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Esquenta dos mercados

IPCA e dados dos EUA talvez animem mercados hoje

Investidores torcem por um relatório de empregos (payroll) nos Estados Unidos mais fraco, porque isso pode reanimar as bolsas de todo o mundo

7 de dezembro de 2018
7:19 - atualizado às 8:36
Declarações do Fed salvaram NY do banho de sangue, ontem, e permitiu o fechamento melhor, tanto lá, como aqui - Imagem: Seu Dinheiro

Bom dia, investidor! Hoje é dia de ver deflação no  Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, às 9h) e torcer por um relatório de empregos (payroll) nos Estados Unidos mais fraco (11h30), porque isso pode reanimar os mercados, que só têm como boa notícia os sinais do Federal Reserve de que já planeja encerrar mais cedo o aperto dos juros contra a recessão. Foi essa esperança que salvou NY do banho de sangue, ontem, e permitiu o fechamento melhor, tanto lá, como aqui. Apesar de tudo, é dezembro e muita gente ainda acredita em Papai Noel.

Os fatores externos negativos continuam todos aí, desde as dificuldades para um acordo entre EUA e a China, pioradas pela prisão da executiva da Huawei, até a desaceleração global e a instabilidade do petróleo.

As indicações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não cortará a produção nos níveis esperados já derrubaram os preços do Brent e do WTI, esvaziando as expectativas do mercado. Se o cartel surpreender positivamente hoje, será lucro.

Do mesmo modo, o pior impacto da prisão da executiva chinesa já aconteceu, sem que o presidente americano Donald Trump mostrasse a menor preocupação em retroceder. Pelo contrário, por vias indiretas, justificou o fato. Depois de passar o dia sem tocar no assunto, à noite, Trump defendeu as sanções contra o Irã. As suspeitas de que essas sanções tenham sido burladas motivaram a detenção da diretora da empresa chinesa.

É claro que se trata de uma provocação grave, mas ninguém mais está muito confiante em um acordo entre Washington e Pequim – o que significa que, em termos práticos, as coisas estão mais ou menos na mesma.

Quanto ao cenário de fundo de desaceleração da economia global – essa é uma realidade inexorável que começa a chegar aos EUA, conforme admitiram os FED boys que saíram em socorro dos mercados, ontem. Foram os comentários de Robert S. Kaplan (presidente da regional de Dallas) e Raphael Bostic (de Atlanta), ambos defendendo que o juro neutro está próximo, que reduziram as tensões, virando o humor em Wall Street para favorecer a onda compradora no meio da tarde.

Eles repetiram o recado do presidente do Fed, Jerome Powell, na semana passada, de que a taxa de juro está perto do nível neutro, reforçando uma pausa à vista no ciclo de alta. Às voltas com o medo de recessão, o investidor adorou ver os diretores do FED atuarem para reduzir a tensão, batendo na tecla de que as elevações em série do juro devem terminar antes do que se imaginou. A fala aliviou o nervosismo com a prisão da executiva de primeiro escalão da chinesa Huawei e indicações de que a Opep pode frustrar as expectativas de um corte significativo da produção para equilibrar os preços.

O movimento em NY foi seguido pelos ativos domésticos, reduzindo os ganhos do dólar, que bateu em R$ 3,94, dos juros futuros, que fecharam em baixa, enquanto o Ibovespa recuperava os 88 mil pontos.
Na bolsa, o fluxo positivo de capital externo e forte ingresso pelo segundo pregão consecutivo, entrou como dado adicional, levantando a lebre de que o estrangeiro pode estar vindo atrás de um rali de Natal. Mas para os gringos, ainda permanecem muitas incertezas sobre como será enfrentada a situação fiscal pelo novos governo.

Ho, ho, ho!

O investidor ainda não desistiu do rali de Natal (quando muitos investidores entram ou retornam para a Bolsa, provocando uma alta nos ativos financeiros)  e uma esperança de última hora entra no radar. Parcial da B3 revelou que, mesmo no auge do estresse em NY, na última terça-feira, o estrangeiro colocou R$ 725 milhões na bolsa. Foi o segundo pregão de entradas fortes. No dia anterior, ingressou R$ 1,2 bilhão.

Especialistas dizem que pode ser alocação de smart money em mercados emergentes, atrás de ganhos de final de ano. Independente da explicação, os players estão gostando de ver o dinheiro entrar.

Payroll

Deve vir mais fraco em novembro, com 200 mil vagas de emprego, abaixo de outubro (250 mil). Já a taxa de desemprego deve se manter em 3,7% e o salário médio pago por hora tem previsão de alta de 0,3%. Ontem, a prévia da empresa ADP revelou que o setor privado criou 179 mil empregos, decepcionando a previsão (190 mil).

Esperança

Dois FED Boys falam hoje e podem confirmar o discurso positivo: Lael Brainard (15h15) e James Bullard (16h). Já o IPCA , deve ter deflação de 0,10%, na mediana de pesquisa Broadcast do Estadão. O intervalo de apostas vai de queda de 0,14% a alta de 0,01%. Antes (8h), sai o IGP‐DI do mês, com a mediana negativa em 0,61%.

Mal explicado

Flávio Bolsonaro e o próprio presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda estão devendo uma explicação sobre as investigações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envolvendo um ex‐assessor do filho e o depósito dele para Michelle Bolsonaro. Segundo o Estadão, relatório do Coaf apontou movimentação atípica, de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, na conta de Fabrício Queiroz, PM lotado no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Fabrício Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro, para aposentadoria. A data coincide com o período da Operação Furna da Onça, que levou à prisão dez deputados do Rio.

Nem Flávio Bolsonaro, nem seu motorista foram alvos da Operação, deflagrada em 8 de novembro. Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é PM e atuava como motorista e segurança do deputado. O relatório, anexado às investigações do MPF, cita que foram encontradas na conta transações envolvendo dinheiro em espécie, incompatíveis com o salário de R$ 8,5 mil, mesmo com os R$ 12,6 mil adicionais da PM.

Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil para a futura primeira‐dama Michelle Bolsonaro. A compensação do cheque está na lista sobre valores pagos pelo PM.

Informado da reportagem na véspera, Bolsonaro estava “tenso e preocupado”, mas não se manifestou.

Já Flávio Bolsonaro defendeu o ex‐assessor, dizendo que não tem “informação de qualquer fato que desabone sua conduta”, e informou que ele foi exonerado do cargo, a pedido, para se aposentar. Queiroz, também questionado pelo Estadão, respondeu apenas que não sabe “nada sobre o assunto”.

Curtas

Trabalhadores da Eletrobras tentam impedir por via judicial os leilões da Amazonas Energia (2aF) e Ceal (dia 19).

A Energisa concluiu a compra da Eletroacre, que pertencia à Eletrobras e foi arrematada em leilão em agosto.

AES Tiete pagará juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 0,120 por unit. Ex dia 12.

Queiroz Galvão - A Constellation, empresa de óleo e gás do grupo, entrou com pedido de recuperação judicial.

Eztec projeta lançamentos entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão para o ano que vem.

Na Tenda, o conselho de administração aprovou o cancelamento de 2 milhões de ações mantidas em tesouraria.

Na Rumo, João Alberto Fernandez de Abreu foi escolhido como novo presidente da subsidiária da Cosan Logística.

BRF informou que a Standard Life Aberdeen reduziu participação para menos de 5%.

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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