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O FIM ESTÁ PRÓXIMO?

Relógio do Juízo Final avança para 85 segundos da meia-noite: o que isso significa e por que o risco global aumentou

Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947

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28 de janeiro de 2026
14:35
Relógio do Juízo Final
Criado em 1947, o Doomsday Clock reflete a avaliação de cientistas sobre riscos globais como guerra nuclear, crise climática e avanços tecnológicos sem controle. - Imagem: Imagem gerada por IA

O Relógio do Juízo Final — conhecido internacionalmente como Doomsday Clock — é um indicador simbólico criado para mostrar o quão perto a humanidade está de uma catástrofe global com potencial de extinção.

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Na terça-feira (27), o ponteiro foi ajustado para 85 segundos antes da meia-noite, o menor intervalo já registrado desde a criação do relógio. Na prática, isso significa que, segundo o indicador, o mundo como o conhecemos nunca esteve tão próximo do colapso.

No conceito do relógio, a meia-noite representa o fim da civilização humana. Quanto mais perto desse horário, maiores são os riscos globais provocados pelas próprias ações do homem.

Quem decide o horário do relógio

A responsabilidade pelo Relógio do Juízo Final é do Bulletin of the Atomic Scientists, um grupo científico que reúne especialistas nas áreas de segurança internacional, clima e tecnologia.

VEJA TAMBÉM: TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS à vista: Empresas aceleram pagamento de proventos assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube

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Todos os anos, o conselho analisa o cenário global e decide se o ponteiro deve avançar, recuar ou permanecer parado.

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Em 2023, o relógio havia sido ajustado para 89 segundos antes da meia-noite. Naquele momento, a guerra entre Rússia e Ucrânia completava um ano, e Vladimir Putin colocava em xeque a participação da Rússia no último grande tratado de controle de armas nucleares com os Estados Unidos, o New Start, que previa o monitoramento mútuo dos arsenais nucleares.

Desde então, segundo o grupo, entendimentos globais “conquistados com muito esforço” começaram a ruir, enfraquecendo a cooperação internacional necessária para conter riscos existenciais.

Quais ameaças entram na conta

Ao anunciar o novo ajuste, os cientistas citaram uma combinação de fatores que empurram o mundo para mais perto do limite:

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  • risco de guerra nuclear, em meio à escalada de tensões entre potências;
  • mudanças climáticas, com eventos extremos cada vez mais frequentes;
  • uso potencialmente indevido da biotecnologia;
  • avanço acelerado da inteligência artificial sem controles adequados.

O grupo também demonstrou preocupação com conflitos envolvendo países com armas nucleares, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, o confronto entre Índia e Paquistão em maio e as incertezas sobre a capacidade do Irã de desenvolver armamentos nucleares após ataques dos Estados Unidos e de Israel no ano passado.

Por que a cooperação importa

Para o conselho científico do Boletim, a fragmentação do mundo em uma lógica de “nós contra eles” aumenta o risco coletivo. “Se o mundo se fragmentar em uma abordagem de soma zero, cresce a probabilidade de todos perdermos”, afirmou Daniel Holz, presidente do conselho científico e de segurança do grupo, à Associated Press.

Além da geopolítica, o aquecimento global também pesou na decisão.

O Boletim destacou secas, ondas de calor e inundações cada vez mais intensas, além do fracasso das nações em adotar acordos eficazes para conter o avanço das emissões. Também foram mencionadas políticas que favorecem combustíveis fósseis em detrimento de energias renováveis.

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O relógio alerta, não prevê

Criado em 1947, o Relógio do Juízo Final não faz uma contagem literal do tempo. No fim da Guerra Fria, por exemplo, ele marcava 17 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, diante de mudanças globais rápidas, os cientistas passaram a medir a distância em segundos, para refletir com mais precisão o grau de urgência.

Segundo o Boletim, o ponteiro pode recuar — desde que líderes e países retomem a cooperação internacional e enfrentem de forma conjunta os riscos que ameaçam a própria sobrevivência humana.

Neste início de 2026, de acordo com o relógio, a humanidade está simbolicamente a 1 minuto e 25 segundos do fim.

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