Menu
2019-10-14T14:31:08+00:00
o peso das queimadas

Por Amazônia, deputado dos EUA propõe lei para barrar importações brasileiras

Texto do democrata Peter DeFazio também prevê a proibição de uma negociação de livre-comércio entre o país americano e o Brasil

11 de setembro de 2019
11:29 - atualizado às 14:31
Membros do Congresso nos EUA.
Membros do Congresso nos EUA. - Imagem: Shutterstock

O deputado democrata Peter DeFazio apresentou projeto de lei na Câmara dos Estados Unidos, nesta terça-feira, 10, para proibir a importação de produtos brasileiros como carne e soja, em resposta ao aumento das queimadas na Amazônia. O texto também prevê a proibição de uma negociação de livre-comércio entre EUA e Brasil.

O projeto de lei do congressista fala em proibir ainda importações de produtos como couro, açúcar, milho e tabaco do Brasil. Em nota publicada no site do deputado, o democrata critica presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos EUA, Donald Trump.

"O presidente Jair Bolsonaro acredita que pode agir impunemente e acelerar a destruição da floresta amazônica, e ele precisa saber que há consequências reais por suas ações imprudentes", disse. O parlamentar alega ainda que o desmatamento na Amazônia pode ter efeitos significativos nas chuvas nos EUA e afetar a produção americana.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

No mesmo dia, outros deputados americanos discutiram em uma audiência pública a política ambiental do governo Bolsonaro, no Comitê de Relações Exteriores da Câmara. Os parlamentares sinalizaram, no entanto, que negociações de um acordo comercial entre os dois países não devem ser barradas pela crise ambiental.

O governo de Donald Trump tem sido o mais importante aliado de Bolsonaro no debate internacional sobre a situação da Amazônia.

Senadores democratas chegaram a enviar uma carta ao representante de comércio americano pedindo a suspensão de tratativas comerciais com o Brasil até que a situação das queimadas na Amazônia fosse solucionada. A ideia é que um futuro acordo facilite trâmites, aumente a relação comercial e investimentos.

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo tem reunião no Departamento de Estado, em Washington, nesta semana, quando deve tratar do tema. A ideia de um acordo de comércio tem sido desenhada pelos dois lados, mas ainda não ganhou caráter oficial. Os EUA costumam comunicar o Congresso quando dão início formal às tratativas para um acordo.

No debate desta terça-feira, no entanto, mesmo entre democratas - oposição ao governo Trump -, não houve sinalização de que a questão ambiental possa ser um impeditivo para um futuro acordo com o Brasil.

O deputado democrata Albio Sires disse não ver a imposição de condições ao acordo como a saída para os americanos exercerem pressão sobre o Brasil. "Vamos trabalhar juntos, vamos encontrar uma solução, o que podemos fazer juntos para isso. Nesse momento, essa não é uma boa abordagem", afirmou.

Outro democrata, Dean Phillips disse a jornalistas que ainda não tem posição formada sobre a necessidade de incluir condições a respeito de política ambiental para aprovação de um possível acordo. "Há desafios no uso desses instrumentos, mas temos que olhar todas as opções", afirmou.

Apesar disso, a colunista do jornal O Estado de S. Paulo e economista Monica de Bolle, uma das especialistas ouvidas pelos deputados, pondera que acordos recentes firmados na gestão do republicano Donald Trump incluíram previsões sobre proteção ao meio ambiente. É o caso do USMCA - o novo Nafta, renegociado entre Estados Unidos, Canadá e México.

"Tanto do lado republicano quanto do lado democrata existe uma preocupação grande com essas questões de meio ambiente e, sendo assim, qualquer acordo que venha a ser firmado com o Brasil, seja um acordo de facilitação de comércio ou algo mais ambicioso, vai conter essas normativas, essas exigências. Isso é comércio no século 21", disse Monica.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Novidades

Fusão entre Boeing e Embraer consegue aprovação em grande mercado

O acordo entre ambas aparece na lista de transações que data de 19 de novembro. No documento, as transações são colocadas como “aprovadas sem condicionantes”

Seu Dinheiro na sua noite

126…144…197 mil pontos para o Ibovespa

Eu vou, sem saber pra onde nem quando vou parar. O clássico de Roberto Carlos “120… 150… 200 Km Por Hora” podia muito bem embalar a leitura desta newsletter. Assim como o velocímetro do carro na canção do Rei (uma das minhas favoritas), as projeções dos analistas para a bolsa no ano que vem apontam para cima. […]

Quanto vale o show?

Plataforma de investimentos do BTG Pactual pode valer até R$ 10 bilhões, calcula UBS

Banco suíço iniciou a cobertura das ações do BTG Pactual, que já triplicaram de valor neste ano, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 82,00

Emprego

Mercado de trabalho cria 70.852 empregos com carteira assinada em outubro

Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2017, quando foram criadas 76.599 vagas no décimo mês do ano. Em outubro do ano passado, houve abertura líquida de 57.733 vagas, na série sem ajustes

De olho nos papéis

BTG reitera compra de Klabin e Suzano e aumenta preço-alvo das ações

Em relatório, analistas do banco expandiram o preço-alvo dos papéis da Suzano para R$ 44 (o valor anterior era de R$ 40), e da Klabin para R$ 20, ante R$ 18

Otimismo

Para o Credit Suisse, 2020 é o ano dos emergentes — e o Brasil tende a ser um dos destaques

A equipe de análise do Credit Suisse aposta nos mercados emergentes para 2020. E, nesse grupo, as ações e ativos do Brasil aparecem entre as principais recomendações

Perspectivas 2020

Para Goldman Sachs cenário é desafiador para o Brasil, mas mais esperançoso

Preocupação não é com a direção da política econômica, mas sim com a capacidade de implementar agenda de reformas fiscais

Mercado de capitais

Ações da Cogna sobem com notícia de IPO de unidade nos EUA

A Cogna espera uma avaliação de até R$ 8 bilhões pela Vasta, plataforma de serviços digitais para escolas privadas, na oferta pública inicial de ações, que deve acontecer em 2020, de acordo o site Brazil Journal

um olho aqui e nos vizinhos

Política impede avanço de reformas na América Latina, mas Brasil é notável exceção, diz Moody’s

Para 2020, a visão dos analistas é de que o ambiente para a região e os emergentes como um todo é negativo, por conta do aumento de riscos políticos e geopolíticos

na ponta do lápis

BNDES perdeu tempo na venda de fatia da JBS, diz presidente do conselho de administração do banco

Em evento no Rio de Janeiro, Carlos Thadeu de Freitas estimou o impacto financeiro dessa demora em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements