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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Resultado do Ibope deve deixar mercados mais felizinhos nesta terça

Avanço de Jair Bolsonaro e mau desempenho de Haddad na pesquisa divulgada nesta segunda devem se refletir num otimismo maior, sobretudo nas ações de estatais

2 de outubro de 2018
7:30 - atualizado às 10:51
Bolsa caiu na segunda devido à ansiedade eleitoral, mas pode ver retomada nesta terça - Imagem: shutterstock

Depois de fechar ontem em queda, na contramão das bolsas no exterior, a bolsa brasileira deve ver bom desempenho nesta terça (02). O motivo: o avanço do candidato preferido do mercado, Jair Bolsonaro, na pesquisa Ibope divulgada ontem à noite, no "Jornal Nacional".

O Ibovespa abriu a semana em queda de 0,91%, aos 78.623 pontos, enquanto as bolsas americanas subiam em razão do acordo comercial selado por EUA, México e Canadá, mantendo este último no Nafta.

Com o alívio provocado pelo tratado, o dólar perdeu valor frente a diversas moedas, incluindo emergentes, mas no Brasil caiu apenas 0,52%, a R$ 4,0299. Por aqui, os mercados ainda seguiam cautelosos em razão das expectativas em torno da eleição e, sobretudo, da pesquisa Ibope a ser divulgada à noite.

Mercados devem se animar com Ibope

A última pesquisa Ibope mostrou um avanço de Jair Bolsonaro e uma piora de Haddad. Os protestos do fim de semana contra o capitão reformado do Exército parecem não ter tido o efeito desejado.

Enquanto isso, a campanha do petista sofre com a proibição da Justiça à entrevista de Lula pela "Folha" e com a delação premiada de Palocci, que afirmou que Lula sabia do "petrolão" desde 2007 e que esteve envolvido diretamente no esquema de loteamento de cargos entre 2003 e 2004.

Segundo o Ibope, Bolsonaro saltou de 27% para 31% nas intenções de voto e empatou com Haddad no segundo turno, aos 42%. Na pesquisa anterior, perdia por 42% a 38%.

Bolsonaro cresceu mais entre as mulheres do que entre os homens, sobretudo as de maior escolaridade, mas 51% delas ainda não votaria nele de jeito nenhum. Sua rejeição se manteve em 44%, enquanto a de Haddad cresceu para 38%. No primeiro turno, o ex-prefeito de São Paulo não esboçou crescimento, mantendo-se com 21% das intenções de voto.

O avanço do candidato do PSL deve animar os mercados nesta terça (02), já que suas promessas liberais agradam investidores. O impacto maior deve ser sentido nas ações de estatais, que sofreram na segunda-feira diante do temor de ingerência de um eventual governo petista.

E o que mais?

Hoje à noite será divulgado o resultado da pesquisa da Datafolha. No último levantamento, em 28 de setembro, Bolsonaro tinha 28% das intenções de voto contra 22% de Haddad, seguidos de Ciro (11%), Alckmin (10%) e Marina (5%). No segundo turno, Bolsonaro perdia de Haddad por 45%a 39%.

Às 9h, temos a divulgação da produção industrial de agosto, para a qual é esperada ligeira melhora de 0,3%, segundo a mediana das projeções do Broadcast, serviço de notícias do Estadão.

Às 11h serão divulgados os dados de setembro da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, que também pode ser encarado como um indicador de atividade.

Às 17h, ocorre a divulgação do IPC-Fipe, índice de inflação de que deve vir em 0,40%, segundo as projeções do Broadcast, próximo ao índice de agosto, que foi de 0,41%.

Lá fora, poucos eventos, com destaque para os dados de vendas de veículos nos EUA e o índice ISM de condições empresariais em Nova York (com previsão de forte piora para 56,8 em setembro, frente a 76,5 em agosto), e os dados de inflação de agosto na zona do euro pelo Producer Price Index (PPI).

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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