Menu
Luciana Seabra
Advogada do Investidor
Luciana Seabra
É CFP®, especialista em fundos de investimento e sócia da Empiricus
VALEU A PENA ENTRAR NA FILA

Com otimismo na bolsa, Verde rende 694% do CDI em outubro e recompensa quem aproveitou abertura recente

Em carta, equipe de Stuhlberger considera que cenário externo é desafiador, mas ainda não o suficiente para alterar trajetória positiva para os ativos brasileiros

8 de novembro de 2018
21:19 - atualizado às 11:49
Verde, de Luis Stuhlberger, na carta recém-publicada: "O importante a discutir agora é o cenário prospectivo. E aqui vemos ainda espaço para otimismo crescente" -

Quem confiou na habilidade do renomado gestor Luis Stuhlberger e investiu no Verde, mesmo sabendo que o fundo perdia para o CDI no ano, já foi devidamente recompensado.

Não é ao desempenho de curto prazo que o investidor deve ficar atento no caso de um fundo como o Verde, mas o fato é que o retorno de 694% do CDI em outubro tem um ar de virada. O desempenho do mês fez com que o fundo partisse de 70% do CDI no acumulado do ano até o fim de setembro para 138% do CDI ao fim de outubro.

Na carta mensal da Verde, recém-divulgada, a casa reporta ganhos com ações brasileiras. E revela que o portfólio mantém aproximadamente 15% de exposição à bolsa local – muito acima do que vinha carregando nos últimos anos. Na renda fixa, o fundo também teve ganhos com posições em juros prefixados (equivalentes à LTN) de vencimentos intermediários.

As perdas vieram da posição em cupom cambial e do portfólio global de ações, que apesar da baixa exposição, sofreu com a forte correção de risco global ocorrida em outubro.

Na carta, a mais otimista da casa em muito tempo, a Verde destaca a reação dos mercados à eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, com a retirada de prêmios de risco embutidos em todos os ativos: a bolsa subiu, os juros caíram e o câmbio se valorizou.

"O importante a discutir agora é o cenário prospectivo. E aqui vemos ainda espaço para otimismo crescente", escreveu a equipe, considerando que, conforme a obsessão política se esvaia nos próximos meses, os analistas voltarão suas atenções para a melhora subjacente da economia. "Os sinais têm sido sistematicamente positivos em nossa opinião, com crescimento econômico em consistente aceleração, demonstrando surpreendente resiliência ao choque da greve dos caminhoneiros", somou.

A carta segue com o entendimento de que há espaço para uma gradual realavancagem da economia brasileira, depois de quase quatro anos de brutal desalavancagem. "Em grande medida, tal crescimento, especialmente nos próximos dezoito meses, não depende da política – basta não atrapalhar", registra.

No médio prazo, a equipe da Verde lembra que a extensão e magnitude do ciclo será determinada pela capacidade do novo governo de endereçar os profundos problemas fiscais do país. Mas mesmo aqui faz um adendo positivo: "Nos preços atuais, ainda não se faz necessário ter uma forte visão desse componente. Mais à frente, tal debate se tornará mais relevante".

Sobre o cenário externo, a carta aponta o pior mês do S&P 500 desde 2011, condições monetárias que devem impactar o crescimento americano ao longo de 2019, além do cenário de incertezas na China e na Europa. É um quadro externo mais desafiador, mas "ainda não o suficiente para alterar a trajetória positiva que enxergamos para os ativos brasileiros", reforça a equipe de Luis Stuhlberger.

O gestor começou a comprar juros prefixados e bolsa local antes mesmo da disputa nas urnas, como você pode ver nesta conversa exclusiva com o Seu Dinheiro.

Quer ler a carta na íntegra? Veja aqui.

E você? Conseguiu investir no Verde a tempo de pegar o retorno excepcional de outubro? Conte para mim abaixo.

 

 

 

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
Para reduzir dívida

Casino fecha venda de 26 hipermercados e supermercados

Negócio é avaliado em 501 milhões de euros (US$ 569,2 milhões); pelo acordo assinado com a Fortress, o Casino receberá cerca de 392 milhões de euros no primeiro semestre do ano

Em dezembro

Indústria e varejo da China superam expectativas, mas avanço do PIB é o menor em 28 anos

Produção industrial chinesa subiu 5,7% em dezembro na comparação anual; analistas previam uma desaceleração, com ganho de 5,3%

Caso Queiroz

Flávio Bolsonaro reclama que não teve oportunidade de esclarecer movimentações

Nas entrevistas, o senador eleito afirmou que o pagamento de R$ 1.016.839 milhão de um título da Caixa Econômica Federal, registrado pelo Coaf como movimentação atípica, é referente ao valor da quitação da dívida de um apartamento

Dívida corporativa

Por que as debêntures devem ser as estrelas do investimento em renda fixa em 2019

Esse fenômeno já começou. Em 2018, as captações de recursos pelas empresas brasileiras diretamente de investidores no mercado de capitais atingiram quase R$ 200 bilhões, um crescimento de 19% e praticamente o dobro de 2016. Confira o que faz as perspectivas para este ano serem ainda melhores.

Renda fixa

O que você precisa saber antes de investir em uma emissão de debêntures

Investir em debêntures pode ser uma alternativa para quem busca mais de rentabilidade nas aplicações de renda fixa. Mas como tudo no mundo dos investimentos, o maior retorno vem acompanhado de mais riscos

A Bula do Mercado

Mercado entre China e Davos

PIB da China abre semana marcada por expectativa pela participação do governo Bolsonaro em Davos

Desânimo

Para JP Morgan, aumentou a chance de recessão nos EUA nos próximos 12 meses

Banco projeta uma probabilidade de 42,9% de contração na economia americana, contra uma projeção anterior de 40,8%

Indústria automobilística

Sindicato reage à ameaça de saída da GM do país, e montadora marca reunião com trabalhadores

Presidente da montadora para a América do Sul havia divulgado comunicado dizendo que “investimentos e o futuro” do grupo no país dependiam de volta da lucratividade em 2019

Sufoco

Empresas de alimentos concentram maior débito entre as mais endividadas

BRF, Marfrig e JBS tentam reduzir endividamento; siderúrgicas e outras empresas de infraestrutura também têm dificuldades

Alívio

Dívida das empresas abertas cai 17,7%, mas investimento ainda deve demorar

Movimento de reestruturação e redução das dívidas é puxado por Petrobras e Vale; cautela das empresas e capacidade ociosa, porém, ainda é grande

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu