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O banco elevou a recomendação para a ação da Petrobras de neutro para compra, e o novo preço-alvo representa um potencial de alta de 25 em relação ao preço do último fechamento

Mesmo sem um Oscar, os acionistas da Petrobras (PETR3, PETR4) têm um motivo para comemorar. Com o aumento do preço do Brent, a referência internacional para o preço do petróleo, o banco BTG Pactual atualizou as estimativas para o retorno com dividendos da petroleira e elevou a recomendação da ação para compra.
A ação já disparou 56% desde o começo do ano, mas o BTG acredita que há espaço para mais. O novo preço-alvo é de R$ 56, potencial de alta de 25,36% em relação ao preço do último fechamento, de R$ 44,67.
Hoje, o petróleo é negociado acima de US$ 100 por barril. No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump pressionou aliados da Otan a ajudarem a reabrir a rota marítima.
Autoridades iranianas afirmaram que o estreito segue aberto para navios de países neutros — mas, diante do risco de ataques, muitas embarcações têm evitado a região, o que mantém o mercado em alerta.
A Petrobras é uma das poucas companhias de energia listadas em países emergentes com uma cadeia integrada, segundo o banco. Ela também chama a atenção pelo perfil robusto e de baixo custo de produção, bastante competitivo em relação a outras empresas do setor no mundo.
Com o ajuste dos preços de combustíveis no mercado doméstico e o subsídio governamental no valor do diesel, a empresa deve voltar a gerar caixa excedente.
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O cenário base é de um preço para o petróleo de cerca de US$ 80 por barril; assim, a geração de caixa excedente deve girar em torno de 10% em relação às receitas, e o ganho com dividendos esperado é de 9% em relação ao preço da ação.
Para 2027, o retorno esperado é ainda maior, de 13% de fluxo de caixa e de 11% em dividendos (dividend yield), segundo cálculos do BTG.
A produção é vista como robusta pelo banco, apesar da volatilidade esperada, com crescimento composto estimado de cerca de 3,3% entre 2025 e 2028 e produção de 2,5 milhões de barris por dia em 2026.
A proximidade das eleições presidenciais no Brasil também pode representar um catalisador adicional, que pode baratear o custo do capital para a estatal.
O banco afirma que não tem expectativa de mudanças relevantes na companhia caso o atual governo seja reeleito; inclusive, "as medidas anunciadas na semana passada reforçam o cuidado do governo em relação à governança da empresa e a precificação de combustíveis no mercado doméstico", diz o relatório.
Se as eleições presidenciais não representam riscos adicionais, novas aquisições ou uma possível ajuda na reestruturação financeira da Braskem podem afetar os retornos esperados para a ação.
Nos últimos meses, a Petrobras também afirmou que avalia voltar para o setor de etanol, mas com foco no combustível feito com milho, e uma possível compra poderia afetar a rentabilidade da empresa.
Outro risco é um preço mais baixo para o petróleo, embora uma queda no valor para 2027 já tenha sido considerada no modelo do banco.
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