro, será considerada a posição acionária em 23 de dezembro de 2019, respeitando a negociação realizada no dia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements