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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Serviços financeiros

Clientes das fintechs estão (bem) mais satisfeitos que os dos bancos

Uma pesquisa do Google mostra que 71% dos usuários das novas empresas financeiras com foco em tecnologia estão felizes com serviços. Já nos bancos, esse percentual é de apenas 42%

28 de novembro de 2018
16:14 - atualizado às 17:22
Cartão de crédito, como o do Nubank, é o produto mais usado pelos clientes das fintechs - Imagem: shutterstock

Você está satisfeito com o seu banco? Já pensou em testar os serviços de uma fintech? Pois uma pesquisa do Google mostra que os clientes das novas empresas financeiras com foco em tecnologia estão mais felizes.

O índice de satisfação com as fintechs é de 71%, bem acima dos consumidores dos bancos tradicionais, que está em apenas 42%, de acordo com o levantamento.

As novas empresas que passaram a concorrer com os bancos têm atraído uma quantidade cada vez maior de usuários. Entre os atrativos estão as tarifas mais baixas ou mesmo inexistentes.

O produto mais usado pelas pessoas que se tornaram clientes das fintechs é o cartão de crédito, de acordo com a pesquisa. Uma das empresas mais bem sucedidas entre as fintechs brasileiras é justamente a emissora de cartões Nubank.

As buscas no Google também sinalizam o maior interesse dos clientes de serviços financeiros. A procura por "melhor banco digital", por exemplo, cresceu quatro vezes no último ano.

Os resultados da pesquisa, feita com 800 pessoas entre os dias 16 e 20 de novembro, foram apresentados durante um evento sobre fintechs que acontece nesta quarta-feira, na sede do Google em São Paulo.

Marcas pouco amadas

Os bancos têm motivos para se preocupar com o avanço da concorrência. Indústrias com margens altas, marcas pouco amadas e barreiras de entrada supostamente altas são as mais propensas a sofrer a chamada disrupção.

"Esse é exatamente o caso do setor financeiro no Brasil", diz Guilherme Horn, diretor da consultoria Accenture, que participou do evento.

A pesquisa do Google sugere que há um espaço grande para novas empresas como as fintechs ganharem a preferência do consumidor. Dos clientes que se declararam muito insatisfeitos com os serviços financeiros, 52% não sabem para qual empresa mudariam.

E você, já mudou ou está disposto a experimentar algum serviço financeiro fora dos bancões? Deixe seu comentário logo abaixo.

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