O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
A recente escalada dos preços do petróleo, impulsionada por tensões no Estreito de Ormuz, redesenhou o cenário de riscos e oportunidades para os investidores na América Latina. Segundo o Morgan Stanley, a região divide-se claramente em dois blocos: países que ganham e os que perdem com a escalada dos preços do barril.
Brasil, Colômbia e Argentina emergem como os vencedores, beneficiando-se da melhora nas contas externas e do fluxo de dólares via exportações.
Na avaliação do banco, Chile e México aparecem como os perdedores relativos, enfrentando desde a deterioração das balanças comerciais até prejuízos fiscais causados por subsídios aos combustíveis.
Considerando os extremos, enquanto o Brasil aproveita o fôlego extra nos royalties e dividendos da Petrobras (PETR4), o Chile aparece para o Morgan Stanley como a economia mais vulnerável ao choque, com impactos diretos no bolso do consumidor e no crescimento do Produto Interno (PIB).
O saldo do choque*
| País | Saldo geral | Benefício/prejuízo |
|---|---|---|
| Brasil | Positivo | Salto de R$ 8 bilhões nas receitas fiscais |
| Colômbia | Positivo | Único país com alta expressiva no PIB (+0,4 pp) |
| Argentina | Positivo | Reforço no superávit comercial de energia via Vaca Muerta |
| México | Negativo | Custo fiscal de 0,35% do PIB para segurar preços na bomba |
| Chile | Negativo | Queda no PIB e maior pressão inflacionária |
Leia Também
O Brasil, que se tornou exportador líquido de petróleo em 2014, colhe frutos positivos nas contas externas e fiscais com a alta da commodity.
Segundo o Morgan Stanley, um aumento de 10% nos preços do petróleo melhora a conta corrente em 0,17% do PIB.
No campo fiscal, o impacto positivo estimado é de R$ 8 bilhões (0,06% do PIB), impulsionado por maiores receitas de royalties, dividendos da Petrobras e arrecadação de impostos corporativos.
Por outro lado, o consumidor sente o peso no bolso: a mesma alta de 10% deve acelerar a inflação em cerca de 32 pontos-base em 12 meses.
“Por ora, esse risco de aceleração da inflação atrelado ao petróleo não altera nossa recomendação para que o Banco Central inicie o ciclo de afrouxamento monetário neste mês, com um corte de 50 pontos-base [pb] e continue o ciclo com cortes de 50 pontos-base até o final do ano”, diz o time de analistas liderado por Fernando D. Sedano.
Para o crescimento do PIB, o efeito é levemente negativo, segundo o banco, devido à volatilidade que pode inibir investimentos.
A Colômbia aparece como o principal destaque positivo em termos de atividade econômica, segundo o Morgan Stanley.
Como exportadora, a alta de 10% do petróleo funciona como um choque de termos de troca favorável, apoiando o PIB em cerca de 40 pontos-base por meio de melhor renda e sentimento de investimento.
“A inflação ainda acelera devido à precificação/repasse dos preços dos combustíveis no mercado interno, mas menos do que em regimes de preços mais livres”, dizem os analistas.
As estimativas do banco sugerem uma aceleração de cerca de 25 pontos-base na inflação geral da Colômbia devido a um choque de 10% no preço do Brent, “o que é consistente com alguma suavização na dinâmica dos preços dos combustíveis no mercado interno”.
Na Argentina, o petróleo mais caro reforça o papel do setor como motor de investimentos e exportações, especialmente com o aumento da produção em Vaca Muerta.
O Morgan Stanley estima um impacto positivo de 0,12% do PIB na conta corrente. O risco, contudo, mora na inflação, que pode acelerar entre 20 e 40 pontos-base em um mercado de combustíveis desregulamentado.
O Chile é classificado pelo Morgan Stanley como a economia mais exposta da América Latina aos preços mais elevados do petróleo por conta do conflito do Oriente Médio.
Sendo um importador líquido, o país sofre um choque negativo de termos de troca que pesa sobre o PIB — queda estimada entre 20 e 30 pontos-base — e sobre a inflação, com um repasse de 30 a 50 pontos-base devido à política de preços de paridade internacional.
“As implicações monetárias de um choque no preço do petróleo não são simples, uma vez que dependem principalmente da intensidade e duração finais, mas, a priori, se o aumento for sustentado, acreditamos que o banco central do Chile poderá adotar uma abordagem mais cautelosa e manter o juro na reunião deste mês”, dizem os analistas.
Já o México apresenta um cenário de neutralidade no crescimento, mas com deterioração marginal nas contas externas e fiscais, segundo o Morgan Stanley.
Vale lembrar que, embora seja produtor, o país é um importador líquido de energia (gasolina e gás natural).
O impacto na inflação é contido — 9 pontos-base — devido à política de subsídios que limita o preço na bomba, mas, segundo o banco, isso gera um custo fiscal líquido de -0,13% do PIB, já que o ganho com royalties não compensa a perda na arrecadação de impostos sobre combustíveis.
“Dito isso, preços mais altos do petróleo e um peso mexicano mais fraco, se prolongados, podem representar riscos para nossa previsão de uma retomada rápida — um corte na reunião de 26 de março — do afrouxamento monetário pelo Banco do México”, afirmam os analistas.
Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, comentou que o republicano vem enfrentando os menores níveis de popularidade do mandato
Embora tenha afirmado que será um governador low-profile, a permanência no conselho até 2028 pode ser uma barreira para possíveis interferências políticas no banco central norte-americano
A taxa seguiu inalterada como esperado pelo mercado, mas a maior rebelião interna do Fed desde 1992 marca o que deve ser a última reunião de Powell como presidente do banco central norte-americano
Astrolábio era parte de coleção real de marajás, título dado à realeza indiana, mas instrumento foi vendido e agora vai a leilão na Europa
A Meta queria a Manus, a startup de IA que atingiu US$ 100 milhões em receita em apenas oito meses e se tornou o novo pivô da guerra tecnológica entre EUA e Pequim
O Brasil é a preferência disparada entre os investidores nos EUA quando o assunto é América Latina, mas um queridinho por aqui não está mais no coração dos norte-americanos
Em entrevista à Fox News, presidente dos EUA diz que prefere negociar à distância, vê fim próximo da guerra no Oriente Médio e reclama de aliados
Presidente e primeira-dama foram evacuados após invasor armado abrir fogo; autoridades apontam possível ação de “lobo solitário”
Os Estados Unidos liberaram a isenção de sanções para as vendas de petróleo e derivados russos em março
A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%
UBS WM revisou o alvo para o índice MSCI Emerging Markets para 1.680 pontos até dezembro de 2026, representando um potencial de dois dígitos, ancorado em uma previsão de crescimento de lucros de 33% para as empresas desses países
Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento
O líder chileno participou do Latam Focus 2026, evento organizado pelo BTG Pactual, que reuniu a nata do mundo político e empresarial em Santiago, e mandou um recado para os investidores
Finlândia, o país “mais feliz do mundo”, abre oportunidade para profissionais brasileiros que querem ganhar em euro.
A companhia aérea vai passar a tesoura em rotas de curta distância programadas até outubro, uma tentativa de economizar combustível diante da ameaça de escassez e da volatilidade dos preços causada pelo conflito no Oriente Médio
Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento
Após o Irã reverter a abertura da passagem marítima, presidente norte-americano minimiza a medida como tática de pressão
Teerã alega “pirataria” dos EUA para encerrar breve abertura da via estratégica; Donald Trump afirma que cerco naval só terminará com conclusão total de acordo.
Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)