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2019-04-02T09:38:42+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Jogo duro

Guedes entra em campo e recebe parlamentares nesta terça-feira

Ministro terá conversas com deputados enquanto partidos já falam abertamente em desidratar a reforma da Previdência

2 de abril de 2019
9:38
O ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência pública da Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Depois da troca de caneladas entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia ficou acertado que Paulo Guedes iria para o corpo a corpo com parlamentares para defender o texto da reforma da Previdência.

Guedes receberá congressistas do PSL, partido do presidente, DEM, de Maia, PSD e PRB. Ilustrando como o jogo é duro, Guedes, que acorda cedo e é leitor de jornais, certamente viu no “Estado de S.Paulo”, que os partidos preparam emendas para mudar a proposta, e leu na “Folha de S.Paulo”, que os líderes já articulam desidratar a PEC já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em tese, a CCJ, onde Guedes vai amanhã depois de uma desistência por temer balaços da base e da oposição, verifica se a proposta do governo não fere dispositivos constitucionais, a chamada admissibilidade.

Discussões sobre o conteúdo em si, o chamado mérito, serão ou seriam feitas apenas na Comissão Especial. Por isso da ideia de que a proposta passaria sem dificuldades e de forma relativamente rápida pela CCJ.

Para que essa percepção se torne realidade, além de Guedes gastar sua boa retórica e deitar seu poder de convencimento, será necessário fazer um trabalho junto ao presidente da comissão, Felipe Francischini, e ao relator, delegado Marcelo Freitas, para que as manobras visando modificar o texto na largada sejam derrubas.

É jogar com o regimento embaixo do braço e impedir coisas como uma votação ponto a ponto dos mais de 80 itens que constam da PEC enviada pelo governo.

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O ministro vinha pedindo pelo amor de Deus para darem a ele R$ 1 trilhão em economia e que cada “benesse” dada a um determinado grupo teria de ser compensada por outro.

Mas no Senado, na semana passada, já mudou um pouco o discurso, falando que se entregarem para ele algo entre R$ 600 bilhões a R$ 800 bilhões, teremos uma reforma, com R$ 1 trilhão ele faz um novo regime, garantindo potência fiscal para a capitalização.

Bolsonaro também entrará em campo, mas só na quinta-feira quando terá retornado de Israel e receberá parlamentares, coisa que ele já tem feito. Em entrevista à “TV Record”, o presidente falou em deixar pelo menos meio-dia da agenda livre para esses encontros e reforçou que a Previdência não é um projeto dele, mas sim do Brasil.

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