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Carina Brito

Carina Brito

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Trabalhou como repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e já escreveu para Valor Econômico, Revista Galileu e UOL. Hoje é editora de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Carreira e ESG do Seu Dinheiro.

ESTABILIDADE NO SETOR

Shoppings mantêm vendas em alta, mas ritmo desacelera no fim de 2025; veja os resultados esperados por empresa

Prévia de resultados do BTG Pactual mostram que o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior

Carina Brito
Carina Brito
31 de janeiro de 2026
13:37 - atualizado às 11:27
Shoppings mantêm vendas em alta, segundo prévia dos resultados do BTG Pactual Imagem: iStock

Os shoppings brasileiros devem encerrar o quarto trimestre de 2025 com um cenário de poucos sobressaltos. Segundo a prévia de resultados do BTG Pactual, o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior, com vendas ainda em crescimento, porém em ritmo mais moderado.

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Já o segmento logístico deve apresentar, mais uma vez, desempenho superior, sustentado pela forte demanda e pela alta no ticket médio.

Shoppings listados em bolsa estão estáveis

De acordo com o relatório, os shoppings listados em bolsa mantêm a reputação de ativos defensivos, o que se refletiu também no desempenho das ações ao longo dos últimos 12 meses.

Do ponto de vista operacional, a expectativa é de indicadores ainda saudáveis, com baixas taxas de vacância e inadimplência, além de crescimento real dos aluguéis.

Apesar disso, o BTG projeta uma desaceleração nas vendas dos lojistas em relação ao primeiro semestre de 2025. A estimativa é de um crescimento de cerca de 5% nas vendas mesmas lojas (SSS) no quarto trimestre, sinalizando um avanço mais contido da atividade dentro dos empreendimentos.

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No campo financeiro, o banco avalia que o crescimento do FFO (Funds From Operations, na sigla em inglês) deve permanecer fraco, refletindo uma combinação de expansão moderada da receita líquida e despesas financeiras mais elevadas.

Leia Também

Esse cenário contribui para resultados sem grandes surpresas entre as companhias de shoppings acompanhadas pelo BTG, reforçando a leitura de estabilidade, mas sem catalisadores relevantes no curto prazo.

Resultados esperados por empresa

Allos (ALOS3)

A Allos deve apresentar um quarto trimestre marcado por crescimento moderado das vendas e estabilidade operacional. A expectativa do BTG é de avanço de 3% a 4% no SSS, com receita líquida estimada em R$ 839 milhões, alta de 2% na comparação anual. O FFO por ação deve alcançar R$ 0,88, representando queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo do crescimento financeiro mais contido

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Multiplan (MULT3)

Para a Multiplan, o banco projeta um crescimento de cerca de 5% no SSS no quarto trimestre. A receita líquida estimada é de R$ 716 milhões, com recuo de 2% na base anual. O FFO por ação deve somar R$ 0,69, queda de 3% em relação ao 4T24, mantendo a leitura de resultados sólidos, porém sem grandes destaques no fluxo de caixa.

Iguatemi (IGTI11)

A Iguatemi deve registrar um desempenho um pouco mais forte nas vendas. A projeção é de crescimento de aproximadamente 6% no SSS, com receita líquida de R$ 433 milhões, avanço de 15% na comparação anual. Ainda assim, o FFO por ação deve cair 9%, para R$ 0,66, pressionado pela combinação de margens mais apertadas e despesas financeiras mais elevada.

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Syn Prop & Tech (SYNE3)

No caso da SYN, a expectativa é de um trimestre mais volátil. O BTG estima receita líquida de R$ 56 milhões, queda de 11% na base anual. Apesar disso, o FFO deve crescer de forma relevante, alcançando R$ 14 milhões, avanço de 185% em relação ao 4T24, ainda que a partir de uma base comparativa baixa

HBR Realty (HBRE3)

A HBR deve apresentar crescimento expressivo da receita, com projeção de R$ 65 milhões, alta de 61% na comparação anual. Mesmo assim, o FFO permanece negativo, estimado em -R$ 20 milhões, ainda impactado pelo nível elevado de alavancagem, segundo o relatório

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Log Commercial Properties (LOGG3)

No segmento logístico, a LOGG deve novamente se destacar em termos operacionais. A expectativa é de receita líquida de R$ 67 milhões, crescimento de 20% na comparação anual, sustentada pela forte absorção líquida e pelo aumento do ticket médio. O FFO por ação deve ficar em R$ 0,03, queda anual relevante, refletindo a base de comparação mais forte do ano anterior.

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