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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
16 anos após compra

Garoto já ‘envelheceu’, mas drama da venda para Nestlé pode voltar ao Cade

Imbróglio judicial em torno da compra da Garoto pela Nestlé deve ir a novo julgamento após companhia ter recurso negado

20 de setembro de 2018
10:57 - atualizado às 22:44
Nestlé não cumpriu acordo com o Cade que determinava a venda de marcas

O imbróglio judicial ao redor da compra da Garoto pela Nestlé, concretizada há 16 anos, pode voltar a ser analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A fusão das empresas foi realizada em 2002, mas já havia sido vetada em 2004. À época, a Nestlé recorreu e conseguiu suspender a decisão em 2005.

Em 2002, a Nestlé tinha 34% do mercado de chocolate do País - ao comprar a Garoto, chegou a 58%, ante 33% da Lacta. Mesmo com a entrada de novas rivais, o mercado continua a ser dominado pelas três empresas.

Não satisfeita, em 2009, a Justiça determinou que o Cade julgasse o negócio novamente. Desde então, a empresa entrou com diversos recursos e o assunto se perdeu no tempo.

Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou recurso da Nestlé, o que, na prática, mantém a decisão de 2009, que determina novo julgamento.

Vendem-se algumas marcas

A nova análise deve levar em conta o fato de a marca não ter cumprido o acordo negociado com o Cade em 2017, que previa a venda de um pacote de dez marcas, como Chokito, Serenata de Amor, Lollo e Sensação. O prazo inicial acabou em outubro do ano passado, foi prorrogado até meados deste ano, mas as marcas não foram vendidas.

Com o descumprimento, o Cade poderia até leiloar as marcas ou determinar a revogação da compra da Garoto. Isso significaria que as duas empresas teriam de ser separadas mesmo tanto tempo após o negócio.

Com condições

Uma das dificuldades para a venda das marcas pela Nestlé é que, no acordo, o Cade proibiu que seja feita para um rival de grande porte, tirando, dessa forma, a Mondelez (dona da Lacta) do páreo.

*Com Estadão Conteúdo

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