Menu
2019-06-09T10:23:36+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Conflitos no horizonte

Comunicado oficial do G-20 fala de escalada da tensão comercial

O grupo das 20 economias mais ricas do mundo (G-20) reconhece que a tensão comercial no mundo está maior, e que esse clima pode afetar o crescimento da atividade global

9 de junho de 2019
10:23
Caricatura dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping
Donald Trump e Xi Jinping continuam em rota de conflito — e o G-20 reconhece essa tensão - Imagem: Shutterstock

Junto com a avaliação de que o crescimento global se mostra em um processo de estabilização, com a projeção de uma melhora moderada ao no fim deste ano e em 2020, o grupo das 20 economias mais ricas do mundo (G-20) avaliou que houve uma elevação da tensão comercial.

Apesar de praticamente reforçar o consenso que já existe nos mercados de todo o mundo, a sinalização dada na reunião é mais do que simbólica porque o que é descrito no comunicado é um consenso de todos os seus membros — os americanos vinham relutando com a adoção desta linguagem desde o início do encontro em Fukuoka, no Japão.

"Esta recuperação é apoiada pela continuação das condições financeiras acomodatícias, medidas de estímulos que tiveram efeitos em alguns países e a dissipação de fatores pontuais. No entanto, o crescimento permanece baixo e os riscos se mantêm pendendo para baixo. Mais importante, tensões comerciais e geopolíticas se intensificaram", trouxe o primeiro parágrafo do documento.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

O texto ainda explica que o grupo continuará a acompanhar esses riscos e a estar preparado para tomar ações necessárias no futuro, se necessário.

Assim, o fechamento de um acordo entre Estados Unidos e México, anunciado na noite de sexta-feira (7) pelo presidente americano, Donald Trump, não foi um fator determinante para diminuir a percepção de risco em relação à guerra comercial — ao menos, não para o G-20.

Pelo acordo firmado entre os vizinhos, o México se comprometeu a adotar medidas para coibir o fluxo de imigrantes ilegais que parte da América Central em direção ao território americano. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado a adoção de tarifas de importação aos produtos mexicanos.

Apesar da despressurização das tensões no front Estados Unidos e México, as disputas comerciais entre os governos americano e chinês continuam a todo vapor. É esperado um encontro entre os presidentes dos dois países — Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente — numa reunião do G-20, no fim deste mês.

Quer saber como a guerra comercial pode mexer com o seu dinheiro? A Julia Wiltgen te explica:

Histórico

A primeira vez que o G-20 falou sobre as tensões comerciais foi na reunião de cúpula de Buenos Aires, no segundo semestre de 2018. No encontro financeiro realizado em março, também na Argentina, o assunto não foi abordado pelos participantes. O comunicado é sempre divulgado ao final da reunião de dois dias dos membros do grupo.

O documento da rodada do Japão reafirma que os membros do grupo usarão todas as ferramentas disponíveis para fomentar um crescimento sustentável e forte, e que intensificarão o diálogo e as ações para melhorar a confiança.

"Política fiscal tem que ser flexível e alinhada ao crescimento, enquanto este estiver sendo reconstruído", salientou o texto. O documento também fala sobre a necessidade de amortecedores e da necessidade de um caminho sustentável quando comenta sobre a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB).

Para os bancos centrais, continuou o recado de que precisam manter a inflação sob controle ou estável, perto da meta. "As decisões dos bancos centrais precisam ser bem comunicadas", reforçou. O G-20 financeiro destacou também que é preciso que países façam suas reformas estruturais para buscar um crescimento potencial.

"Nós reenfatizamos que o comércio internacional e os investimentos são importantes motores do crescimento, produtividade, inovação, criação de empregos e desenvolvimento."

Como adiantou o Broadcast, o grupo repetiu o trecho do documento de Buenos Aires, do ano passado, em que reafirma o compromisso com a taxa cambial, assim como feito em março de 2018. O G-20 financeiro ressaltou a redução dos equilíbrios da conte corrente global vista depois da crise financeira internacional, principalmente em mercados emergentes.

Já mais para o final do comunicado, o grupo enfatizou que um sistema financeiro aberto e resiliente, em linha com padrões internacionais é crucial para apoiar um crescimento sustentável. Em relação a criptoativos, o recado foi o de que continuará a ser um assunto monitorado pelos membros. "Continuaremos vigilantes aos riscos."

* Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Novo comando

Gustavo Montezano é indicado para lugar de Levy no BNDES

Atual secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização, Montezano já foi sócio do Banco Pactual. Ministério da Economia agradece dedicação de Levy

Xi...

Odebrecht pede recuperação judicial nesta segunda-feira

Não estão incluídas as seguintes sociedades: Braskem S.A., Odebrecht Engenharia e Construção S.A., Ocyan S.A., OR S.A., Odebrecht Transport S.A., Enseada Industria Naval S.A. (em conjunto denominadas “Negócios”), assim como alguns ativos operacionais na América Latina e suas respectivas subsidiárias, além de outros nomes

Câmbio

Banco Central anuncia rolagem de linha de dólar na terça e quarta-feira

Serão ofertados até US$ 2 bilhões por dia visando rolar US$ 3,375 bilhões que venceriam no começo de julho

De olho na Previdência

Onyx: “relatório da reforma vai permitir país incluir palavrinha previsibilidade”

“O Brasil estará equilibrado pelos próximos 10 anos ou 15 anos”, acrescentou Lorenzoni, apesar de Guedes ter dito na semana passada que, com o texto de Moreira, o próximo governo já teria de fazer outra reforma

perdido com os centavos?

Novo cofrinho de poupança? Neon anuncia função de investimento de trocados em CDB

Função que começa a ser implantada neste mês permitirá que usuários destinem parte de pagamentos no débito para aplicações automáticas em CDB

Mais magrinha

Petrobras negocia venda de participações em áreas onde descobriu gás em SE

Como o foco do seu plano de negócios atualmente é o pré-sal, localizado na região Sudeste do País, o investimento em outras áreas, como em Sergipe, está atrelado à adoção de soluções financeiras que não comprometam o orçamento da companhia e também não gerem mais dívida

EUA x China

Qual o custo da guerra comercial? Para a Huawei, serão US$ 30 bilhões a menos em receita

O presidente da Huawei, Ren Zhengfei, passou estimativas quanto aos impactos que a guerra comercial trará para a empresa. E tanto a receita quanto as vendas internacionais de smartphones serão fortemente afetadas

Grave crise

Odebrecht pode fazer pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira

Com dívida de R$ 80 bilhões e com execuções em curso, a empresa está sem alternativas para resolver seu problema de liquidez financeira

em busca da previdência perfeita

Guedes quer ajustar relatório da reforma

Ministro vai buscar negociar ajustes no relatório da reforma da Previdência com o relator da proposta, deputado Samuel Moreira; o relator e o secretário Especial de Previdência, Rogerio Marinho, já conversaram informalmente neste fim de semana

Boas novas!

Nubank levanta R$ 375 milhões para financiar expansão e emplaca captação inédita

A fintech estreou a nova modalidade com uma oferta de R$ 75 milhões e que atraiu cinco investidores institucionais. Na mesma operação, o Nubank captou outros R$ 300 milhões via letras financeiras sênior

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements