Menu
2019-11-30T14:39:26-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
teve de ceder

Sob ameaça de ver sua agenda econômica ser travada, governo libera R$ 2,2 bilhões em emendas

É o segundo maior repasse feito em um único mês desde que Bolsonaro assumiu. Em julho, durante as discussões da reforma da Previdência, foram desembolsados R$ 3 bilhões

30 de novembro de 2019
14:39
Bolsonaro e Paulo Guedes; imposto
Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes. - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Sob ameaça de ver sua agenda econômica ser travada no Congresso, o governo cedeu à pressão de deputados e senadores e acelerou a liberação de emendas em novembro.

Desde o início do mês, foram empenhados R$ 2,26 bilhões. É o segundo maior repasse feito em um único mês desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu. Em julho, durante as discussões da reforma da Previdência, foram desembolsados R$ 3 bilhões.

O Palácio do Planalto alega que o aumento no valor neste mês se deve ao descontingenciamento de verbas, anunciado pelo Ministério da Economia no último dia 18.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

A liberação maior de recursos ocorreu após o Centrão - formado por DEM, PP, Solidariedade, PL e Republicanos - dar um ultimato ao Planalto: ou o governo paga o que foi prometido durante as negociações das mudanças nas regras da aposentadoria ou o Congresso não aprova mais nenhum projeto do Executivo neste ano, nem mesmo o Orçamento para o ano que vem, o que poderia levar a um "apagão" no governo federal.

Foi preciso até que ministros entrassem em campo para evitar novas derrotas em votações. Na última terça-feira, o titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi ao plenário da Câmara negociar a aprovação da medida provisória (MP) do programa Médicos pelo Brasil, que substituiu o Mais Médicos.

Para dar um recado ao governo, os deputados estavam dispostos a deixar o texto perder a validade, o que iria inviabilizar a contratação de 14 mil profissionais de saúde no País. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também participou das negociações, e o projeto passou.

No dia seguinte, o ministro da Saúde voltou à Casa para discutir as emendas que seriam liberadas. O Estado presenciou pelo menos quatro deputados saindo do gabinete da liderança do DEM com papéis na mão em que eram descritos os valores de emendas empenhadas.

Barganha

Ainda há outros projetos na lista das barganhas do Centrão, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) da emergência fiscal e a MP do Programa Verde e Amarelo. Há disposição do grupo de enterrar outras medidas recentes enviadas por Bolsonaro ao Congresso, como a carteira eletrônica estudantil e o fim do seguro obrigatório para veículos, o DPVAT.

A justificativa do governo para o atraso na liberação dos recursos era o contingenciamento do Orçamento. "O (ministro da Economia) Paulo Guedes segurou ao máximo os recursos para que o ano fiscal fosse viável. Quando houve espaço suficiente no orçamento ele liberou. Então, de julho até essa outra (liberação, em novembro) não havia recursos financeiros para fazer isso", afirmou Ramos ao Estado. Segundo ele, haverá mais recursos autorizados nos próximos dias. O Centrão deu até segunda-feira como prazo para o governo quitar toda a "dívida" que, na conta dos parlamentares, é de R$ 2,5 bilhões - sem descontar o que foi pago.

Tensão

Na semana passada, o ministro Ramos se reuniu com alguns líderes partidários no gabinete do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além de cobrar o pagamento das emendas prometidas na reforma da Previdência, os deputados reclamaram do atraso nas nomeações de indicados políticos nos Estados. Ramos pediu compreensão ao grupo, afirmando que algumas promessas feitas no passado eram inviáveis e que precisavam ser revistas. Um assessor do ministro chegou a sugerir pagar apenas metade dos R$ 40 milhões prometidos para cada parlamentar e dar a dívida como quitada.

A ideia foi rechaçada na hora. Um dos líderes presentes afirmou que nunca mais queria ouvir o governo falar em pagar menos do que o prometido e atacou Ramos. O clima ficou tenso. O ministro tentou reverter a cobrança por espaço afirmando que tinha recebido reclamações de deputados sobre a quantidade cargos que alguns líderes tinham no governo. Novamente, os deputados reagiram. Os líderes do PP, Arthur Lira (AL), e do Republicanos, Jhonatan de Jesus (RR), afirmaram que não precisavam de nada do governo e que ele poderia retirar todos os cargos. Ramos tentou contemporizar.

O mal-estar obrigou Bolsonaro e ministros da ala política do governo a entrarem em campo para negociar. O presidente recebeu líderes do DEM, PP e Solidariedade na semana passada e acionou Guedes para ajudar a resolver o impasse.

* Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Sorriso amarelo

Veneno numa mão, antídoto na outra: a estratégia da Gol para incorporar o Smiles

A nova proposta da Gol para a incorporação do Smiles é atrativa para os atuais acionistas da companhia de fidelidade, mas deixa clara a turbulência na relação entre as empresas

a conta do benefício

Gigantes do Vale Silício deixam de pagar US$ 100 bilhões em impostos em uma década

Seis das principais empresas do Vale do Silício têm se beneficiado de estruturas governamentais ainda não preparadas para lidar com os serviços oferecidos por elas. Amazon, Facebook, Google, Netflix, Apple e Microsoft — cujo valor de mercado somado é de R$ 4,5 trilhões — deixaram de pagar ao menos de US$ 100,2 bilhões em impostos […]

OLHO NAS COTAÇÕES

BTG Pactual eleva preço-alvo das ações de Lojas Americanas e B2W, após Investor Day

No caso das Lojas Americanas, a previsão de alta é de 54,2% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Já no caso da B2W, a valorização seria de 20,5%

Vitreo zera taxa de performance de fundos para investir no IPO da XP

Com a decisão, a Vitreo se tornou, na minha opinião, a melhor forma de você investir nas ações da XP. Resta agora saber se a gestora conseguirá participar da oferta, que acontece na bolsa norte-americana Nasdaq

banco central americano

Ex-presidente do Fed, Paul Volcker morre aos 92 anos

Volcker foi presidente do Fed entre 1979 e 1987 e, antes disso, havia comandado o a distrital do Fed de Nova York

Credit Suisse recomenda compra de ação do BMG após queda de 28% desde IPO

Os analistas do banco suíço – que foi um dos bancos coordenadores do IPO – iniciaram a cobertura das ações do BMG com preço-alvo de R$ 12,50, o que representa um potencial de alta de 50%

de olho no dólar

Fundo Verde vê medo do câmbio como infundado, mas zera posição vendida em dólar

Em novembro o fundo teve um retorno zerado e abaixo do CDI, que teve um desempenho de 0,38%. No acumulado do ano o Verde ainda tem um desempenho de 11,19%, acima dos 5,57% do índice de referência

Mercados hoje

Ibovespa tem leve alta e dá continuidade ao rali dos últimos dias; dólar fica estável

O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira em alta, dando continuidade aos ganhos da semana passada. O dólar à vista oscila perto do zero a zero, com um leve viés negativo.

hora do planejamento

Após reforma da Previdência, brasileiro revê hábitos de poupança

Pesquisa encomendada pelo C6 Bank ao Ibope Inteligência mostra que 33% das pessoas com acesso à internet afirmam ter mudado seus hábitos de poupança

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira

As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta sexta-feira (6). O Tesouro IPCA+ 2024 (NTN-B Principal) é negociado com taxa de 2,26% ao ano mais IPCA, por um valor mínimo de R$ 58,64. O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTN-B) é negociado com taxa de 3,51% ao ano mais IPCA e aplicação mínima […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements