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2019-05-20T12:55:13+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
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BC: Educação financeira precisa atingir milhões de brasileiros

Diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Mauricio Moura, faz abertura da Semana Nacional da Educação Financeira, que contará com mais de 5,5 mil ações em todo país

20 de maio de 2019
11:17 - atualizado às 12:55
educação financeira
Imagem: Print CVM

O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central (BC), Mauricio Moura, fez o discurso de abertura da 6ª Semana Nacional de Educação Financeira, que mobiliza atores públicos e privados em torno do objetivo comum de promover o letramento financeiro da população.

Segundo o diretor, o sistema financeiro não será plenamente eficiente se ele não for também composto por usuários financeiramente educados, que compreendam os produtos e serviços ofertados, para que deles possam obter o melhor retorno para si mesmos.

“Nesse sentido, educação financeira é um requisito fundamental para a democratização do sistema financeiro. Veremos cada vez mais essa expressão em nossas comunicações: ‘democratização do sistema financeiro’!”, disse Moura.

O tema tem importância crescente já que cada vez mais pessoas passam a fazer parte do fenômeno da desintermediação financeira e buscam por melhores investimentos e diferentes formas de relacionamento com as instituições financeiras.

Já temos mais de 1 milhão de CPFs inscritos na B3 e no Tesouro Direto, mas ainda temos  117 milhões de aplicadores na caderneta de poupança.

Os esforços se inserem em algo que vem sendo dito e repetido pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o  intermediação financeira tem de se libertar das amarras que a prendem ao governo. O mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo.

Ainda de acordo com o diretor, a Agenda BC+ está sendo reavaliada e ampliada, com o propósito de criar um amplo programa de estímulo à educação financeira, por meio de ações junto a agentes de mercado e a outros órgãos governamentais, também empregando cooperativas e provedores de microcrédito como parceiros nesse esforço para sua difusão.

“Em um país com 210 milhões de cidadãos, não seremos bem-sucedidos se nossas ações atingirem milhares. Precisamos alcançar milhões! A Semana ENEF nos ajuda nessa jornada, não apenas pelas ações que atingem milhões, mas pela publicidade gerada em torno dela”, disse.

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A Semana ENEF

O programa acontece desde 2014 e, no ano passado, contou com mais de 7 mil ações, como palestras online, presenciais, cursos e outros eventos, que acabaram atingindo 4 milhões de pessoas.

Se o leitor se interessou pelo tema, pode conferir a agenda oficial do evento aqui e participar das ações. Também há um portal com ferramentas e materiais gratuitos sobre o tema.

Neste ano, também será apresentado o Projeto Educação Financeira nas escolas do ensino fundamental – BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

O Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) é a entidade responsável pela coordenação da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que integra entidades públicas e privadas interessadas em promover a educação financeira no Brasil.

O Conef é composto por representantes do Banco Central, da CVM, da Susep, da Previc, do Ministério da Economia, do Ministério da Educação, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), da Brasil, Bolsa e Balcão (B3), da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Sebrae Nacional.

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