O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A casa de análise pouco conhecida destacou os riscos para vários segmentos da economia global; visão risco é compartilhada pelo papa do mercado financeiro
Quando a Citrini Research disse que o avanço da inteligência artificial (IA) pode transformar radicalmente o mercado de trabalho, o consumo e o sistema financeiro, as bolsas de valores sentiram o tranco. Quando Nassim Taleb endossou o alerta, as ações do setor de tecnologia voltaram a viver o Armageddon.
No domingo (22), a pouco conhecida casa de análise divulgou um relatório no qual destaca os riscos potenciais para vários segmentos da economia global, utilizando cenários hipotéticos no futuro, especificamente apontando serviços de entrega de alimentos e empresas de cartão de crédito como áreas que enfrentarão problemas.
Na segunda-feira (23), a Anthropic — a startup que derrubou as ações das empresas de software no início do mês — disse em um post que a ferramenta Claude Code pode ajudar a modernizar o Cobol, uma linguagem de programação ultrapassada que roda principalmente em computadores IBM.
A pá de cal veio com um alerta de Nassim Taleb. O papa do mercado financeiro disse que os investidores devem se preparar para uma volatilidade crescente e até mesmo falências no setor de software, à medida que a recuperação da IA entra em uma fase frágil.
O resultado: um novo Armageddon entre as ações de gigantes da tecnologia. A perda mais expressiva foi a da IBM: os papéis fecharam a sessão de segunda-feira (23) em baixa de 13% — a maior queda em um único dia desde 2000.
A sangria se espalhou pelo mercado: DoorDash, American Express, KKR & Co e Blackstone caíram pelo menos 6%. Uber Technologies, Mastercard, Visa, Capital One e Apollo, por sua vez, recuaram 4% ou mais.
Leia Também
Esse segundo grupo de empresas foi citado no relatório da Citrini como sendo substituídos por alternativas de IA, daí a forte queda dos papéis.
O gatilho para as mais recentes perdas foi o relatório “A Crise de Inteligência Global de 2028”, da Citrini.
Nele, a casa de análise faz um exercício de simulação escrito do ponto de vista do futuro, detalhando como o otimismo desenfreado com a IA pode, paradoxalmente, desencadear um colapso econômico sistêmico.
O relatório descreve um período inicial de euforia entre 2025 e 2026, onde o S&P 500 poderia atingir níveis recordes até outubro. Ao mesmo tempo, as demissões entre trabalhadores com maiores salários foram celebradas como “expansão de margem”.
A Citrini argumenta, no entanto, que essa produtividade gerada por máquinas pode se tratar, na verdade, do que chamam de PIB Fantasma (Ghost GDP). Ou seja, uma riqueza que aparece nas contas nacionais, mas não circula na economia real.
“De todas as formas, a IA estava superando as expectativas, e o mercado era a IA. O único problema… a economia não era”, escreveu a Citrini, na visão do “analista do futuro”.
A análise aponta que, enquanto as empresas economizavam em custos trabalhistas, a velocidade do dinheiro despencou porque “máquinas não gastam dinheiro em bens de consumo”.
Leia também:
Um dos pontos mais contundentes da Citrini é a destruição da camada de intermediação da economia.
Setores que dependem da inércia humana ou da complexidade — como corretores de imóveis, consultoria financeira e até aplicativos de entrega — perderão a vantagem competitiva quando agentes de IA começarem a tomar decisões de compra 24 horas por dia, otimizando cada centavo.
Essa mudança não deve poupar nem o setor de pagamentos, com agentes de IA ignorando taxas de cartão de crédito em favor de stablecoins. Não por acaso, ações de empresas como Visa e Mastercard fecharam em forte queda nas bolsas ontem.
A crise da IA, que começou no setor de software (SaaS), rapidamente deve se tornar sistêmica, de acordo com o texto da Citrini.
A ameaça hoje real é que os modelos por licença das empresas de software colapsem à medida que os clientes reduzam equipes. Mas essa seria apenas a ponta do iceberg, de acordo com a empresa de research.
“As empresas incumbentes não resistiram [à tecnologia] porque não podiam se dar ao luxo de fazê-lo”. Elas cortaram pessoal para investir em IA, alimentando uma espiral negativa onde o desemprego de alta renda deve corroer a base de consumo.
Talvez a parte mais alarmante do relatório seja a análise do mercado imobiliário norte-americano, de US$ 13 trilhões.
Diferente de 2008, quando a crise ocorreu no chamado “subprime”, em 2028 a crise pode atingir tomadores de empréstimos com scores de crédito excelentes. No cenário da Citrini, eles simplesmente perderam seus altos salários para a automação.
“Temos agora que fazer uma pergunta que parecia absurda apenas três anos atrás: as hipotecas prime são seguras?”
A análise sugere que o sistema financeiro, otimizado para um mundo de mentes humanas escassas, está tendo dificuldade para precificar um mundo onde a inteligência de máquina tornou-se abundante e barata.
Embora o cenário seja um exercício hipotético, o recado da Citrini para os investidores de hoje é claro: a produtividade da IA é real, mas o mecanismo de circulação dessa riqueza para o consumo humano está quebrado.
“Como investidores, ainda temos tempo para avaliar quanto de nossos portfólios é construído com base em suposições que não sobreviverão. Como sociedade, ainda temos tempo para sermos proativos.”
*Com informações do Money Times e da Bloomberg
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)
Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda
Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada
Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos
O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela
Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua
Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir
Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão
O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano
Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos
Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas
Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump
O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa
Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã
Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo
A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados
Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste
Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”