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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Plano polêmico

Credores da BR Pharma entram no ringue para tentar conter plano de recuperação

Empresas dizem que plano de recuperação é “ilegal” e não tem viabilidade

10 de outubro de 2018
10:48 - atualizado às 14:21
Imagem: shutterstock

Alguns credores da Brasil Pharma estão recorrendo na justiça contra o plano de recuperação aprovado pela assembleia da empresa no mês passado.

A viabilidade do projeto e as supostas "ilegalidades" dos planos são as principais razões para a contestação por parte dos credores, segundo o jornal "Valor Econômico".

A companhia, que está em recuperação judicial desde janeiro, teve de recorrer a esse plano por conta de dívidas equivalentes a R$ 1,2 bilhão. Entre os 15 credores, aqueles que não aceitaram o destino definido pela assembleia está a Hypera, Procter & Gamble, EMS, Banco do Brasil e Hasbro, ainda segundo o "Valor".

Na ação ajuizada em setembro, a Hypera diz que o plano não deixa claro como a companhia vai se financiar ou manter suas atividades.

O plano polêmico

No plano, a BR Pharma disse que pretende vender a marca Farmais e a operação de gestão de suas franquias além de outros 102 pontos comerciais. A empresa também destaca que criaria duas redes de franquia, com foco nas regiões norte e nordeste, utilizando as marcas Santana e Big Been, ambas antigas varejistas do grupo que tiveram seus pontos fechados.

O plano também prevê:

  • Pagamento de débitos trabalhistas em parcela única até 30 dias depois a venda de ativos. No caso das dívidas acima de R$ 1,5 mil, haverá um desconto de 30% no valor pago.
  • Pagamento a micro e pequenas empresas de até R$ 2 mil em té 30 dias após a venda de ativos. O saldo restante seria pago com desconto de 50%.

 

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