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Ranking de cidades

Esqueça Nova York. A cidade dos ultra-ricos agora tem outro nome

Região chinesa de Hong Kong assumiu a liderança dos lugares com mais magnatas no mundo

26 de novembro de 2018
16:46 - atualizado às 18:07
Mercado de ações e crescimento chinês foram peças-chave para a liderança de Hong Kong - Imagem: Shutterstock

Dê uma resposta rápida: onde você diria que vivem os magnatas do mundo? Se sua resposta foi Nova York ou Londres, então está na hora de sair da caixinha ocidental.

Isso porque Hong Kong virou líder em um ranking feito pela Wealth-X, que mostra os principais destinos das pessoas mais endinheiradas do planeta, e que foi publicado no site da CNN. No levantamento de 2017, a região chinesa desbancou Nova York como a capital dos super-ricos, posição ocupada pela cidade americana desde que a empresa começou a fazer esse tipo de levantamento, em 2011.

O estudo da Wealth-X mostra dois fatores interessantes que ajudaram a impulsionar Hong Kong no ranking. O primeiro deles é o boom do seu mercado de ações, com crescentes ligações financeiras com a economia chinesa mais ampla.

Já o segundo fator é mais óbvio: o rápido crescimento econômico da China nas últimas décadas ajudou a impulsionar o número de pessoas ultra-ricas na região. Vale lembrar que a pesquisa define um ultra-rico como aquela pessoa que possui em sua conta US$ 30 milhões ou mais.

Estados Unidos segue como favorito

Entre os bilionários mais conhecidos de Hong Kong estão Li Ka-shing. Ele tem um verdadeiro império que controla portos, redes de telecomunicações e empresas de energia em todo o mundo.

Mas, apesar da liderança, Hong Kong está praticamente isolada dentro de uma lista recheada de cidades americanas. Os Estados Unidos continuam sendo o país preferido dos mais ricos do mundo e abrigam quase um terço dos indivíduos com os patrimônios líquidos mais elevados do mundo.

Essa configuração, no entanto, caminha para mudanças. A Ásia - ajudada pela China - vem se aproximando dos americanos e, no ano passado, viu o número de bilionários que residem na região crescer 20%.

Globalmente, o número de indivíduos ultra-ricos aumentou 13% no ano passado, para mais de 250.000. A riqueza total combinada dessas pessoas atingiu US$ 31,5 trilhões.

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