O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para analistas, com menos impulso do macro, desempenho passa a depender cada vez mais da gestão de cada banco; veja as novas perspectivas
Durante boa parte da corrida financeira, os grandes bancos brasileiros correram no mesmo ritmo, embalados por um ciclo de crédito ainda favorável. Agora, os passos começam a se desencontrar. Alguns aceleram com fôlego, outros passam a administrar o desgaste — e há quem carregue peso extra no balanço. Foi essa diferença de ritmo que levou a Fitch Ratings a ajustar sua régua para o setor bancário.
Na mais recente rodada de revisões, a agência de classificação de risco promoveu o BTG Pactual, reforçou a leitura positiva sobre Itaú Unibanco e Bradesco e manteve o Banco do Brasil sob um olhar mais cauteloso.
Segundo a Fitch, os novos ratings refletem uma “crescente diferenciação no desempenho de crédito à medida que o ciclo se normaliza”.
Em outras palavras, a diferença agora está em quem executa melhor — e em quem carrega riscos mais concentrados.
“A forte rentabilidade antes das perdas com crédito, a sólida capitalização e as amplas reservas de liquidez sustentam a resiliência do sistema e devem permitir que os bancos absorvam uma normalização moderada do crédito sem estresse sistêmico”, afirmam os analistas da agência.
O principal destaque positivo foi o BTG Pactual (BPAC11). A Fitch elevou o rating do banco ao reconhecer avanços consistentes na estrutura de financiamento, maior previsibilidade dos resultados e uma capacidade mais robusta de absorção de perdas.
Leia Também
Para a agência, o BTG chega à fase de normalização do ciclo com o dever de casa feito. A diversificação de receitas reduziu a dependência de linhas mais voláteis, a disciplina de capital diminuiu vulnerabilidades e a evolução do funding trouxe mais estabilidade ao balanço.
O Itaú Unibanco (ITUB4) também saiu fortalecido da revisão. A Fitch elevou o rating de viabilidade implícito da instituição de ‘bb+’ para ‘bbb-’, destacando fundamentos sólidos de qualidade dos ativos e um perfil de risco mais resiliente do que o da média do setor.
No Bradesco (BBDC4), a Fitch revisou a perspectiva para estável, sinalizando uma leitura mais construtiva após um período prolongado de pressão sobre resultados e aumento da inadimplência.
Segundo a agência, a recuperação da rentabilidade e da qualidade dos ativos começa a ganhar tração de forma mais consistente. Ainda não é um quadro de força estrutural comparável ao dos pares mais resilientes, mas o suficiente para interromper a trajetória negativa do rating.
Já o Banco do Brasil (BBAS3) foi o único grande banco que não recebeu ajustes positivos. A Fitch reafirmou o rating BB/Estável, mas manteve um tom mais cauteloso ao avaliar o perfil de crédito da instituição.
Segundo os analistas, o BB segue mais exposto do que seus pares privados — especialmente ao agronegócio, hoje o principal foco de estresse no balanço.
Enquanto os bancos privados avançam em uma normalização mais controlada, apoiada por critérios de concessão mais rigorosos, rebalanceamento de portfólio e maior uso de garantias, o Banco do Brasil carrega uma concentração relevante da carteira rural.
Segundo os analistas, isso não compromete a solidez do BB, mas limita o espaço para avanços na nota de crédito no curto prazo.
Essa exposição adiciona volatilidade à trajetória do banco. Não compromete sua solidez, segundo a Fitch, mas limita o espaço para avanços na nota de crédito no curto prazo.
No cenário macroeconômico, a Fitch avalia que o Brasil ainda oferece sustentação ao sistema financeiro.
A projeção é de crescimento de 2,3% em 2025 e desaceleração para 1,9% em 2026, com mercado de trabalho resiliente e demanda interna estável ajudando a conter uma deterioração mais ampla do crédito.
Ainda assim, o espaço para novas elevações de rating é limitado. Juros reais elevados, alto endividamento das famílias e incertezas fiscais ligadas às eleições de 2026 seguem pesando sobre o apetite ao risco e a confiança empresarial.
Por isso, a agência manteve a perspectiva “neutra” para o setor bancário como um todo. Capitalização sólida e forte rentabilidade permitem absorver uma normalização moderada do crédito sem risco sistêmico.
O que muda, daqui para frente, é o critério de diferenciação. Com pouco impulso adicional vindo do macro, as próximas ações de rating devem depender cada vez mais da execução individual de cada banco.
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.
Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura
Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas
Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital
Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento
Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas
O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento
O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais
Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia
Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte
Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas
A transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth
No acumulado de 12 meses, a carteira semanal de ações recomendada pela Terra Investimentos subiu 94,90% contra 51,81% do Ibovespa
Com dívidas de R$ 4,3 bilhões, grupo terá fiscalização rígida da PwC após indícios de irregularidades; investidores devem acompanhar prazos cruciais para reaver valores devidos
Decisões judiciais passaram a atingir bens pessoais e até direitos hereditários de sócios, em meio ao avanço de investigações e ações de investidores que buscam recuperar recursos após suspeitas de pirâmide financeira
Nova projeção para o petróleo melhora cenário global, mas Bank of America vê na estatal uma combinação que outras empresas na América Latina não conseguem replicar
O BTG Pactual analisou os preços de 25 mil itens das marcas Vivara, Life e Pandora entre março e abril, para entender como elas têm reagido aos aumentos de custos