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O ‘profeta’ da crise de 2008, Michael Burry, faz alerta sobre a bolha da inteligência artificial (IA) e justifica com história de Buffett
O investidor Michael Burry, conhecido por sua “profecia” sobre a crise de 2008, tem mais uma aposta na mesa, dessa vez sobre o setor de inteligência artificial. Após prever e lucrar com o estouro da bolha de hipotecas dos Estados Unidos, ele volta a alertar sobre distorções financeiras, de olho no mercado das big techs.
Em um debate com o cofundador da Anthropic, Jack Clark e o podcaster Dwarkesh Patel, Burry afirmou que empresas como a Microsoft e Alphabet estão desperdiçando trilhões em chips e data centers que estão no caminho para a obsolescência, considerando a crescente pressão competitiva sem que os retornos estejam claros.
Nos anos 1960, o “Oráculo de Omaha” adquiriu a loja de departamentos Hochschild-Kohn e instalou nela uma escada rolante. Warren Buffett tomou a decisão apenas porque um concorrente estabelecido do lado oposto da rua tinha uma escada rolante.
O resultado, como destaca o investidor, é que nenhuma das lojas se beneficiou, não houve melhora durável de margem ou custo, ambos permaneceram no mesmo lugar. “É assim que a maioria das implementações de IA vai terminar”, defende Burry.
"É por isso que gastos na ordem dos trilhões de dólares, sem um caminho claro para sua utilização pela economia real, são tão preocupantes. A maioria não se beneficiará, porque seus concorrentes se beneficiarão na mesma medida, e nenhum dos dois terá vantagem competitiva por causa disso", coloca o investidor.
Após um período de euforia pelos avanços com IA e impactos nas ações das gigantes de tecnologia, Burry vê o cenário mudando, com os custos reais e a falta de receitas dando as caras.
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A atual previsão de Burry é de uma queda ou estagnação no emprego tecnológico ao longo dos próximos anos, como efeito de um longo período de desaceleração.
A bolha de IA se refere aos intensos gastos das big techs e dúvidas sobre o retorno real sobre os investimentos. Estão na mesa questões sobre o uso, os custos de desenvolvimento e a pressão nas margens das companhias.
Para Burry a Nvidia e a Palantir são os "cartazes" da bolha de inteligência artificial. Ele defende que essas empresas apenas usufruíram da estrutura que já detinham, no entanto, não têm garantias de sustentabilidade.
Entre as surpresas que poderiam levar a uma recalibração da visão geral sobre a IA estaria a substituição de milhões de empregos nas maiores empresas por agentes de IA autônomos. Isso, segundo Burry, seria chocante, mas ainda assim não necessariamente levaria a compreensão de onde está a vantagem competitiva duradoura.
Outro fator seria a receita da camada de aplicação atingir US$ 500 bilhões ou mais devido à proliferação de aplicativos essenciais.
Para ele, as maiores surpresas no momento são o Google não ter liderado o processo o tempo todo, o ChatGPT impulsionando uma corrida de infraestrutura multibilionária e a dominância da Nvidia até agora na era da inferência.
Michael Burry é um médico norte-americano, natural da Califórnia, investidor e gestor de fundos de hedge. Ele ficou conhecido por prever — e lucrar —com a crise do subprime, que teve início em 2007 e estourou em 2008. O episódio marcou a história recente do mercado de capitais.
Ao menos dois anos antes da crise, o investidor notou a fragilidade dos títulos lastreados em dívidas imobiliárias subprime. Diante disso, apostou contra os papéis e fez uma fortuna com a concretização do colapso que anteviu, enquanto instituição financeiras tradicionais sofreram severos impactos.
A história do investidor se tornou emblemática com o relato da crise das hipotecas no livro "A Jogada do Século: A História do Colapso Financeiro de 2008", de Michael Lewis, e no filme "A Grande Aposta", que chegou a vencer o Oscar de melhor roteiro adaptado, além de receber outras indicações.
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