Menu
2019-04-29T13:53:24+00:00
Para quem investe em Localiza e Movida...

Frotistas e locadoras puxam venda de carros

Com vendas mornas no varejo, montadoras estão apelando para empresas desses dois tipos de setor na tentativa de desovar seus estoques

29 de abril de 2019
13:53
Carros em São Paulo
Carros em São Paulo - Imagem: Shutterstock

Ainda operando com alta ociosidade de 43% nos primeiros meses do ano, as montadoras seguem recorrendo a grandes frotistas e locadoras para desovar carros, apesar de considerarem que esse tipo de venda não é saudável, pois é feito com descontos que variam de 20% a 40% sobre o preço ao consumidor, segundo executivos do setor. Para ser eficiente, a sobra de capacidade deveria ficar na casa dos 20%.

O que parecia ser um desempenho na contramão da economia - com o PIB sendo revisto para baixo, desemprego resiliente e confiança do consumidor abalada -, o aumento de 9,4% nas vendas de janeiro até 22 de abril é frágil.

Como os demais indicadores, mostra que a retomada do crescimento do País é mais difícil do que se imaginava.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Dos 761 mil carros e comerciais leves vendidos até agora, 43% foram por vendas diretas, mesma participação de todo o ano passado, a mais alta desde 2003, quando a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) começou a divulgar esse dado.

A participação é ainda maior quando é analisado apenas o mês de março, que teve 48% dos negócios feitos diretamente da fábrica.

A venda direta (ou corporativa) é feita por montadoras a frotistas e locadoras que compram grandes volumes e por meio de concessionários a produtores rurais, taxistas, pessoas com deficiência física e pequenas empresas.

Por lei, esse grupo têm direito a isenção de impostos e consegue bônus das empresas em razão da concorrência no setor.

Esse tipo de venda reduz a margem de ganho das montadoras em comparação aos valores obtidos no varejo por meio de revendas, cujos descontos médios ficam na casa dos 10%, dependendo dos estoques.

Capacidade

O presidente da Bright Consulting, Paulo Cardamone, acredita que a participação das vendas diretas no mercado de veículos chegará próxima de 50% até o fim do ano. "A única coisa boa é que essas vendas ajudam a ocupar parte da capacidade das fábricas", diz.

A ociosidade nas linhas de montagem também se mantém alta em razão da queda das exportações para a Argentina. O país adquiriu 133,2 mil automóveis brasileiros no primeiro trimestre de 2018, volume que este ano caiu para 62 mil.

Como não há perspectivas de melhora na economia argentina pelo menos nos próximos dois anos, a indústria brasileira deve continuar recorrendo às vendas diretas para usar parte de sua capacidade instalada de cerca de 5 milhões de veículos ao ano.

Nos últimos dez anos as vendas diretas apresentam desempenho superior ao varejo. No ano passado, esse canal de negócio cresceu 22,3%, somando 1,06 milhão de automóveis e comerciais leves, enquanto o varejo aumentou 8%, para 1,4 milhão de unidades.

Em 2017, os negócios especiais tiveram alta de 28% e o varejo ficou estagnado.

*Com o jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Novos pombinhos?

Dona da Vivo está de olho na gigante brasileira Oi

De acordo com fontes próximas, a espanhola estaria analisando uma potencial compra da Oi. A companhia brasileira foi avaliada em US$ 6,7 bilhões ou cerca de € 6 bilhões. As informações são do jornal espanhol, El Confidencial. 

Segunda-feira quente

Tensão no Oriente Médio faz Ibovespa e bolsas globais recuarem; Petrobras sobe

Ataques às refinarias da Aramco na Arábia Saudita elevam a aversão ao risco no mundo e fazem os preços do petróleo disparar. Nesse cenário, o Ibovespa opera em baixa

Melhora nas expectativas

BNDES prevê investimentos de R$ 1,1 trilhão em 2019-2022 em 19 setores, + 2,7%

Os números consideram investimentos apoiados e não apoiados pelo BNDES relativos a 19 setores, sendo 11 da indústria e 8 da infraestrutura

mudança de planos?

Após ataques, IPO da Saudi Aramco pode ser adiado

Empresa pretende vender uma fatia na bolsa local e, posteriormente, realizar uma listagem internacional de ações

Exile on Wall Street

Você quer estar certo ou ganhar direito?

Como viver num mundo que não entendemos? Eu vou explicar melhor a minha perplexidade além do normal nesta manhã

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Um conselho para Petrobras, Braskem e Embraer

Você coloca a mão no fogo pela idoneidade das empresas que estão na bolsa? E está seguro de que as informações apresentadas nos balanços são verídicas? Ou mesmo de que os executivos que tocam o negócio não têm interesses escusos? Depois da Lava Jato e dos rombos que vieram à tona na Petrobras e em […]

Índice Geral de Preços

IGP-10 tem inflação de 0,29% em setembro

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, continuou registrando deflação, mas com uma taxa mais moderada (-0,57%) do que no mês anterior (-0,83%)

vozes da discordância

‘Reforma tributária tem altíssimo risco de dar errado’, alerta economista

À frente da IFI, Felipe Salto diz que o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa assumir o comando do projeto; ele sugere o rompimento induzido do teto de gastos já em 2019

No Twitter

Trump pede grande corte de juros e estímulos ao Fed

Presidente americano Donald Trump voltou a criticar postura do BC americano citando China, o dólar forte e o recente salto no preço do petróleo

olho no copom

Boletim Focus mantém projeção de redução da Selic para 5% ao ano

Comitê do Banco Central tem reunião marcada nesta terça e quarta-feira, 18, e deve decidir sobre novos cortes na taxa básica de juros

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements