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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

Camille Lima
Camille Lima
25 de fevereiro de 2026
16:29 - atualizado às 16:24
Fachada do Santander Brasil (SANB11).
Fachada do Santander Brasil (SANB11) - Imagem: Divulgação

Santander decidiu mirar alto até 2028: quer ultrapassar 20 bilhões de euros em lucro. Só que, para o acionista brasileiro, o número que define o jogo é outro: a promessa de levar o Santander Brasil (SANB11) de volta a uma rentabilidade superior a 20% dentro dos próximos dois anos. 

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Há sucessivos trimestres, o banco fica para trás de pares domésticos na corrida pelo retorno, ainda com dificuldades de encurtar a distância em relação aos líderes do setor.  

Agora, a administração decidiu transformar discurso em compromisso formal. A meta é reconquistar um retorno sobre patrimônio tangível (ROTE) na faixa dos 20% entre 2027 e 2028. 

Nas contas do JP Morgan, isso levaria a um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 22%.

Hoje, o ponto de partida ainda exige fôlego. No quarto trimestre, o ROE da unidade brasileira ficou em 17,6%. O número supera o de concorrentes como Bradesco e Banco do Brasil, mas permanece distante dos 24,4% entregues pelo Itaú Unibanco

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Vale lembrar que, até pouco tempo atrás, os 20% eram apenas uma ambição reiterada pelos executivos do Santander Brasil em conversas com a imprensa e investidores.  

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Faltava calendário. Agora, há meta, prazo e cobrança embutida.  

De crescimento a rentabilidade: a virada de chave para o Santander Brasil 

Para o CEO global, Héctor Grisi, o ciclo anterior do Santander Brasil ficou para trás. A fase de crescimento acelerado de crédito, com expansão ampla de carteira, deu lugar a uma estratégia mais seletiva. 

O banco entra agora em uma etapa menos volumosa e mais cirúrgica. A meta é reequilibrar o portfólio, realocar capital e priorizar clientes com maior potencial de rentabilidade. 

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Na prática, isso significa deslocar o foco para os segmentos de alta renda (Select), pequenas e médias empresas (PMEs) e grandes clientes corporativos — onde o relacionamento é mais profundo, as receitas de tarifas são mais previsíveis e a volatilidade tende a ser menor.  

O crédito massificado deixa de ser o motor principal e passa a ser peça tática dentro da operação. 

Grisi também afirmou que o retorno aos 20% não virá de um trimestre excepcional, mas de uma transformação estrutural.  

“O caminho é avançar para um ROTE de 20% conforme o negócio se normaliza e, então, continuar melhorando”, disse, durante encontro anual com investidores. 

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Risco sob controle — mas não a qualquer preço 

Um dos pilares dessa equação é o custo de risco. A projeção é mantê-lo abaixo de 5% no consolidado brasileiro. Mas há um detalhe: se os juros caírem, o indicador pode não acompanhar automaticamente essa trajetória. 

O motivo é estratégico. O banco pretende reingressar de forma seletiva no mercado de cartões de crédito e empréstimos pessoais para clientes de maior renda, em busca de margens mais altas.  

Segundo a administração, rentabilidade e risco precisam caminhar juntos no Santander — e conservadorismo excessivo também pode custar caro. “Se meu custo de risco em cartões for inferior a 10%, estou deixando dinheiro na mesa”, disse Grisi.  

O papel da tecnologia na transformação  

Se rentabilidade é a meta, eficiência é o caminho — e o Brasil aparece como peça-chave nesta estratégia.  

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O país é descrito como o “grande destaque” na implementação da plataforma Gravity, o novo sistema global em nuvem do Santander. 

A migração, prevista para este ano, é vista como um catalisador de eficiência operacional para o Santander Brasil. A lógica é simplificar produtos, automatizar processos e reduzir a complexidade para diminuir o custo de servir.  

Em vez de uma estrutura fragmentada, o grupo quer operar como uma plataforma única. Escala, nesse modelo, não é apenas balanço maior — é capacidade de construir uma solução uma vez e replicá-la em vários mercados. 

OPA do Santander Brasil? 

possibilidade de fechar o capital do Santander Brasil na B3 também voltou ao radar. 

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Questionada sobre uma eventual oferta de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários, a administração afirmou que avalia todas as alternativas constantemente, mas segue uma lista de prioridades.  

O foco está primeiro no crescimento orgânico, depois em recompra de ações do próprio grupo — consideradas hoje muito descontadas — e só então outras opções. 

Santander mira Nubank e Revolut: obsessão pela eficiência 

No plano global, a ambição é ainda mais ampla. Ana Botínpresidente executiva do Santander, deixou claro que o grupo quer competir de frente com os bancos digitais.  

"Quando vocês nos compararem com Nubank e Revolut, por favor, digam-nos onde eles são melhores e onde nós somos melhores — nós vamos chegar perto deles, acreditem", afirmou Botín. 

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O alvo do Santander é reduzir o índice de eficiência do grupo para menos de 34% até 2028 — patamar próximo ao observado entre grandes players digitais, que operam na faixa de 30% a 38%.  

"Nossa ambição é ser um dos players de escala em varejo e banco de consumo na Europa”, disse a executiva. 

Essa transformação está baseada no conceito de “One Transformation”: operar como uma plataforma global integrada, com processos e tecnologia padronizados. 

"Escala em bancos não é apenas balanço patrimonial, é escala operacional. A capacidade de construir uma vez e implantar em vários mercados", disse a executiva.   

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Segundo o Santander, o investimento de 20 bilhões de euros em tecnologia e inteligência artificial na última década é a base para “absorver crescimento com custo incremental próximo a zero”. 

O "boring banking" do Santander  

Esse plano estratégico não é vendido como uma revolução glamourosa no Santander, mas como disciplina. Os executivos inclusive batizaram a abordagem de “boring banking” — setor bancário entediante, na tradução livre. 

Em outras palavras, um banco menos dependente de grandes tacadas e mais focado em execução disciplinada, alinhamento de incentivos e simplificação radical de produtos e processos. 

Segundo os executivos, as metas até 2028 funcionam como a “Estrela do Norte” do grupo, e incluem: 

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  • Lucro líquido: Acima de 20 bilhões de euros.
  • Distribuição de dividendos: Manter o payout de 50%, com a parcela de dividendos em dinheiro subindo para 35% já em 2027.
  • Valor para o acionista: O dividendo em dinheiro por ação deve mais do que dobrar em relação aos níveis de 2025. 

Ao mesmo tempo, Botín reforçou a disciplina de capital: não haverá grandes novas aquisições nos próximos dois anos. O foco é executar o plano. 

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