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Bolsa e dólar hoje

Ibovespa fecha em leve alta, puxada por BRF e Cemig

Exportações da BRF ao México devem crescer e governador eleito de Minas fala em privatizar a companhia elétrica do estado

22 de novembro de 2018
10:34 - atualizado às 19:07
O dólar terminou o dia em alta de 0,29%. a R$ 3,80.  - Imagem: Seu Dinheiro

A Bolsa de Valores de São Paulo andou de lado nesta quinta-feira, com leves altas intercaladas por breves momentos de baixa. Sem o parâmetro dos mercados de Nova York em razão do feriado de Ação de Graças nos EUA, o movimento foi calmo. Operadores ouvidos pelo Broadcast informaram que o volume da bolsa brasileira foi cerca de metade do percebido em dias normais, com as bolsas americanas funcionando. O Ibovepa fechou em leve alta de 0,24%, com 87.477 pontos.  O destaque ficou por conta da BRF, que liderou as altas, com evolução de quase 6%.

O dólar fechou o dia em alta de 0,29%Apesar do feriado americano, alguns fatores negativos vindos do exterior pesaram sobre os ativos por aqui: houve queda superior a 2% nos preços do minério de ferro no mercado chinês e depreciação acima de 1% dos preços futuros do petróleo. Na Europa, preocupações com o Brexit e com a crise fiscal da Itália continuaram a influenciar os negócios e as bolsas locais operaram no vermelho.

No cenário doméstico, as atenções continuaram em torno dos nomes que vão compor o novo governo. Uma fonte da área econômica do governo de transição confirmou ao Broadcast que o ex-diretor do BNDES e ex-presidente do Sebrae Rubem de Freitas Novaes será o novo presidente do Banco do Brasil e o economista Pedro Guimarães será o presidente da Caixa. De acordo a fonte, uma nota oficial será divulgada pela equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, após o fechamento dos mercados.

Os nomes foram bem recebidos, mas sem grandes sobressaltos, até porque não há confirmação oficial. Ainda assim, as ações do Banco do Brasil terminaram o dia com ganho de 1,83%, destoando dos demais papéis do bloco financeiro, onde o viés predominante foi de leves baixas.

Gracias, México

As ações da dona da Sadia e da Perdigão, as BRF ON deram um salto de 5,77%, refletindo a decisão do México de habilitar 26 novos estabelecimentos do Brasil para exportar carne de frango ao país. Como empresa exportadora, sua ação também acompanha a alta do dólar frente ao real. Segundo operadores, o avanço ainda é respaldado pela perspectiva de que Pedro Parente, que assumiu a presidência do grupo em junho, consiga reduzir o endividamento da companhia para um patamar mais confortável através de desinvestimentos. Além disso, o conselho da companhia aprovou ontem a contratação de um empréstimo de curto praxo de R$ 55 milhões com o Banco do Brasil.

Também beneficiadas pela leve alta do dólar para R$ 3,80, as concorrentes Marfrig ON e Minerva ON subiam 1,33%, 2,25% e 1,59%, respectivamente. A JBS foi a unica com queda: 1,15%. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, afirmou que a instituição pretende vender R$ 12 bilhões em participações acionárias - dentre elas na JBS -  até o fim deste ano. A venda de ações faz parte de um reposicionamento da carteira de participações do banco, pelo qual não fará mais sentido ter papéis de grandes empresas, como Vale, Eletrobras e a própria JBS.

Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi a segunda maior alta do dia, com 5,61% de evolução. Num discurso para investidores em evento organizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo, o futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema, falou sobre uma possível privatização da Cemig. Para ele, a privatização poderia ser acelerada caso os investidores estejam dispostos a pagar o preço que a companhia teria se fosse saneada. "Se o mercado precificar bem, por que esperar?", questionou. Pactual.

Dólar

A alta da moeda americana, segundo informações da Broadcast, teria um motivo: um grande fundo de investimento estrangeiro estaria saindo da Bolsa desde ontem e comprando dólar.

Gol

A Gol ON subiu 4,80%, beneficiada pelo recente recuo nos preços do petróleo. As despesas com combustível (querosene de aviação) representam, em média, 35% dos custos das companhias aéreas. Ontem, o papel da companhia aérea subiu mais de 4%. Em novembro, a ação já acumula ganhos de quase 20%, em uma trajetória proporcionalmente oposta à do petróleo, que voltou a cair - o que significa menores despesas para a aérea. No mercado internacional, o preço do barril (Brent) teve queda de 1,38%.

Petrobras

Já a Petrobras teve uma reação neutra à variação do óleo hoje, já que as ações fecharam próximas da estabilidade. Petrobras PN subiu 0,24%, e ON avançou 0,11%.

Via Varejo

A Via Varejo Unit fechou em baixa de 1,67%. Em novembro, o papel acumula queda de 12%. Na próxima segunda-feira (26), a empresa começa a negociar somente ações ordinárias como parte da migração para o segmento Novo Mercado da B3. Operadores afirmam que esse movimento traz mais incertezas para os investidores, já que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) havia manifestado intenção de vender sua participação na Via Varejo.

Ambev

Ambev ON subiu 0,73%, depois de o Santander elevar a recomendação da fabricante de bebidas para 'compra'. Em 2018, o papel acumula queda de mais de 18%, mas em novembro já subiu 1,5%.

*Com Estadão Conteúdo

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