Menu
2019-05-19T14:04:23+00:00
Relações exteriores

Governo vê pouca chance de entrada do Brasil na OCDE

No encontro da OCDE de maio, os representantes dos EUA informaram que não “tinham instrução” sobre a chegada de novos membros

19 de maio de 2019
14:04
Logo da OCDE, na sigla em inglês
Imagem: shutterstock

São "baixas" as expectativas do governo brasileiro de encontrar na semana que vem uma solução para o impasse sobre a adesão do País - e de outros cinco candidatos - que permita o início do processo de inclusão à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O assunto será discutido no dia 23 em Paris pelos membros da entidade - reunião da qual o Brasil não participa - e é preciso que haja uma opinião sobre o tema formada por consenso.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Há a perspectiva, porém, de que os debates sobre o assunto na próxima semana possam se transformar em um "engajamento" que permita aos japoneses levarem o tema para o âmbito da cúpula do grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20), que será realizado no final de junho, em Osaka. "No mínimo, espera-se que se chegue a um ponto em que o governo possa continuar tratando do assunto sem dizer que ele morreu", disse uma fonte do governo.

Em meados do mês passado, os Estados Unidos, que são o principal obstáculo de entrada de novos membros à OCDE, minimizaram a barreira, mas por meio de um avanço tão sutil que não se configurou como um passo prático do processo. Em encontro realizado com Donald Trump em Washington, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu um apoio americano para a questão da Organização, mas em contraparte cedeu em relação ao Tratamento Especial e Diferenciado (TED) em acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

No encontro da OCDE de maio, os representantes dos EUA informaram que não "tinham instrução" sobre a chegada de novos membros - além do Brasil, solicitaram entrada Argentina, Peru, Croácia, Romênia e Bulgária. "Não ter instrução significa dizer não têm um pacote que poderíamos aceitar", explicou a fonte. O Brasil continua dependente, portanto, dos EUA.

A posição inicial americana era ter aceitado apenas um novo membro, a Argentina. Os americanos não desejam que a entidade se amplie, mas, ao mesmo tempo, a palavra de Trump foi dada a Bolsonaro. O que está em questão, porém, é o equilíbrio entre os participantes da Organização. "Para os EUA, quanto menos novos membros o possível e quanto mais devagar, melhor."

Os Estados Unidos já se comprometeram anteriormente com a Argentina, mas a Europa - que apoia abertamente o Brasil - apenas aceita a chegada de um novo membro quando há também a adesão de um representante do continente. Os americanos teriam, assim, que votar a favor de abertura de pelo menos quatro novos postos para incluir o País, considerando o Brasil como o próximo da lista. A expectativa era de que os argentinos tivessem o processo de adesão iniciado no mês passado; o da Romênia, em setembro; e o do Brasil no início de 2020.

Mas sem um acordo entre as partes visto até agora, o processo não se configura. Num caso extremo de Washington liberar a entrada do Brasil, já se espera o pedido da contraparte europeia de inclusão da Bulgária. No fim do ano passado, o grupo chegou bem próximo de incluir Argentina e, na sequência, a Romênia, mas os EUA não queriam se manifestar sobre os demais candidatos a disputar uma vaga outros, o que foi negado pelos europeus, de acordo com relatos, porque teriam de dar uma satisfação aos demais concorrentes. "Os europeus queriam pelo menos uma frase dizendo que iriam estudar sobre os outros, e não teve acordo."

A Argentina está na frente do Brasil na lista da OCDE, apesar de estar passando por uma nova crise econômica e de não ter nem "de longe" o volume de instrumentos domésticos em linha com os da Organização.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

parou por aqui

Por emendas prometidas para aprovar a reforma da Previdência, centrão trava votações

Ministro da Casa Civil prometeu destinar, além das emendas obrigatórias, um extra para cada deputado federal que votar a favor do projeto no plenário da Câmara

gigante faz oferta

Alibaba levanta US$ 11,2 bilhões em oferta de ações em Hong Kong

Companhia fundada por Jack Ma planeja usar os recursos para a impulsionar o crescimento e o engajamento dos usuários, entre outras coisas

A Bula do Mercado

Acordo comercial fica em suspenso

Fase um do acordo comercial entre EUA e China pode ficar para 2020, diante das dificuldades dos dois países em alcançar consenso

SD Premium - Lupa dos fundos

Um fundo de crédito privado para deixar sua renda fixa mais temperada

Enquanto o mercado de crédito privado enfrenta uma crise, conheça o trabalho de uma gestora com 16 anos e R$ 7 bilhões em patrimônio especializada em selecionar e investir em títulos emitidos por empresas e tem fundos disponíveis nas principais plataformas de investimento e também na bolsa

SUGESTÃO DE LEITURA

Estou interessada nesta criptomoeda…

Da lista de 12 criptomoedas citadas pela Helana Margarido, uma delas deve entrar em um ótimo ponto de compra nos próximos dias

Acusações de corrupção

Ex-presidente da Braskem é preso em Nova York

José Carlos Grubisich foi acusado de conspiração por violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA e por conspiração para lavagem de dinheiro

Próxima fase

CCJ da Câmara aprova PEC da 2ª instância

Por 50 votos a 12, comissão admitiu a proposta que abre caminho para prender condenados após a segunda instância

Ricos e famosos

Saiba como 5 celebridades entraram no clube dos bilionários

Nos últimos anos o grupo dos bilionários passou a contar com nomes bem conhecidos do público. Dois deles passaram a fazer parte da lista em 2019

Dinheiro entrando

Carlos Slim Domit anuncia plano de investimento de R$ 30 bilhões no Brasil em 3 anos

Aporte de recursos será feito para ampliar a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de novos serviços e de armazenamento em nuvem

De cara nova

BNDES elege dois conselheiros e informa que poderá devolver até R$ 200 bilhões ao Tesouro até 2022

Marcelo Serfaty e Marcelo Sampaio foram eleitos para o Conselho de Administração do banco de fomento em Assembleia Geral Extraordinária

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements