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Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

A festa ainda vai longe?

19 de março de 2019
11:29 - atualizado às 15:45
O Melhor do Seu Dinheiro
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Ao longo de muitos anos, trabalhei até tarde da noite. Geralmente, saía da redação entre 21h e 22h. Na melhor das hipóteses, às 20h30. No pior cenário, virava a madrugada. O horário noturno tem lá suas vantagens - não pegar trânsito é a maior delas -, mas também tem seus reveses. Eu, que adoro um barzinho, sempre fiquei de fora do happy hour dos amigos. Cervejinha às seis da tarde na sexta-feira estava fora de cogitação.

Enquanto eu dava duro na redação, recebia mensagens do tipo “vem logo” e fotos de drinks diversos e amigos animados. Às vezes acelerava o passo para terminar logo a minha matéria e ir para o bar. E aí era a minha vez de mandar mensagem: “a festa está acabando ou ainda vai longe? Vale a pena ir?”.

Se você não tem ações na bolsa, essa é a sua situação atual. O Ibovespa bateu ontem os 100 mil pontos no meio do pregão. Quem comprou o índice ganhou quase 14% só neste ano.

Não dá pra negar que a bolsa está bombando. A dúvida é se vale a pena entrar na festa agora - e comprar o ingresso no lote mais caro. Difícil saber. Eu já cheguei em balada boa na metade e fiquei até de manhã. E também já gastei dinheiro à toa para entrar em festa que estava acabando.

Uma questão que você precisa se perguntar é: que outra opção você tem para seu dinheiro? A taxa básica de juros brasileira, que baliza boa parte dos investimentos em renda fixa, está atualmente em 6,5%. E não se espera que o cenário mude neste ano. O risco é baixo, mas o retorno não é lá essas coisas.

Se você está com uma pontinha de inveja de quem comprou ações na bolsa alguns meses atrás e não sabe se vale a pena comprar agora, a Julia Wiltgen escreveu uma matéria especialmente para você. Ela acionou os economistas para saber se a festa da bolsa vai longe ou se os 100 mil pontos são o fim da linha. Veja qual a perspectiva para o Ibovespa até o fim do ano nesta reportagem.

Bolsonaro e as redes

Entre uma visita e outra, o presidente Jair Bolsonaro também encontrou tempo para as redes sociais. Em live transmitida por seu filho Eduardo, que acompanha a comitiva presidencial nos EUA, ele afirmou que o Brasil quebrará se não aprovar uma reforma robusta. E aproveitou para tranquilizar as Forças Armadas sobre o texto destinado aos militares.

Já no Twitter, ele saiu em defesa das novas concessões de aeroportos brasileiros. No publicação, o presidente afirma estar cumprindo o prometido em campanha, tirando do Estado tudo o que pode ser administrado pela iniciativa privada. Parece que  os ventos “liberais” fizeram bem ao presidente. Confira todas as informações nesta reportagem.

Na terra do Tio Sam

Durante visita aos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, aproveitou para falar bastante e fazer um grande chamado aos investidores americanos para investir no país. Ele destacou que o Brasil quer ser um parceiro comercial estratégico dos EUA no futuro. Mas falou que está também de olho nos chineses, especialmente quando o assunto é investimentos em infraestrutura. Veja aqui outros detalhes do discurso de Guedes lá fora.

Hora de devolver

Depois de alguns anos de “funcionamento disfuncional” do BNDES, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, disse que o banco tem condições de fazer a devolução na íntegra de R$ 126 bilhões à União , agora em 2019. Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, o secretário disse que a ideia é retornar os valores que foram emprestados na forma de subsídios caros aos país. Tal iniciativa pode ser importante para destravar o canal de crédito, garantir maior participação do setor privado e melhorar o mercado de capitais brasileiro. Vamos aguardar...

#Descomplica

Se ontem você aprendeu os segredos para declarar investimento em ações, hoje a repórter Julia Wiltgen te dá outras dicas para fazer a sua declaração de rendimentos obtidos com fundos de investimento imobiliário (FIIs) e fundos de índices (ETFs) aqui. Mas atenção. Mesmo que você não tenha negociado os ativos no ano passado, se eles apareceram no seu patrimônio, será preciso declarar. A boa nova é que o procedimento é bem parecido com o das ações.

A Bula do Mercado - O que vem depois de 100 mil?

 

Depois do dia agitado que viu a bolsa brasileira atingir a sonhada marca dos seis dígitos, o mercado deve enfrentar um período mais defensivo. Isso porque os investidores aguardam as decisões do Copom e do Fed, além de novidades sobre o projeto da previdência militar, todos programados para amanhã.

O mercado financeiro doméstico segue confiante na aprovação da reforma da Previdência ainda no primeiro semestre e com o mínimo de alterações. O cenário internacional aposta em uma mudança no plano de voo do Fed sobre a taxa de juros norte-americana. A dúvida agora é se ele seguirá paciente e irá cortar apenas uma previsão de revisão mantendo ainda ao menos um aumento até dezembro.

No exterior, as bolsas se mostram na retaguarda, com leves oscilações. Na Ásia, o mercado encerrou sem uma direção única e com pouca movimentação. Em Nova York os índices futuros apresentam um ligeiro viés positivo, influenciando as praças europeias.

Após atingir a máxima de 100.037 pontos durante a tarde, o Ibovespa fechou o dia de ontem com uma alta de 0,86%, com 99.994 pontos. O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 3,80, encerrando o dia com queda de 0,76%, a R$ 3,7914. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar da bolsa e do dólar hoje.

Um grande abraço e ótima terça-feira!

Agenda

Índices
- Reino Unido divulga taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro

Bancos Centrais
- Copom inicia reunião para definir a Selic
- Fed inicia reunião de política monetária
- Japão divulga ata de sua última reunião de política monetária

Política
- Jair Bolsonaro se encontra com Donald Trump na Casa Branca
- CAE do Senado faz audiência pública sobre a reforma da Previdência

 

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