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Bolsa e dólar hoje

Ibovespa fecha em baixa depois de fala do Fed

Presidente regional do BC americano, James Bullard, de St. Louis, desanimou todo mundo: disse que a manutenção da taxa atual de juros seria “apropriada”

7 de dezembro de 2018
10:29 - atualizado às 19:14
Bolsa fechou a sexta-feira em desvalorização de 0,82% e o dólar voltou a subir a 0,39%, para R$ 3,89. - Imagem: Seu Dinheiro

O dia foi de sobe e desce na Bovespa. Abriu em baixa mas os mercados se animaram no final da manhã, após a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos.  O resultado mais fraco do payroll sugere moderação na atividade econômica, o que reforça a expectativa de menos aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve em 2019. Mas o dado não foi suficiente para conter as baixas depois que, no final da tarde, o presidente regional do Fed, James Bullard, de St. Louis, fez um discurso e desanimou todo mundo. Disse que a manutenção da taxa atual de juros americana seria “apropriada”.

Para ele, o banco central americano, que se reúne nos dia 18 e 19, poderia adiar a decisão de elevação de juros de dezembro. Além de Bullard, a diretora do Federal Reserve, Lael Brainard também discursou nesta sexta-feira e defendeu a política de elevação gradual dos juros pela instituição. Durante sessão de perguntas e respostas em evento em Washington, a dirigente comentou que a estratégia "tem funcionado bem até agora". Brainard afirmou que as condições financeiras ficaram mais apertadas nos últimos meses.

Com isso Ibovespa, que chegou ter alta de 1% pela manhã, inverteu, e chegou a cair, também 1%. Fechou a sexta-feira em desvalorização de 0,82%, a 88.115 pontos. A perda semanal é de 1,55%. O dólar, que não pôde contar com leilões do Banco Central, voltou a subir e terminou com recuo de 0,39%, para R$ 3,89.

Payroll

O dado de emprego dos Estados Unidos, o payroll, mostrou criação de empregos abaixo do esperado nos Estados Unidos em novembro, de 155 mil novas vagas, ante expectativa de aumento de 200 mil. Já o salário hora ficou em 0,22%, na margem, abaixo da previsão de aumento de 0,3%.

Chinesa

Os temores de desaceleração da economia global são alimentados pela desconfiança sobre o acordo entre e China e Estados Unidos, principalmente depois da prisão da executiva da chinesa Huawei. Os mercados globais agem com cautela com a possibilidade de que as tensões entre EUA e China voltem a se agravar após o diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, defender a política de tarifas de Donald Trump. Além disso, mais cedo, o diretor do Conselho Econômico Nacional do governo dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que a gigante tecnológica Huawei vem violando as sanções de Washington ao Irã e, por isso, foi advertida. Lá fora, as bolsas americanas tinham queda significativa, às 18h, com Dow Jones e S&P 500 caindo mais de 2% e Nasdaq, 3%.

IPCA

Aqui, o País registrou deflação - a inflação negativa - no mês de novembro. Este resultado foi o menor desde junho de 2017, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,23%. Não foi o suficiente para animar a Bolsa. Mas, para um mês de novembro, foi a menor taxa desde a implantação do Plano Real, em 1994. O índice é considerado a inflação oficial do país e teve variação negativa de 0,21% em novembro, por conta dos preços de combustíveis e energia elétrica, segundo o IBGE.
"A bolsa doméstica tem sido refém do cenário internacional e aqui dentro o noticiário não ajuda. O noticiário interno é positivo naquilo que já era positivo: inflação controlada, balança comercial, balanço de pagamentos... Mas no que diz respeito a reformas, nada se resolve e o que se vê é o PSL batendo cabeça", disse Alvaro Bandeira, economista da Modalmais.

Petróleo

O petróleo acelerou os ganhos, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados anunciou corte de 1,2 milhão de barris na produção diária da commoditie, abaixo da previsão de 1,3 milhão. O Brent, por exemplo, fechou em alta de 2,68%. Na esteira desse avanço, as ações ordinárias da Petrobras subiram 1,20%, enquanto as preferenciais tinham alta de 0,65%.

Dólar

No câmbio, o dólar mostrou fraqueza em geral, após os EUA gerarem 155 mil vagas em novembro, abaixo da previsão de 200 mil dos analistas compilados pelo Broadcast. Uma das exceções foi o real que, após um pregão volátil, se desvalorizou ante a moeda americana, em meio a um fluxo de saída de recursos. O dólar à vista fechou marcando a quarta alta consecutiva - na semana, acumulou alta de 0,95%

Eletrobras

Reflexo da confirmação do leilão da Amazonas Energia em 10 de dezembro, as ações da Eletrobras subiram 2,26% (ON). Segundo comunicado ao mercado enviado pela elétrica, a Comissão de Licitação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) analisou os documentos apresentados e considerou atendidos os requisitos do instrumento convocatório para a participação no leilão da distribuidora. Em relatório, a Guide Investimentos destaca que a Amazonas Energia é a mais endividada dentre as subsidiárias que a elétrica colocou a leilão, e corria o risco de não receber nenhuma oferta.

Nesta madrugada, o BNDES confirmou a realização do leilão da Amazonas Energia na segunda-feira. Em nota, a instituição confirmou o recebimento e a aprovação das propostas entregues ontem na sede da B3, por empresas interessadas na distribuidora.

Compras no shopping

Entre as maiores altas do Ibovespa, aparece a BR Malls, com valorização de 1,79%. Isso porque a empresa diz ter mapeado cerca de 100 shoppings por todo Brasil que podem ser alvo de aquisição.

Marfrig e BRF

Marfrig ON recuou 1,26%, enquanto BRF ON cedeu 1,21%, após a primeira anunciar a aquisição de ativos da dona da Sadia na Argentina. Pelo acordo anunciado mais cedo, a Marfrig ficará com 91,89% do capital votante da argentina Quickfood que pertencia à BRF. O valor da transação é de US$ 54,9 milhões.

Embraer

Embraer ON subia 2,52%, com analistas avaliando como limitado o impacto da suspensão, em caráter liminar, do negócio fechado pela empresa com a Boeing. Em comunicado ao mercado, a fabricante de aviões declarou já ter tomado conhecimento de decisão e que "tomará todas as medidas judiciais cabíveis" para revertê-la.

Gafisa

Gafisa ON, por sua vez, recuou 0,74%, em meio à confirmação de pedido de deslistagem dos ADRs da companhia em Nova York. Vale ressaltar que em 30 dias o papel acumula alta de 37%, mas em 2018 tem queda de quase 23%. Na avaliação de analistas, a notícia contribuiu para essa queda pontual do papel, com o histórico conturbado da empresa ainda pesando. Em fato relevante, a empresa diz esperar que as ADRs sejam deslistadas da NYSE em 17 de dezembro, com o último dia de negociação em 14 de dezembro.

Gringos

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 241,053 milhões da B3 anteontem. Em três dias de pregão o saldo de dezembro está positivo em R$ 1,687 bilhão. Em 2018, o saldo de capital estrangeiro na B3 está negativo em R$ 7,826 bilhões.

*Com Estadão Conteúdo
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