Entrevista: Como lucrar com investimento em imóveis

Caro leitor,

Olá bem-vindos a mais uma entrevista aqui da Seu Dinheiro,

Hoje a gente vai falar sobre mercado imobiliário e quem está comigo é o Rodolfo Amstalden. Ele é colunista do Seu Dinheiro, sócio-fundador da Empiricus e você, provavelmente, já viu ele por aí falando sobre renda fixa, renda variável, mas talvez você não saiba que ele também está se especializando em investimentos no mercado imobiliário.
Marina: No início do ano a perspectiva era de que o mercado imobiliário entraria em um novo ciclo de alta. Esse cenário mudou com a crise do coronavírus?

Rodolfo: Eu sei que fica esse gostinho de uma falsa promessa, mas primeiro, eu acho que não era nenhuma perspectiva, principalmente nos grandes centros, e aqui em São Paulo foi um exemplo muito marcante disso, a gente já percebeu com vários indicadores objetivos um aquecimento do mercado imobiliário. Então, não ficou naquele terreno da falsa promessa, já estava acontecendo.

E sobre mudança de cenário, agora com a crise do coronavírus, eu acho que não é bem uma mudança de cenário, é um adiamento. Então aquela expectativa que a gente tinha e que já estava começando a se concretizar, passa a ser postergada para 2021 por causa do coronavírus.

Mas, todas as condições macroeconômicas continuam dadas para o Brasil ter um ciclo de aquecimento do mercado imobiliário. Inclusive, o coronavírus traz até uma ajuda adicional, e aqui eu não estou querendo ver fatos positivos onde só há negatividade, mas de fato, a queda de juros já foi para o nível bem abaixo do que se previa no começo do ano e pode continuar caindo, inclusive, com atuação do Banco Central. Seria mais um catalisador para o aquecimento do mercado imobiliário.

Como eu falei, (o ciclo de alta) foi adiado, não é mais para 2020, mas já no segundo semestre 2020 ou principalmente 2021, a gente tem que estar preparado para esse aquecimento voltar com tudo. E como o mercado adianta as expectativas, também não é a questão de “Eu vou ficar sentado aqui esperando porque logo mais isso já pode voltar”.

Marina: Agora mercado imobiliário é um termo muito amplo. O que exatamente significa investimento em Real Estate?

Rodolfo: Lá fora a gente usa muito essa expressão. Dentro do mercado financeiro “Real Estate” acaba englobando tanto investimento em imóveis físicos, que no jargão de mercado a gente chama de tijolos, quanto investimento em fundos imobiliários. Então, são essas duas classes de ativos. Quando eu falo de “Real Estate”, eu posso falar tanto de imóveis físicos, quanto de fundos imobiliários, os raciocínios são muito análogos. Tem algumas diferenças práticas e operacionais, mas o raciocínio é muito análogo.

E o “Real Estate” é super relevante, representa em termos globais 56% da riqueza, então, quase todo mundo tem. As famílias no Brasil afora que querem ter uma propriedade para morar, além dos investimentos.

Então, 56% da riqueza global está depositada em ativos mobiliários, é a classe de ativos mais relevantes e, mesmo se você pegar especificamente os portifólios multimercados, 16% dos portifólios multimercados estão alocados em ativos imobiliários.

Então, se você tem o seu portfólio completo com renda fixa, renda variável, proteções, etc, e tem menos de 16% desse portifólio em imóveis, você está abaixo da média global.

Eu não estou entrando no juízo de valor, óbvio que, como eu gosto de Imóveis, eu acho que tem que ter mesmo 16% mas se você tem 0 e o mundo tem 16%, alguma coisa deve estar errada. Então eu gosto de passar essa referência global, de dar um norte para as pessoas.

Marina: Você fez a sua carreira toda no mercado financeiro. Como você compara o investimento em imóveis com os investimentos em renda fixa e renda variável?

Rodolfo: Primeiro tem esse senso comum de que o imóvel está no meio do caminho entre renda fixa e renda variável, tanto que quando começou o movimento de inclusão de CPF na bolsa brasileira, os fundos imobiliários adiantaram esse movimento. Muitas pessoas que estavam na renda fixa acabaram pulando antes para fundos imobiliários e depois para renda variável, ações ou até opções.

Como os juros estão caindo no mundo inteiro, as pessoas estão saindo de renda fixa, principalmente estratégias de geração de renda com renda fixa, porque esse juro lá fora é zero. No Brasil já está na casa de 3%, e a tendência é que caia ainda mais.

Os imóveis combinam muito com geração de renda por causa dos aluguéis; obviamente. Mas tem outra ressalva que eu gosto de enfatizar também, em que os imóveis, apesar de tudo isso que eu disse, a volatilidade dos ativos imobiliários é muito mais parecida com a da renda variável com renda fixa. Então eu não gosto também de iludir as pessoas falando que móveis são renda fixa.

Quando você tem uma variação de preços no mercado, tanto no mercado físico, quanto no mercado de fundos imobiliários, os preços se mexem muito, o que para mim, na verdade, é uma ótima oportunidade porque você só consegue comprar barato e vender caro quando tem volatilidade. Quando não tem, não dá para você fazer essas esticadas tão grandes.

Mas é importante saber que os preços se mexem muito, então você nunca vai colocar um dinheiro da confiança, um dinheiro de emergência em ativos imobiliários.

Outro ponto legal é o da diversificação, porque você só consegue atingir benefícios totais de diversificação em uma carteira completa se você tem imóveis, se você não tem imóveis na carteira, o seu retorno fica, em média, de 50 a 100 pontos base abaixo de uma carteira que tem imóveis ,ou seja, de um a meio por cento abaixo ao ano.

Então em 30 anos isso é um retorno gigantesco. Você só consegue adquirir essa diversificação completo da carteira tendo imóveis no seu portifólio.

Marina: Rodolfo, eu conheço muita gente que tem dinheiro aplicado em fundo DI ou mesmo na poupança e está paralisado. Eles estão insatisfeitos com a taxa de juros abaixo de 4% ao ano, mas também tem medo de investir na bolsa. O mercado imobiliário é uma opção?

[Marina]

Eu acho uma excelente alternativa. Primeiro que muitas pessoas já têm uma idade um pouco mais avançada, 50 anos ou mais, e falar para eles sobre investimento em imóveis está longe de ser um absurdo. Na verdade muitas pessoas começaram a construir patrimônio com imóveis. Os imóveis foram, por muito tempo, o investimento preferido dos brasileiros.

Inclusive no confisco do Collor, se você tivesse imóveis você estava, mais ou menos, salvo do pior dos problemas. Com a inflação também, os imóveis protegeram por muito tempo o investidor da inflação.

Então, eu não preciso convencer uma pessoa de 50 anos ou mais que móveis são um bom investimento.

O problema é que às vezes parece algo ultrapassado, que ficou para trás e agora a novidade é Bolsa, a novidade é estar em ações.

Mas, quando você apresenta para essas pessoas fundos imobiliários, ou seja, os imóveis de antigamente negociados em bolsa com uma série de vantagens e com muito mais liquidez, governança corporativa e segurança de investimento, você fecha a combinação perfeita, juntando a tradição com a inovação.

Por isso que eu gosto muito de fundos imobiliários para esse público específico.

Marina: Nos últimos anos muitos especialistas falaram que os imóveis “não são um bom investimento, que vale mais a pena aplicar em outra coisa e morar de aluguel”. Qual que é a sua opinião sobre isso?

Rodolfo: Na verdade, dentro do arcabouço financeiro, isso acabou ganhando muito apelo por conta do Robert Kiyosaki, no “Pai Rico Pai Pobre”, que é um livro super legal. Mas ele fala que um dos canais para você obter riqueza ao longo de uma vida é ter uma filosofia Asset Light, ou seja, não ficar carregando ativos nas costas, porque esses ativos eventualmente podem virar passivos.

Então, a partir do momento que você tem um imóvel, a propriedade de um imóvel, você está abrindo mão de ter aquele dinheiro aplicado em outras coisas com mais liquidez, com mais potencial de retorno, etc.

É uma visão que eu respeito muito. Mas ela também passa por opiniões pessoais. A decisão de investir em imóvel não é estritamente financeira, ela envolve um romance, uma decisão familiar, etc.

Mas, eu acho que o Kiyosaki subestima um pouco o potencial de valorização do preço dos imóveis.

É uma visão muito associada da propriedade de imóvel estritamente ao aluguel, quando na verdade, se você faz investimento em imóvel com um timing bom, no começo do ciclo imobiliário, ou se você aproveita de oportunidades específicas, muitas vezes de 70% a 80% do seu retorno total é obtida com ganho de capital.

Então, você precisa ter a propriedade mesmo para se beneficiar desse ganho de capital.

Nesse sentido, eu acho que existe sim um espaço bem grande para fundos imobiliários.

E tem uma outra questão também que eu acho, que é você dar um pouco mais de valor para o que é empírico, então se 56% da riqueza global está em imóveis e 16% dos portifólios multimercados, não é possível que seja um investimento tão ruim assim. As pessoas não estariam cometendo erros dessa magnitude por décadas e décadas.

Marina: E a questão da liquidez? Não é um obstáculo?

Rodolfo: Sim, é um obstáculo. A liquidez dos tijolos não preciso nem falar muito sobre isso, porque o mercado de compra e venda de imóveis é mesmo mais lento, embora tenha melhorado muito.

E por que tem melhorado muito? Primeiro, as estatísticas são bastante claras nesse sentido. A troca de mãos para proprietários de imóveis, se você comparar com 50 anos atrás, ela aumentou de 5 a 10 vezes dependendo do país.

Então nos países mais parecidos com o Brasil foi algo como cinco vezes. Nos mais parecidos com os Estados Unidos 10 vezes. Então não é mais tão difícil você encontrar compradores e vendedores. Os imóveis estão trocando de mãos muito mais rápido e isso é ótimo para o dinamismo do mercado.

Além disso, houve um choque de tecnologia, que ainda acontecendo. Plataformas como Viva Real, Zap, Quinto Andar, Loft, etc, aumentam muito a liquidez do mercado imobiliário.

Cada vez mais eu enxergo indícios desse mercado funcionando no ambiente de balcão quase Bolsa. Nunca vai ser uma bolsa de fato, já que estou falando de imóveis físicos. Mas cada vez mais vai ficar mais parecido com a negociação em bolsa, com esse avanço da tecnologia. Estou falando, inclusive, de contrapartes, contratos digitais, etc, que vão dar muito mais segurança para esse mercado.

Além disso, os fundos imobiliários são uma categoria que está crescendo muito no Brasil. Eles estão fazendo várias emissões, estão ganhando liquidez, bastante liquidez.

Já tem tem fundos imobiliários que tem movimentação diária comparável à de ações até Large Caps, de grandes empresas. Esse é o movimento que não tem volta para trás, o efeito catraca, você só vai para frente.

Então não vou falar que liquidez não é o problema, é, mas é um problema cada vez menor ao longo do tempo.

Marina: Tirando a liquidez, que outros riscos você enxerga no investimento em imóveis?

Rodolfo. Eu gosto sempre de fazer um teste de estresse antes de investir em qualquer imóvel. Esse teste tem basicamente quatro parâmetros:

Primeiro enxergo como está e como pode ficar a vacância do imóvel. A vacância é se o imóvel está vazio. Existe a vacância física e financeira, obviamente a física é se o locatário não está lá. Já a vacância financeira é quando o locatário não está pagando, então tem um componente inadimplência. Então você tem que ter um cenário para vacância do seu imóvel, esteja ele desocupado ou inteiramente ocupado. Na verdade, não é só um cenário, você tem que estressar, então montar vários cenários de vacância.

Segundo é o preço de aluguel. O que esperar para a dinâmica do preço de aluguel ao longo dos próximos três anos, por exemplo? Os aluguéis vão ficar mais caros? Vão cair? Como a inflação vai mexer no preço do aluguel? Isso é super importante também para teste de estresse.

Terceiro, se eu usei dívida para comprar o imóvel, eu tenho que entender o que pode acontecer com aquele perfil de dívida, o pode acontecer com taxa de juros, se é uma dívida pré ou pós-fixada. Porque às vezes você compra um imóvel como um excelente investimento, mas toma uma dívida ruim, a dívida contagia o seu imóvel e ela destrói o investimento que poderia ter sido excelente.

E como quarto parâmetro, eu gosto muito de pensar também no timing do investimento. Você tem que estar atento a ciclos imobiliários. Isso faz uma diferença gigantesca.

Se você comprar um excelente imóvel ao fim do ciclo imobiliário, provavelmente você vai fazer um mau investimento, então um pouco de timing a gente tem que acertar também.

Marina: Sim, que é justamente aquilo que a gente falou no começo da conversa, sobre esse ciclo de alta no segmento imobiliário…

Rodolfo: Exatamente. Aliás, se você é um investidor que pensa em ir atrás de barganhas, tanto nos imóveis, quanto em fundos imobiliários, este é um momento muito favorável. Esse é o momento de crise do coronavírus, em que, infelizmente, as pessoas estão se desfazendo de ativos imobiliários com razão, sem razão, por impulso, por necessidade. Mas estão se desfazendo de imóveis ou de fundos imobiliários sem pensar no preço. Estão saindo porque tem que sair.

Então, o investidor que tem uma posição de compra neste momento, inclusive ao longo dos próximos meses, tem uma vantagem muito interessante nas mãos para poder surfar essa recuperação de ciclo lá no segundo semestre ou em 2021.

Marina: Agora quem quiser entrar no mercado imobiliário, quais seriam as estratégias para multiplicar o capital? Você pode citar algumas?

Rodolfo: Sim. Tem várias estratégias. Eu, inclusive, preparei um curso muito legal para explicar isso. Ele vai estar disponível no Seu Dinheiro.

Eu listo dezenas de estratégias diferentes para investimento em imóveis, literalmente. Eu vou falar rapidamente de três delas, que eu gosto muito:

A primeira estratégia é “buy it, fix it and sell it”, que é você compra imóvel que está meio baqueado, você adiciona um valor de obra a esse imóvel. Se você é engenheiro civil é mais fácil ainda ou arquiteto, mas se não você for pode contratar uma equipe, reformar o imóvel e vender ele mais caro.

A segunda estratégia é “buy it, rent it, sell it”, então você compra um imóvel que está desocupado ou parcialmente ocupado, adiciona o valor comercial ao imóvel, atrai locatários, o preço do imóvel vai subir e você se beneficia tanto do aumento da renda quanto do aumento do preço.

E você pode usar essas duas primeiras estratégias de forma conjunta. A Black Rock, que é um dos maiores fundos de investimento do mundo, uma gestora gigantesca que sabe tudo em mercado imobiliário, usa essas duas estratégias de forma conjunta.

Então, você compra o imóvel, reforma, aluga e vende ou reforma, aluga e se beneficia de uma renda muito maior comparado com aquele preço que você pagou. Então, essas estratégias são superinteressantes.

Você pode usá-las tanto no mercado de tijolos, quanto de fundos imobiliários. Eventualmente, comprando um fundo imobiliário que tem um prédio ruim, mas que está reformando, fazendo retrofit nesse prédio ou que tem um prédio vazio e que vai alugar esse prédio.

Eu mesmo já dei várias recomendações nesse sentido de fundos imobiliários. E o Alexandre Mastrocinque, que também é colunista do Seu Dinheiro, também.

A outra estratégia, embora tenha algo de mórbido, mas a gente tem que falar porque é uma realidade, é a estratégia dos ‘Ds’ Imobiliários. São termos em inglês: “Death, Divorce, Debts, Disease”.

Ou seja, quando você tem situações de morte na família, situações de divórcio, de doença ou de dívida, as pessoas precisam vender imóveis por motivos extemporâneos. Elas têm que vender porque precisam e não por vontade própria ou estratégia de investimento. Então, se você está atento também essas oportunidades, você pode comprar os imóveis por preços muito atrativos.

Marina: O segmento imobiliário é muito diversificado: tem hotel, imóvel comercial, residencial, etc. Na sua opinião, quais são as tendências mais altas agora nesse momento? O que vale a pena comprar?

Rodolfo: Como eu fiz a minha maior formação em imóveis fora do país e vou falar um pouco de tendências que estão acontecendo lá fora. Tudo que acontece lá fora acaba acontecendo no Brasil, seja imediatamente em grandes centros ou com alguma defasagem. Mas acaba chegando aqui.

A primeira tendência, que está muito forte lá fora e que é uma tendência secular, na minha opinião, é a de imóveis para idosos. Então cada vez mais você vê investidores colocando dinheiro de forma muito profissionalizada em imóveis feitos especificamente para idosos. E aqui não falo só de casa de repouso, que poderia ser interpretação mais direta, mas também de você pensar, por exemplo, em ter um apartamento ajustado para as necessidades de um idoso. Um apartamento que não fica na cobertura, que fique no primeiro andar, porque o idoso vai chegar mais rápido, se precisar ele consegue subir uma escada e que tem facilidades na sala, na cozinha e no banheiro. Você pensa toda a arquitetura do apartamento para isso, ou uma casa inteiramente térrea. Então esse é um investimento que tem se valorizado muito lá fora e, mesmo em São Paulo, você já começa a perceber vários nichos favoráveis para esse tipo de coisa.

Outro ponto muito forte lá fora, que eu acho que logo vai chegar aqui no Brasil também nas grandes capitais, é da moradia estudantil. As pessoas têm estudado cada vez mais velhas, cada vez mais as pessoas ficam um tempo na casa dos pais ou terminam a formação fundamental e vão viajar um tempo, para depois decidirem onde fazer faculdade ou querem fazer um mestrado ou um doutorado.

Esse tipo de demanda não combina tanto com a demanda de uma república da nossa época. Eu morei em república e é aquela zona. A demanda por moradia estudantil está mudando muito. Não é mais uma pessoa que quer ficar na bagunça, morando com outras cinco pessoas. Então isso também está gerando oportunidades muito interessantes. Quem conhece um pouco de São Paulo verá que estão subindo muitos prédios com outro perfil próximo à USP. Então essa é outra oportunidade que eu acho bem interessante.

Marina: A gente sabe que tem segmentos que às vezes não dão certo. Qual seria a furada da vez na sua opinião?

Rodolfo: O nicho que está perdendo muita atratividade é o de apartamentos de luxo. Estou aqui falando em termos gerais, principalmente em grandes capitais. Existiu um excesso de oferta de apartamentos de luxo nas principais capitais do mundo e os preços são exorbitantes. Muitas vezes é por uma localização específica, por uma metragem específica, por algum capricho, algum tipo de ostentação no imóvel em que você consegue, basicamente, a mesma qualidade de vida pagando milhões a menos, literalmente.

Então os apartamentos de luxo estão muito ameaçados. É um momento ruim para eles e talvez essa desvalorização também seja uma tendência secular.

Outro e o segmento de hotéis. Na verdade, quando eu falo em hotéis, agora depois do coronavírus, parece algo mais óbvio. Mas o nicho de hotéis já estava em um momento muito ruim antes do episódio do coronavírus. Teve um excesso de oferta e a disrupção trazida por Airbnb e similares foi muito significativa.

Então esse é um nicho que está em um momento muito ruim e eu não recomendo, mesmo como investimento em longo prazo. Eu sei que vários brasileiros já entraram nessas oportunidades de conjunto em um hotel. Teve oferta de hotel em Copacabana, hotel próximo a Faria Lima. Mas são péssimos investimentos e não recomendo para ninguém.

Marina: Você tem alguma recomendação final que você poderia passar para quem está pensando em investir em imóveis?

A gente falou bastante sobre grandes centros. Na verdade, tem uma expressão técnica para isso, quando você tá falando de investimento em imóveis, que é Gateway Markets, que são alguns mercados especiais que você tem que estar de olho.

Muita gente usa a expressão Superstar Cities, São Paulo é uma delas, o Rio, embora esteja em momento ruim tipicamente é uma delas, Nova York para citar um exemplo óbvio, Paris. Então tem vários casos, tanto aqui no Brasil, quanto lá fora e você tem que olhar para os Gateway Markets para adiantar essas tendências, antes que elas aconteçam, antes que elas façam o preço, qualquer que seja o lugar em que você vai investir.

“Ah Rodolfo, mas eu não vou comprar imóveis em Nova York, não vou comprar um fundo imobiliário que tem ativos em São Paulo, meu negócio é outro, eu moro no Mato Grosso ou eu sou do interior”. Não importa, você tem que olhar para o Gateway Market para entender o que vai acontecer na sua região, por menor que seja a sua cidade tem um vínculo muito grande e uma defasagem muito interessante para você explorar.

Dentro desse curso que eu citei, que vai estar disponível no Seu Dinheiro, eu dou uma aula específica sobre Gateway Markets que eu acho uma das aulas mais legais.

Outras coisas que eu falo ali no curso também que podem interessar para quem está nos acompanhando: como fazer diversificação de fundos imobiliários.

As vezes as pessoas vão amontoando os imobiliários na sua carteira “vi esse gostei, vi esse gostei” e não tem ideia de quantos fundos imobiliários é o ideal para ter na carteira, qual a combinação entre os FIIs, eles têm perfis muito diferentes.

Alguns fundos imobiliários que são para ganhar mais capital, outros para gerar renda. Eu explico melhor isso que eu falei, a minha pequena crítica ao Robert Kiyosaki, do “Pai Rico Pai Pobre”, de como o retorno em imóveis é a soma entre rendimento e ganho de capital, que eu acho que é um ponto que fica um pouco obscuro para as pessoas que estão amparadas no senso comum.

E falo de assuntos do tipo qual impacto de mudanças climáticas sobre mercado imobiliário. Enquanto tem muita gente discutindo se existe ou não aquecimento global, o mercado imobiliário não está mais discutindo isso. Os preços de imóveis localizados próximos ao litoral ou a regiões de risco, de baixo nível de mar, já estão caindo, na ordem de 5% a 15%. Então, também falo isso em alguns tópicos especiais desse curso.

QUERO FAZER A INSCRIÇÃO

Marina: Legal, Rodolfo. Queria deixar um convite para quem se interessar pelo curso. É um curso que está sendo lançado exclusivamente no Seu Dinheiro, em primeira mão.

A nossa proposta é oferecer conteúdo interessante para o investidor. E investimento não é sua Bolsa, não é só a renda fixa, é também, eventualmente, você investir no mercado imobiliário, é também, eventualmente, você abrir um negócio.

Foi por isso que a gente trouxe esse curso com Rodolfo aqui para quem realmente está considerando o mercado imobiliário como uma opção.

Rodolfo, você poderia explicar um pouquinho mais do curso?

Bom, primeira coisa que eu falaria sobre o curso, se você não gostou dessa nossa conversa acho que o curso não é para você, é justamente o que tem lá de conteúdo.

Eu gravei várias aulas de em média 15 minutos. São cerca de 10 aulas e é justamente nesse formato. Primeiro que ninguém tem tempo a perder, você não vai ficar assistindo uma aula de uma hora na internet. Então eu quis ser muito direto ao ponto trazendo muito Insight, é pouca historinha, pouco blábláblá e muito insight com a pessoa que quer investir em Real Estate.

Então, nessas aulas, basicamente, eu vou detalhar, trazer vários exemplos práticos de muitos assuntos que a gente acabou abordando aqui na nossa conversa.

Eu tentei trazer para o curso ideias e vamos gerar valor, uma dessas ideias, tem várias lá, mas uma dessas ideias seria suficiente para mais do que pagar várias vezes o preço do curso. Então o negócio é você ganhar em cima, o próprio curso é um investimento.

QUERO FAZER A INSCRIÇÃO

Marina: Complementando que o Rodolfo falou, você não compra apartamento todo dia. Então eu acho que se preparar para fazer uma boa compra e um bom investimento é algo que efetivamente pode significar um salto no patrimônio de quem está investindo. Então eu acho que vale se preparar para isso e deixo aqui o convite para conhecer o curso.

Rodolfo: Sim, inclusive se você tiver curioso, você pode acessar o curso, comprar o curso e, se você não estiver gostando, pedir um reembolso.

Marina: Sim, dá para acessar o curso, olhar todas as aulas, a gente está liberando tudo de uma vez só, acessar lá por sete dias, uma semana você tem para olhar todo o conteúdo e, caso não goste, tudo bem. Liga para a no nossa central de atendimento pede o reembolso, a gente devolve 100%. Então, realmente eu acho que é uma super oportunidade aí para quem está pensando em investir no segmento.

QUERO FAZER A INSCRIÇÃO

Rodolfo: Eu acho também, senão não estaria aqui e de novo, eu queria destacar que o momento é muito favorável para você se adiantar ao reaquecimento. Então, qual que é o problema no ciclo imobiliários, muitas vezes eles começam a acontecer, as pessoas não acreditam no ciclo e só vão entrar depois que a maioria da valorização já passou.

Então, curiosamente, o coronavírus nos deu uma janela muito importante e muito valiosa para pegar carona em um ciclo imobiliário que já tinha começado, já estava aquecendo muito, para quem mora em São Paulo sabe disso, até algumas cidades do interior também, em outras capitais.

Então, já vinha acontecendo e é como se rolou uma pausa e essa pausa pode ser usada pelo investidor de imóveis justamente para se preparar melhor, para estudar, e aí quando voltar, você volta desde o começo, como se tivesse dado um reset. Eu acho que esse momento realmente favorável para você extrair algo de bom aí do episódio do coronavírus.

Marina: Muito obrigada Rodolfo. Quem tiver interesse para adquirir o curso, é só clicar no botão que está aparecendo embaixo desse vídeo e eu estamos aqui para tirar nossas dúvidas e trazer mais com tudo para você.

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