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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Fechou

Banco Central liquida corretora Walpires

Clientes com posição na corretora podem pedir transferência de custódia de seus ativos para outras instituições

5 de outubro de 2018
11:18
Fachada do Banco Central do Brasil - Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

O Banco Central (BC) decretou hoje a liquidação extrajudicial da Walpires Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. A liquidação é uma das medidas que o BC pode adotar para manter o bom funcionamento do sistema quando constata graves problemas de funcionamento.

No caso da Walpires, o BC levou em consideração “a grave situação patrimonial e de liquidez, as graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição, bem como a existência de prejuízos que sujeitam a risco anormal os seus credores”. Quando o BC fala em situação patrimonial e de liquidez é sinal de patrimônio líquido negativo (passivos maiores que ativos).

A corretora é de pequeno porte, representando 0,0005% dos ativos do sistema e apenas 0,00005% dos recursos de terceiros. A empresa não é ligada a nenhum conglomerado financeiro.

Com a decretação do regime especial ficam bloqueados os bens de controladores e ex-administradores. No caso, Sidney Marlon de Paula (controlador).

E quem era cliente?

Em comunicado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alerta que os clientes que possuem valores mobiliários custodiados na Walpires podem solicitar a transferência dos ativos para outro custodiante. Para isso têm de fazer o pedido ao liquidante indicado pelo Banco Central, Dawilson Sacramento, por meio dos seguintes contatos: telefone (11) 2808-7066 ou e-mail: [email protected].

“Ressalta-se que a CVM e o Banco Central do Brasil vêm acompanhando a evolução do caso para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de suas competências legais”, diz o comunicado.

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