Menu
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Levantamento da Boa Vista SCPC

Inadimplência dos brasileiros sobe 1% em outubro, mas acumulado em 12 meses aponta para baixo

Tendência apontada na pesquisa é de que o nível de endividamento no País tende a se manter estável nos próximos meses

8 de novembro de 2018
15:31

Apesar de subir 1,0% em outubro na comparação com setembro, o índice de inadimplência do consumidor no Brasil acumula queda de 1,9% no acumulado em 12 meses. Os dados da pesquisa elaborada pela Boa Vista SCPC e divulgada nesta quinta-feira, 8, mostram que o endividamento também cresceu 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A avaliação da Bos Vista é de que a inadimplência no País, depois de registrar forte queda nos últimos anos, está em fase de estabilização. Segundo o estudo, a recente crise econômica que afetou o Brasil gerou um sentimento de cautela nas famílias, inibindo o consumo e a tomada de crédito e contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência.

A entidade citou em nota que, passado o período mais intenso da crise econômica, o indicador demonstra sinais de que caminha para ficar estável. O relatório da Boa Vista ressalta também que a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência está condicionada por uma recuperação mais forte do mercado de trabalho, a diminuição dos juros e a evolução da renda.

Na pesquisa CNC, endividamento estável

Alta de um lado, manutenção do outro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira, 8, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que a proporção das famílias com dívidas se manteve estável em 60,7% na passagem de setembro para outubro. Já na comparação com outubro de 2017, houve queda de 1,1 ponto porcentual.

A Peic mostrou ainda que o porcentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou em outubro de 2018, na comparação com o mês anterior, passando de 23,8% para 23,5%. A inadimplência também registrou queda em relação a outubro de 2017, quando chegou a 26,0% do total.

Já o porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso e que, portanto, tendem a seguir inadimplentes, ficou estável em 9,9% na passagem de setembro para outubro, mas caiu em relação aos 10,1% de outubro de 2017.

Cartão de crédito: o vilão do consumidor

Nas entrevistas com os consumidores, o cartão de crédito, mais uma vez, foi apontado como principal tipo de dívida, citado por 77,4% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (14,5%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (10,1%).

Além disso, a proporção das famílias que se declararam "muito endividadas" diminuiu em relação a setembro, passando de 13,3% para 12,9%. Na comparação anual, também houve queda de 1,7 ponto porcentual. Já o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 65,3 dias em outubro de 2018, acima dos 63,8 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de sete meses, sendo que 32,1% das famílias possuem dívidas por mais de um ano.

*Com Estadão Conteúdo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também

Quem é a Pi

Somos uma plataforma aberta de investimentos formada por um time com pessoas de diferentes perfis, unidos por um único propósito: ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente. #Simples, porque temos uma loja de investimentos 100% digital a sua disposição mesmo antes de você abrir a conta; #Seguro […]

Dedo na ferida

“Unidade progressista” reúne líderes de esquerda para explorar desgaste do governo

Juntos, PT, PSB, PCdoB e Psol querem fazer uma ofensiva e aproveitar o desgaste precoce de Jair Bolsonaro

DIA 85

Matou a reforma e foi ao cinema?

Bolsonaro faz agenda social e governo manobra para Guedes escapar de convocação na CCJ

Será que vai?

Presidente da CCJ quer definir relator da Previdência ainda nesta semana

Ideia de Felipe Francischini é bater o martelo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário da Previdência, Rogério Marinho

"Consenso" no partido

Ignorando liderança do PSL, Major Vitor Hugo anuncia apoio da bancada à reforma da Previdência

Anúncio do líder do governo ocorre depois que o líder do PSL, delegado Waldir (GO), afirmou que não havia consenso pela proposta

Tem que mudar isso aí!

Líderes de 13 partidos divulgam documento de apoio à Previdência, mas sem BPC e aposentadoria rural

Partidos que, juntos, somam 291 deputados também querem barrar proposta que retira da Constituição algumas regras para concessão e cálculo de benefícios

Olha a bomba!

Líderes de partidos na Câmara concordam em votar PEC que aumenta o poder do Congresso sobre o Orçamento

Projeto de 2015 foi ressuscitado pelos deputados em meio à crise política com o governo e pode ir a plenário já nesta terça-feira

Turma preocupada

Governadores alertam Guedes sobre a condução da reforma da Previdência

Líderes estaduais afirmam que a reforma da Previdência é uma condição de sobrevivência para União, Estados e municípios

Foi por pouco!

Ausente da CCJ, Guedes apanha, mas não será convocado

Ministro da Economia cancelou participação em audiência pública e virou alvo da oposição, mas deputados fecharam acordo para que Guedes compareça à comissão na quarta-feira da próxima semana como convidado

Agora vai?

Empresário deve assumir a comunicação do governo Bolsonaro

Mudança ocorre em meio ás críticas de que a comunicação do Planalto não “desenrolou” e que “já é abril e nada avançou”

DE OLHO NO GRÁFICO

Bull trap no ibovespa e S&P – Proteja-se

Coluna traz vídeos sobre análise gráfica e dicas de investimentos. Terças e quartas o tema é o mercado de ações. Quinta-feira é a vez das criptomoedas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu