Menu
2019-04-04T14:11:03+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Após 'revisão'

Argentina ainda tenta ganhar fôlego com pacote do FMI

Mesmo com auxílio do FMI e mudanças no BC argentino, analistas ainda indicam que situação é “delicada” no país

8 de outubro de 2018
10:25 - atualizado às 14:11
Presidente da Argentina, Mauricio Macri
Presidente da Argentina, Mauricio Macri - Imagem: Shutterstock

A Argentina ainda tenta ganhar fôlego para começar a sair da crise. A revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), mudanças no comando do Banco Central com posterior ajuste na política monetária do país conseguiram deram um alívio aos mercados por lá nos últimos dias.

Analistas consideram que Buenos Aires tem dado sinalizações positivas, mas alertam sobre como o quadro ainda é delicado e não estão descartam novos sobressaltos, enquanto o governo de Mauricio Macri tenta conduzir um ajuste ambicioso nas contas públicas, em um quadro de recessão, inflação e desemprego.

“Obviamente, o programa oficial agora é muito mais consistente”, considera o economista Ramiro Castiñera, da consultoria Econométrica. Segundo ele, a meta de déficit zero e emissão monetária zero mostra uma coordenação melhor das autoridades, faltando agora o governo conseguir cumprir, de fato, o objetivo de equilibrar as contas primárias.

Crise de confiança

A Argentina enfrentou meses de estresse, sobretudo no câmbio, com investidores temerosos sobre os déficits externo e fiscal com a trajetória da dívida no país. No poder desde 2015, o presidente Mauricio Macri tentava levar adiante sua plataforma de ajuste gradual nas contas, sem sufocar a economia. A piora no quadro internacional e a uma crise de confiança de investidores, porém, tornaram a tarefa mais delicada. Em junho, Macri fechou um empréstimo emergencial de US$ 50 bilhões com o FMI para tentar acalmar a situação. Não foi o suficiente e o peso continuou sob forte depreciação. Com isso, Buenos Aires recorreu novamente ao FMI e conseguiu elevar o montante do resgate para US$ 57,1 bilhões.

O quadro da Argentina, portanto, é bastante delicado. Mesmo que o ajuste seja bem-sucedido, o país enfrentará meses difíceis, com contração econômica, em um cenário de desemprego alto, greves contra o acordo com o FMI e aumento da pobreza. O descontentamento popular pode ainda ser expresso nas urnas em outubro de 2019, quando o país terá eleição presidencial.

“Os efeitos colaterais do aperto monetário sobre a atividade (e o seu impacto sobre o fiscal e o humor social às vésperas da eleição) são o maior risco de curto prazo” do pacote do governo e do banco central, opina Sebastian Rondeau, analista do Bank of America Merril Lynch.

*Com Estadão Conteúdo

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

EXCLUSIVO PREMIUM

O rei das emergências: os melhores fundos para a sua reserva de curto prazo

Conheça os três fundos DI que não possuem taxa de administração e saiba até quando é mais interessante investir nesses tipos de fundo ou no Tesouro Selic

Quando o dinheiro morre

O novo paradigma de Ray Dalio e um apelo para a compra de ouro

Gestor da Bridgewater compartilha sua avaliação sobre como a atuação dos BCs, juros negativos e endividamento crescente vão mudar a cara do mercado

Entrevista

Fuja da bolsa americana e compre ouro, diz analista da Crescat

Otavio Costa é um brasileiro que trabalha no mercado americano e se soma à corrente que acredita em recessão nos EUA e problemas de crédito na China. Cenário que faz do ouro a melhor opção no momento

Roupa nova

Banco Inter dará início às negociações com units na bolsa na sexta-feira

Os certificados de ações terão o código BIDI11 e representam duas ações preferenciais (PN) e uma ordinária (ON) do Banco Inter, que também vai aderir ao Nível 2 de governança da bolsa e estuda captar R$ 1 bilhão em uma oferta de ações

Vai uma carona aí?

Uber completa cinco anos de Brasil com 2,6 bilhões de viagens

Se você acha que anda muito de Uber, olha só isso: o usuário que mais usou o Uber no Brasil nesses últimos cinco anos fez mais de 5 mil viagens pelo app, o que corresponde a cerca de 3 viagens de Uber por dia. Haja boleto!

De olho na Venezuela

Bolsonaro: “É importante buscar solução para Venezuela, até Evo se posicionou

Segundo o presidente, não ficou surpreso com o posicionamento de Morales, uma vez que o chefe de Estado boliviano já havia dados sinais positivos quando decidiu prender o italiano Cesare Battisti

Ainda sobre Eduardo

Para Mourão, indicação de Eduardo para embaixada nos EUA está dentro do padrão

“Dentro das regras da escolha para quem não é da carreira diplomática, ele está dentro do padrão. É uma decisão do presidente. Decisão a gente não discute”, disse.

Fracasso de crítica

A base de assinantes da Netflix cresceu menos que o esperado — e o mercado reagiu mal

Os resultados trimestrais da Netflix decepcionaram o mercado, em especial os números de expansão de novos usuários. Como resultado, as ações despencaram no after market de Nova York

Seu Dinheiro na sua noite

Posto Ipiranga entre o FGTS e a reforma

As histórias que mexeram com o Seu Dinheiro hoje

Há limite para o Magalu?

Ações do Magazine Luiza já subiram mais de 30% neste ano. Para o Bradesco BBI, há espaço para mais

Apesar dos ganhos expressivos dos papéis do Magazine Luiza nos últimos anos, o Bradesco BBI acredita que os papéis ainda podem subir mais, uma vez que a empresa possui boas perspectivas para surfar a nova onda do e-commerce

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements